Crescimento da indústria no Brasil atinge novo recorde em setembro, mostra PMI

Alexandre Mota/Reuters
Alexandre Mota/Reuters

O setor industrial encerra o terceiro trimestre dando continuidade à recuperação dos efeitos da pandemia de coronavírus

O crescimento da atividade manufatureira brasileira chegou a um novo recorde em setembro, em meio à forte expansão das encomendas, da produção e das vendas de exportação, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgada hoje (1).

O IHS Markit informou que o PMI de indústria do Brasil chegou a 64,9 em setembro, nível mais alto desde o início da série histórica, em fevereiro de 2006. Em agosto, o PMI havia marcado 64,7.

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Assim, o setor encerra o terceiro trimestre dando continuidade à recuperação dos efeitos da pandemia de coronavírus, uma vez que leitura acima de 50 indica crescimento da atividade.

As novas encomendas aumentaram com força em setembro e no segundo ritmo mais forte na história do levantamento, com os participantes sugerindo que o relaxamento nas restrições para conter a Covid-19, o fortalecimento da demanda e as encomendas de larga escala sustentaram os ganhos no total de vendas.

As encomendas do exterior aumentaram em setembro, encerrando período de um ano de contração com a taxa mais forte de crescimento em quase quatro anos e meio. Entre os motivos citados, está a depreciação do real em relação ao dólar.

“Várias empresas sugeriram que as restrições mais brandas contra a Covid-19 as ajudaram a garantir um número positivo de novas encomendas, com a depreciação do real contra o dólar sustentando a primeira alta nas exportações em mais de um ano”, disse a diretora associada de economia do IHS Markit, Pollyanna De Lima.

Em resposta ao aumento das vendas e ao abrandamento das restrições pela Covid-19, os empresários industriais aumentaram novamente a produção no período, no segundo ritmo mais rápido desde o início da coleta de dados.

Com isso, o mês também foi marcado pela criação de vagas de trabalho, embora isso tenha sido insuficiente para aliviar a pressão sobre a capacidade, com os pedidos pendentes registrando ritmo recorde de alta.

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“Houve sinais claros que a capacidade operacional ficou sob pressão, entre as indústrias e nas cadeias de oferta”, completou De Lima.

Tanto os preços de insumos quanto de produção aumentaram também a taxas recordes em setembro, diante de fraqueza cambial, forte demanda e falta de matérias-primas.

Enquanto isso, o otimismo sobre a atividade futura se fortaleceu, com os participantes da pesquisa esperando que o investimento, a expansão da capacidade e ajustes pós-pandemia sustentem aumentos de produção ao longo dos próximos 12 meses. (Com Reuters)

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