Sheldon Adelson tira licença do Las Vegas Sands para tratamento de câncer

Reprodução/Forbes
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Adelson vai se afastar de suas funções, mas não está claro por quanto tempo

Sheldon Adelson, fundador, presidente e CEO do império de cassinos Las Vegas Sands, está tirando uma licença médica para retomar o tratamento do câncer.

Adelson foi tratado pela primeira vez para linfoma não Hodgkin (LNH) –um tipo de câncer que tem origem nas células do sistema linfático e que se espalha de maneira não ordenada– em março de 2019, mas recentemente passou por outra rodada de tratamento, anunciou o Las Vegas Sands hoje (7). Ele vai se afastar de suas funções, mas não está claro por quanto tempo.

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Robert Goldstein, presidente e diretor de operações da Las Vegas Sands, é agora presidente e CEO interino.

Adelson, que é o proprietário majoritário do cassino e tem um patrimônio líquido de US$ 35,7 bilhões, percorreu um longo caminho de sucesso desde a fase em que dormia no chão de um cortiço em Boston. Ele começou vendendo jornais, mas fez sua primeira fortuna construindo e vendendo a conferência de tecnologia Comdex para a Softbank por US$ 862 milhões em 1995. Hoje, ele é a 37ª pessoa mais rica do mundo.

O magnata do cassino é um conhecido apoiador do ex-presidente Donald Trump e um mega-doador republicano. Adelson e sua esposa, Miriam, gastaram pelo menos US$ 180 milhões –uma soma recorde– para apoiar o presidente Trump e o partido republicano antes da eleição deste ano.

Mas o apoio de Adelson a Trump parece ter seus limites. O “Las Vegas Review”, de propriedade de Adelson, publicou um editorial em meados de novembro, cerca de uma semana depois de Trump perder a eleição presidencial, pedindo a Trump que pare de atrasar “o inevitável” espalhando falsas alegações de uma eleição fraudada. O editorial foi direto: “O Sr. Trump perdeu essa eleição porque, em última análise, não atraiu votos suficientes e não conseguiu vencer um punhado de estados indecisos que ditaram seu caminho em 2016.”

Depois que partidários pró-Trump invadiram o edifício do Capitólio dos EUA ontem (6) em uma tentativa fracassada de impedir a certificação da vitória do presidente eleito Joe Biden, as palavras do “Review-Journal” parecem um aviso:

“O presidente presta um desserviço aos seus partidários mais fanáticos ao insistir que teria vencido a eleição de 3 de novembro se não houvesse fraude eleitoral. Isso é simplesmente falso ”, dizia o editorial. “Não há evidências de que uma fraude custou a Trump a eleição, não importa o quanto o presidente fale o contrário e seus apoiadores concordem.”

As ações do Las Vegas Sands caíram 1,25% desde ontem.

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