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6 criptos que demandam menos energia que o bitcoin para a Tesla

Segundo a Universidade de Cambridge, apenas em 10 de maio, a mineração de BTC utilizou cerca de 148 mil gwh, o equivalente ao consumo brasileiro de energia de aproximadamente três meses

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GettyImagesSegundo a Universidade de Cambridge, apenas em 10 de maio, a mineração de BTC utilizou cerca de 148 mil gwh, o equivalente ao consumo brasileiro de energia de aproximadamente três meses

O barulho causado pelos consumidores de veículos elétricos da Tesla preocupados com o meio ambiente parece ter alcançado o C-level da companhia. Na noite de ontem (12), Musk publicou em seu perfil no Twitter: “estamos preocupados com o rápido aumento do uso de combustíveis fósseis para mineração e transações de BTC, especialmente o carvão, que tem as piores emissões de qualquer combustível.”

Os seguidores do executivo nas redes sociais sabem que Musk é entusiasta das criptomoedas. Um dia antes, ele cogitou aceitar o dogecoin como meio de pagamento para seus veículos. A cripto, que é representada pelo símbolo de um cachorro, já foi alvo de memes e inúmeros comentários do bilionário nas redes sociais. A “brincadeira”, no entanto, mexeu com os preços do ativo digital nos últimos meses.

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Mas se a mineração do bitcoin não agrada ao CEO, opções no universo cripto não faltam. Alguns exemplos são o binance coin, o solarcoin, o cardano e o chia, que registrou as primeiras negociações em maio de 2021. Para Valdiney Pimenta, CEO da BitPreço, essa e outras moedas digitais podem conquistar o mercado do bitcoin, “pois apresentam um modelo de mineração diferente. Enquanto o BTC utiliza a prova de trabalho (proof of work, em inglês), as novas criptos estão usando a prova de participação (proof of stake, em inglês).”

Pimenta explica que a grande diferença é que na prova de trabalho, os mineradores de bitcoin necessitam de muito poder computacional e energia para operar até encontrar o código que representa um determinado bloco, “como se fosse uma loteria, quem encontrar a chave primeiro será remunerado”, ou seja, pode se utilizar muito combustível e não receber por isso. Já na prova de participação, “quanto mais moedas alguém tiver minerado, mais outros blocos essa pessoa poderá cravar. O que diminui o uso de energia, pois não depende mais da sorte e muitos têm chamado isso de mineração verde”.

De acordo com a Universidade de Cambridge, apenas no dia 10 de maio, a mineração de BTC utilizou cerca de 148 mil gwh (Gigawatt-hora) ao redor do mundo, o que, segundo o levantamento da Engie, representa o consumo brasileiro de energia de aproximadamente três meses e meio. O nano, por exemplo, outro criptoativo, utiliza apenas 0,112 Wh (watt-hora), enquanto o bitcoin usa por volta de mil kwh (Quilowatt-hora) para minerar ao mesmo tempo.

Outra oportunidade que vale mencionar é iota, que busca suprir limitações do blockchain. Enquanto a rede bitcoin consegue processar apenas sete transações por segundo, o modelo do iota, chamado de DAG (directed acyclic graph) garante que para cada transação adicionada, duas novas são confirmadas. Rafael Presa, Market Developer da Iota Foundation, explica que “a nossa cripto consegue processar 600 milhões de transações para a mesma quantidade de energia gasta em uma única transação de bitcoin. Pelo que sabemos, isso é até 10x menos energia que o nano.”

O dogecoin, preterido por Musk, é uma criptomoeda que ainda utiliza a prova de trabalho em seu processo de mineração. Logo, se a sustentabilidade for o critério do executivo, talvez a moeda digital ainda não seja a melhor opção. A Forbes elencou outras seis criptomoedas que utilizam menos energia que o bitcoin e podem ser uma saída para o CEO da Tesla.

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