Patrimônio líquido do bilionário Jay-Z salta 40% com as vendas do Tidal e de marca de champanhe

Kevin Mazur/Getty Images
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Com novos negócios realizados nessa semana, a fortuna do primeiro bilionário do hip-hop subiu para US$ 1,4 bilhão, ante US$ 1 bilhão

“O hip-hop desde o início sempre foi uma aspiração”, disse Jay-Z em 2010, quando a Forbes conseguiu uma vaga no primeiro encontro do rapper em Omaha com o investidor bilionário Warren Buffett. “Isso sempre quebrou a noção de que um artista não pode pensar em dinheiro também.”

Mais de uma década depois, o rapper se tornou bilionário e está mostrando exatamente o que quer dizer: em seu segundo grande negócio em algumas semanas, Jay-Z fechou um acordo para vender uma participação majoritária na empresa de streaming de música Tidal para a empresa de pagamento digital Square, de Jack Dorsey, por US$ 297 milhões. A transação avaliou a empresa em cerca de US$ 450 milhões – US$ 150 milhões a mais do que a estimativa da Forbes de 2019. A Forbes calcula que ele arrecadou US$ 149 milhões em dinheiro e ações – e conseguiu um assento no conselho – depois de comprar de volta 33% do Tidal da T-Mobile no início desta semana, depois vendê-la junto ao terço da empresa que já possuía. Os “acionistas artistas” da Tidal continuarão tendo uma participação na empresa, e Jay-Z terá uma pequena porcentagem também.

VEJA TAMBÉM: Como o investimento de Jay-Z em uma fintech pode inspirar a inovação na indústria musical

Isso aconteceu uma semana depois que ele vendeu metade de seu champanhe Armand de Brignac para a LVMH em um negócio que avaliou a empresa de bebidas de luxo em cerca de US$ 640 milhões. Os dois negócios ajudaram a elevar a fortuna do primeiro bilionário do hip-hop para US$ 1,4 bilhão, ante US$ 1 bilhão.

É apenas o começo. Seu diversificado e crescente negócio inclui os 50% restantes de participação no Armand de Brignac de US$ 300 por garrafa, bem como o conhaque D’Usse e uma coleção de startups menos atraentes, incluindo a startup de seguros Ethos e a rede de saladas Sweetgreen. Ele também possui um pedaço de sua própria música, compartilha várias mansões multimilionárias com sua esposa Beyoncé e tem uma coleção de arte em crescimento.

Em 2005, ele lançou a letra agora profética: “Não sou um homem de negócios, sou um negócio, cara”.

Veja, na galeria de fotos a seguir, os negócios de Jay-Z:

  • Caixa e investimentos: US$ 425 milhões

    Jay-Z tem cantado sobre a importância de gastar dinheiro com sabedoria por anos – e ele fez exatamente isso, despejando uma boa parte de seus ganhos estimados em US$ 760 milhões (antes dos impostos) em investimentos. Suas participações incluem Uber e agora na Square, bem como em empresas privadas como a rede de saladas Sweetgreen, a startup de seguros Ethos e SpaceX. Sua próxima grande vitória provável: a Oatmilk, empresa Oatly, deve fazer o IPO este ano e está supostamente buscando uma avaliação de US$ 10 bilhões. Ele investiu um valor não revelado em julho de 2020.

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  • Armand de Brignac: US$ 320 milhões

    Na semana passada, Jay-Z anunciou que estava vendendo metade de sua empresa de champanhe, também conhecida como Ace of Spades, para a casa de luxo Moët Hennessy, da LVMH. A Forbes estima que o negócio avaliou a marca de espumante engarrafada em ouro em US$ 640 milhões – ou mais do que o dobro de seu valor estimado em 2019 e ainda mais do que o “meio B” que o próprio Jay-Z citou na música de 2018 de Meek Mill, “What’s Free”.

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  • Roc Nation: US$ 140 milhões

    A joint-venture de Jay-Z com a Live Nation foi fundada em 2008 e é uma empresa de entretenimento de serviço completo que atende alguns dos maiores nomes do setor, desde músicos, como Rihanna e Alicia Keys até os atletas Kyrie Irving e CC Sabathia. A empresa é responsável pelo show do intervalo do Super Bowl, pelo festival de música Made in America e ainda tem um contrato de publicação com a Random House. Embora a pandemia tenha desacelerado os negócios de turnês ao vivo da empresa, ela crescia constantemente antes da Covid-19.

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  • D’Usse: US$ 120 milhões

    Uma parceria com a gigante das bebidas Bacardi, o conhaque de Jay-Z foi lançado em 2012. Embora normalmente seja vendida por US$ 30 a garrafa, cinquenta garrafas raras – incluindo uma de cristal em forma de diamante – estão atualmente em leilão na Sotheby’s por um preço estimado de US$24 mil a US$75 mil cada.

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  • Catálogo de músicas: US$ 95 milhões

    Com múltiplos catálogos de música em ascensão, a biblioteca de Jay-Z de quase 300 canções vale US$ 20 milhões a mais agora do que há dois anos e, graças a uma série de negociações inteligentes, ele possui os direitos de publicação e as gravações originais de sua música.

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  • Coleção de arte: US$ 70 milhões

    Fã de Jean-Michel Basquiat – ele canta sobre ter um em sua cozinha na música “Picasso Baby” e supostamente gastou US$ 4,5 milhões em um em 2013 – a impressionante coleção de arte de Jay-Z também tem obras de Damian Hirst, David Hammons e Richard Principe. Ele vê a coleção como um investimento. Como ele cantou em “The Story of OJ”: “Comprei algumas obras de arte por um milhão, Dois anos depois, aquela merda valia dois milhões, Poucos anos depois, aquela merda valia oito milhões, mal posso esperar para dar essa merda para minhas crianças.”

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  • Imóveis: US$ 50 milhões

    Jay-Z e Beyoncé compraram duas casas em 2017 depois de dar à luz seus gêmeos: uma mansão de US$ 88 milhões em Bel Air e US$ 26 milhões em East Hamptons. A casa em Los Angeles já vale US$ 5 milhões a mais do que o preço de compra. Provando que o casal é, de fato, humano, eles ainda têm a hipoteca da casa. Ele também ainda é dono de seu apartamento de solteiro na cobertura Tribeca, que comprou em 2004 por US$ 6,85 milhões.

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Caixa e investimentos: US$ 425 milhões

Jay-Z tem cantado sobre a importância de gastar dinheiro com sabedoria por anos – e ele fez exatamente isso, despejando uma boa parte de seus ganhos estimados em US$ 760 milhões (antes dos impostos) em investimentos. Suas participações incluem Uber e agora na Square, bem como em empresas privadas como a rede de saladas Sweetgreen, a startup de seguros Ethos e SpaceX. Sua próxima grande vitória provável: a Oatmilk, empresa Oatly, deve fazer o IPO este ano e está supostamente buscando uma avaliação de US$ 10 bilhões. Ele investiu um valor não revelado em julho de 2020.

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