Apple supera expectativas de Wall Street com forte receita de iPhones

Reprodução Forbes
Reprodução Forbes

A Apple registrou resultados inesperadamente positivos, especialmente depois do afrouxamento das medidas de isolamento na Europa e Américas

A Apple divulgou hoje (30) aumentos inesperados na receita trimestral e nas vendas do iPhone, impulsionados pela forte demanda nas Américas e na Europa, conforme as medidas de isolamento na pandemia foram afrouxadas e os consumidores voltaram a gastar com seus produtos e serviços.

A empresa teve resultados muito acima das expectativas de Wall Street, reportando altas na receita anual em todas as categorias de produtos e em todas as regiões, incluindo algumas categorias há muito ofuscadas, como iPads e Macs, impulsionadas por consumidores trabalhando e estudando de casa.

Leia mais: Forbes promove primeiro webinar sobre Saúde Mental nas empresas. Participe

Os resultados saíram no mesmo dia em que os EUA relatou que seu Produto Interno Bruto (PIB) entrou em colapso, caindo 32,9% no segundo trimestre, pior desempenho desde a Grande Depressão. Com cerca de 60% das vendas provenientes de mercados internacionais, a Apple se mostrou imune aos choques em todos os mercados e teve receita de US$ 26,42 bilhões em vendas de iPhones, bem acima das expectativas dos analistas de US$ 22,37 bilhões, de acordo com dados do IBES da Refinitiv.

Em entrevista à Reuters, o presidente-executivo Tim Cook disse que, após as paralisações em abril, as vendas começaram a aumentar em maio e junho, ajudadas pelo que ele chamou de um lançamento “forte” do iPhone SE, de US$ 399, em abril. “Acho que o estímulo econômico que estava ocorrendo – e não estou apenas focado nos EUA, mas de maneira mais ampla – foi uma ajuda”, disse Cook. Os resultados enfatizaram que a Apple oferece serviços e dispositivos que atraem muitos clientes, apesar de a empresa ter voltado a fechar muitas lojas nos EUA. A companhia teve aumento nas vendas de acessórios como AirPods e serviços como a App Store.

O crescimento contínuo de serviços e acessórios também mostrou a força da marca, o que levou os investidores a vê-la como um porto seguro e impulsionou suas ações desde março.

A receita e o lucro da Apple no trimestre foram de US$ 59,69 bilhões e US$ 2,58 por ação, respectivamente, ante expectativas de analistas de US$ 52,25 bilhões e US$ 2,04 por ação, segundo dados da Refinitiv.

As vendas no segmento de serviços, que também incluem produtos como iCloud e Apple Music, aumentaram 14,8%, para US$ 13,16 bilhões, ante US$ 11,46 bilhões no ano anterior e expectativas dos analistas de US$ 13,18 bilhões. Cook disse à Reuters que a Apple tem 550 milhões de assinantes pagos em sua plataforma, contra 515 milhões no trimestre anterior.

Leia também: IGP-M acelera alta a 2,23% em julho com pressão do atacado e gasolina no varejo, diz FGV

As vendas no segmento de dispositivos vestíveis, que inclui o Apple Watch, aumentaram 16,7%, para US$ 6,45 bilhões, em comparação com os US$ 5,53 bilhões do ano anterior e acima das estimativas de US$ 6 bilhões, segundo dados da Refinitiv.

A Apple se beneficiou do trabalho remoto e do aumento das aulas online, relatando vendas nos segmentos do iPad e do Mac de 6,58 bilhões e 7,08 bilhões de dólares, respectivamente, contra expectativas de 4,88 bilhões e 6,06 bilhões.

“Ambos (os segmentos) tiveram alguns anúncios de produtos realmente significativos no fim de março, início de abril. Acho que temos a linha de produtos mais forte que já tivemos em ambas as áreas”, disse Cook. “Você combina isso com o trabalho e o estudo remoto, e produz resultados realmente muito fortes”. (Com Reuters)

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Participe do canal Forbes Saúde Mental, no Telegram, e tire suas dúvidas.

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil ([email protected]).