Serviços do Brasil permanecem em contração em fevereiro

REUTERS/LucasLandau
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O PMI de serviços para o Brasil subiu apenas marginalmente a 47,1 em fevereiro, de 47,0 em janeiro, e permaneceu na marca de contração

A pandemia de coronavírus continuou pesando e a atividade do setor de serviços brasileiro permaneceu em contração em fevereiro, com forte aumento dos preços e cortes de emprego pelo terceiro mês, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, em inglês) divulgada hoje (3).

O IHS Markit informou que seu PMI de serviços para o Brasil subiu apenas marginalmente a 47,1 em fevereiro, de 47,0 em janeiro, e permaneceu pelo segundo mês seguido abaixo da marca de 50 (que separa crescimento de contração).

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A pandemia foi considerada a principal responsável pela contração da produção e pelo número mais baixo de novas encomendas. “O setor de serviços do Brasil sofreu outro revés em fevereiro. Com a pandemia desencorajando as encomendas pelo segundo mês seguido, a atividade continuou a contrair”, afirmou a diretora associada de economia do IHS Markit, Pollyanna De Lima.

A queda das vendas totais foi concentrada no mercado doméstico, uma vez que os novos negócios de exportação aumentaram, ainda que ligeiramente, depois de queda no mês anterior.

A inflação foi destaque no mês de fevereiro. Os fornecedores de serviços do país relataram preços mais altos de alimentos, combustíveis, transportes, serviços públicos e equipamentos de proteção pessoal. A taxa de inflação permaneceu elevada, mesmo ao atingir o menor patamar em quatro meses.

Com os custos mais altos nos últimos meses e as empresas em busca de proteger as margens, os preços cobrados aumentaram em fevereiro à taxa mais forte em quase cinco anos e meio. Essa combinação levou empresários a cortar empregos durante fevereiro pelo terceiro mês seguido.

Ainda assim, as empresas mantiveram uma visão otimista sobre o futuro, quase 41% dos participantes preveem crescimento da produção nos próximos 12 meses, enquanto 4%, contração. O motivo de otimismo é o programa de imunização contra o coronavírus, que deve dar apoio à recuperação econômica na opinião dos entrevistados, bem como reformas do governo e esforços de marketing.

A fraqueza do setor de serviços pressionou a atividade empresarial brasileira como um todo, mesmo com o crescimento da indústria acelerando em fevereiro. Mas o chamado PMI Composto subiu para 49,6 em fevereiro, de 48,9 em janeiro, indicando uma “marginal taxa de redução” da atividade empresarial geral, segundo o Markit.

“As empresas brasileiras têm esperanças de que mais vacinas serão administradas, encerrando a pandemia e permitindo a recuperação econômica. A confiança empresarial melhorou entre fornecedores de serviços e produtores de bens”, completou De Lima. (com Reuters)

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