Serviços crescem 3,7% no Brasil em fevereiro e superam nível pré-pandemia

Amanda Perobelli/Reuters
Amanda Perobelli/Reuters

Em fevereiro, foi registrado crescimento do volume de serviços nas cinco atividades pesquisadas

O volume de serviços do Brasil enfim superou o nível pré-pandemia pela primeira vez ao apresentar crescimento em fevereiro pelo nono mês seguido e bem acima do esperado, mas o setor passa a enfrentar agora uma piora nos casos de coronavírus no país e medidas de restrição mais rigorosas em vários locais.

No mês de fevereiro, o volume de serviços registrou avanço de 3,7%, em dado que ficou bem acima da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 1,5%.

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Com esse resultado, o setor acumula em nove meses de taxas positivas um crescimento de 24,0%, recuperando-se da perda de 18,6% registrada nos meses de março a maio de 2020 devido à pandemia.

Também fica 0,9% acima do patamar de fevereiro de 2020, antes de o coronavírus provocar o fechamento dos negócios pela primeira vez, de acordo com os dados divulgados hoje (15) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Mas a pesquisa do IBGE mostra ainda que, na comparação com fevereiro do ano passado, houve queda de 2,0% no volume de serviços, 12ª taxa negativa mas também melhor do que a expectativa de recuo de 3,5%.

Agora o setor, altamente dependente do consumo presencial, volta a enfrentar problemas conforme o Brasil se torna o epicentro da pandemia no mundo, com novos fechamentos em várias localidades.

E além do recrudescimento da doença, os fornecedores de serviços enfrentam ainda o alto nível de desemprego e a inflação.

Em fevereiro, foi registrado crescimento do volume de serviços em todas as cinco atividades pesquisadas. O destaque foi a alta de 4,4% em transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, atingindo seu ponto mais alto da série iniciada em janeiro de 2011.

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“Nesse segmento vêm se destacando as empresas que prestam serviço de logística, que já vinha tendo alta expressiva por conta do aumento das exportações de petróleo e do agronegócio e, durante a pandemia, teve uma grande escalada de demanda, devido ao crescimento das vendas no comércio online”, explicou gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Os serviços prestados às famílias, que incluem restaurantes e hotéis, tiveram a maior alta do mês, de 8,8%, mas isso se deve à base de comparação baixa, segundo o IBGE.

“Os dois meses anteriores foram de queda e, portanto, há um longo caminho a percorrer para a recuperação, estando ainda 23,7% abaixo do nível de fevereiro de 2020”, disse Lobo.

O índice de atividades turísticas, por sua vez, teve em fevereiro expansão de 2,4% sobre o mês anterior, segunda alta seguida. Mas, mesmo depois de crescer 127,5% entre maio de 2020 e fevereiro de 2021, ainda precisa mostrar expansão de 39,2% para retornar ao patamar de fevereiro de 2020. (Com Reuters)

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