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A hora das mulheres: oito donas de franquias revelam suas trajetórias de sucesso

Segundo a ABF, Associação Brasileira de Franchising, o faturamento de redes com liderança feminina é 30% maior

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DivulgaçãoSegundo a ABF, o faturamento de redes com liderança feminina é 30% maior

“O franchising é uma forma de crescer segura”, diz Luzia Costa, CEO da rede de estética Sóbrancelhas, que já conta com 180 unidades no Brasil e na América Latina. Foi por meio do modelo de franquias que a empresária conseguiu estabilidade no mercado profissional após quase 20 anos de dificuldades financeiras e tentativas frustradas de abrir um negócio próprio. “O empreendedor leva a palavra ‘fé’ com seriedade”, brinca Luzia. Quando se trata de liderança feminina, essa frase ganha ainda mais força.

Após anos distantes dos cargos de alta direção, as mulheres finalmente estão ocupando seu lugar de direito. Segundo o último levantamento da ABF (Associação Brasileira de Franchising), divulgado na semana passada, a presença feminina em cargos de liderança avança gradativamente entre as 50 maiores franquias do país.  A participação dos homens nessa categoria diminuiu de 85% para 79%, enquanto a das mulheres aumentou de 15% para 21%. Em dados mais antigos da associação, mais especificamente em 2019, os estudos apontam que o faturamento das franquias chega a ser 30% maior quando comandadas por mulheres.

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Sandra Chayo, diretora de marketing e estilo do Grupo HOPE, está no comando da empresa desde que seu pai morreu, em 2020, e percebe no dia a dia o interesse feminino pelo modelo de franquias. “Hoje, 65% dos nossos franqueados, 75% da nossa força de trabalho e 85% da nossa liderança são femininos”, revela com orgulho. “Temos mulheres até em cargos considerados masculinos, como gerente de logística.” Mais do que uma percepção de Sandra, esse cenário foi confirmado pela ABF que, ainda em 2019, apontou que 48% dos franqueados no Brasil são mulheres. “Isso se alinha ao nosso propósito. A mulher tem o poder de gerar uma vida, também pode gerir uma empresa”, conclui a empreendedora.

A Casa de Bolos, fundada por Sônia Ramos – mais conhecida como vó Sônia – também é um ótimo exemplo de comando feminino de sucesso. Com o início de suas operações em um pequeno salão no interior de Ribeirão Preto, em 2010, o sucesso dos doces fez com que a família optasse pelo modelo de franquias para tentar crescer nacionalmente. Após dez anos de história, a rede encerrou 2020 com 385 unidades e espaço especial, pelo quarto ano consecutivo, na lista das 50 maiores franquias do Brasil, na 44º posição.

“Estou vivendo um momento de muita gratidão e alegria, fruto de um trabalho que foi semeado com muito carinho e dedicação. Figurar entre as maiores franquias do país, próximo de uma data tão especial como é o Dia da Mulher, reforça a certeza de que todo esforço valeu a pena”, desabafa Sônia. “É muito gratificante, aos 74 anos, poder olhar para trás e ver tudo que foi construído.”

Confira, na galeria abaixo, oito donas de franquias para conhecer no Dia das Mulheres:

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