Como o youtuber Ryan Kaji, de nove anos, está ficando cada vez mais rico

Reprodução/Forbes
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Os conteúdos dos vídeos de Ryan Kaji são variados e vão desde assuntos familiares até vídeos com experimentos científicos

No último Dia de Ação de Graças, milhões de crianças se reuniram em frente a televisões e iPads para assistir a uma versão socialmente distante da Macy’s Parade. Uma dessas crianças estava ganhando muito dinheiro com o espetáculo. Ryan Kaji, o youtuber mais bem pago do mundo, sentou-se em sua casa no Texas para assistir o carro alegórico de Red Titan, seu alter ego de super herói, desfilar pela Quinta Avenida.

“Foi legal, porque ele era grande e voava. E estava na TV!”, afirma Kaji com um sorriso, ao relembrar o momento em que se tornou o primeiro youtuber a aparecer na parada.

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Mas sua aparição no evento nem foi o melhor de tudo. As colchas, máscaras, escovas de dente e brinquedos do Red Titan e outros itens com o rosto de Kaji são vendidos na Amazon, Walmart, Target e outras lojas. Tudo é impulsionado pelos canais no YouTube do garoto de nove anos. Ryan’s World é o maior deles, com 27,5 milhões de inscritos e a exibição de uma mistura de temas fofos, educacionais e familiares. Os vídeos do canal com tutoriais de como fazer a própria massinha, experimentos científicos e brincadeiras com as irmãs gêmeas ajudam a promover 5 mil itens temáticos de Kaji e gerar mais de US$ 200 milhões em vendas todos os anos. São os US$ 29,5 milhões que o garoto recebe como pagamento que o colocaram no topo da lista da Forbes de youtubers mais bem pagos de 2020.

Os acordos de licenciamento foram elementos perfeitos que ajudaram Kaji a ficar no topo da lista pelo terceiro ano consecutivo, mesmo com as novas regulações sobre programação infantil. Um ano após o FTC proibir anúncios direcionados a crianças em conteúdos como o do Ryan’s World, os valores dos comerciais despencaram e agora são pelo menos cinco vezes menores do que os pagos nas programações para adultos.

“Quando a pandemia começou e houve uma recessão nos anúncios, os canais infantis foram os que mais sofreram”, afirma Chris Williams, CEO da Pocket.watch, estúdio digital que trabalha com criadores de conteúdo como Kaji e “Love, Diana” para expansão de conteúdos e merchandising.

Ao contrário de outros influenciadores afetados, como as estrelas do ranking da Forbes Blippi e Nastya, Kaji foi protegido pelas vendas de merchandising e pelo seu crescimento na televisão. A série “Ryan’s Mystery Playdate” está na terceira temporada no canal Nickelodeon, enquanto “Ryan and Friends” foi lançado em setembro pelo Roku e outros serviços. No mês passado, “Super Spy Ryan” estreou na Amazon Kids. Essa é a primeira história original direcionada para crianças na plataforma e também veio acompanhada de vendas exclusivas de brinquedos na rede varejista.

Mesmo que Kaji tenha se tornado milionário tão jovem, ele não se esqueceu de seus sonhos. “Eu quero ser gamer”, ele diz antes de ser interrompido pelo pai, Shion, que explica que o filho está aprendendo a programar e que seus ganhos estão protegidos até que ele possa movimentá-los quando for adulto. Até lá, ele ainda precisa brigar com os pais sobre ficar muito tempo em frente às telas, inclusive no YouTube. “Estamos trabalhando nisso”, brinca Shion.

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