Dólar avança contra real após corte da Selic a nova mínima

Reuters
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Ás 10h15, o dólar tinha alta de 1,1%, a R$ 5,3507 na venda

O dólar avançava acentuadamente contra o real hoje (6), refletindo o corte da Selic a nova mínima histórica de 2% na véspera pelo Copom, em meio a sinais cautelosos de que a porta para mais ajustes nos juros segue aberta.

O Comitê de Política Monetária do Banco Central cortou ontem (5) a Selic em 0,25 ponto a 2% ao ano, em linha com expectativa majoritária do mercado, e manteve a porta aberta para novos ajustes na taxa de juros à frente, embora tenha pontuado que, se vierem, eles serão ainda mais graduais e dependerão da situação das contas públicas.

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“(O Copom) divulgou um comunicado interessante e sutil, que combinou elementos ‘dovish’ e ‘hawkish’. O importante é que o texto não fechou formalmente a porta para flexibilização adicional, embora indique que deve ser mais gradual”, escreveram analistas do Itaú BBA, que também destacaram a visão do BC de que incertezas econômicas e fiscais seguem ameaçando a recuperação brasileira.

Em nota, a Infinity Asset disse que “ao real, na comparação com seus pares internacionais, a distância cresce, e mesmo que os cortes residuais (de juros) tenham agora efeitos mais limitados na desvalorização cambial, de certa maneira também dificultam uma retomada mais consistente frente ao dólar, num momento de elevação do apetite pelo prêmio de maior risco”.

Recentemente, saltos nos casos de coronavírus no mundo, tensões crescentes entre os Estados Unidos e a China e impasses na negociação de um pacote de estímulo norte-americano têm pressionado a moeda norte-americana contra uma cesta de moedas fortes, o que também teve algum efeito nas moedas emergentes, que deixaram para trás as mínimas atingidas no auge da crise sanitária.

Nesta sessão, o índice do dólar contra pares de países desenvolvidos rondava a estabilidade, enquanto a moeda norte-americana tinha leve alta ante peso mexicano, rand sul-africano e lira turca.

Enquanto isso, os investidores digeriam dados de emprego do Brasil e dos Estados Unidos, em busca de pistas sobre a saúde econômica dos dois países em meio à pandemia.

O IBGE informou que o Brasil encerrou o segundo trimestre com a maior taxa de desemprego em três anos e redução recorde no número de pessoas ocupadas, como consequência das medidas de contenção do coronavírus, que deixou 12,8 milhões de desempregados no período.

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Nos EUA, o número de norte-americanos que pediram auxílio-desemprego caiu na semana passada, mas permaneceu significativamente alto, sugerindo que o mercado de trabalho está estagnando.

Ás 10h15, o dólar tinha alta de 1,1%, a R$ 5,3507 na venda, enquanto o contrato mais negociado de dólar futuro tinha alta de 1,09%, a R$ 5,358. Na última sessão, o dólar à vista teve alta de 0,18%, a R$ 5,2935 na venda.

O Banco Central realizará neste pregão leilão de swap tradicional de até 10 mil contratos com vencimento em novembro de 2020 e março de 2021, para rolagem de contratos já existentes. (Com Reuters)

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