China vai fortalecer controle de preços de commodities em plano quinquenal

Minério de ferro, cobre, milho e outras importantes matérias-primas terão seus valores controlados entre 2021 e 2025.

Redação
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Kim Kyung-Hoon/Reuters
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Minério de ferro, cobre, milho e outras importantes matérias-primas terão seus valores controlados pela China entre 2021 e 2025

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A China vai fortalecer controles de preços sobre minério de ferro, cobre, milho e outras importantes commodities em seu 14° plano quinquenal, para entre 2021 e 2025, visando endereçar flutuações anormais nos preços, disse o órgão estatal de planejamento hoje (25).

O país também vai reforçar o monitoramento e as análises sobre preços de commodities como petróleo, gás e soja, afirmou a NDRC (Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma) em comunicado.

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“(Governos locais) devem estudar e avaliar em profundidade os impactos de importações, fazer sugestões prontamente…(sobre questões) como reservas, importação e exportação, medidas fiscais e tributárias e de ajuste financeiro”, afirmou.

A NDRC também disse que as autoridades devem “ajustar razoavelmente os níveis de preço-alvo do algodão” e manter a política de preço mínimo de compra do país para arroz e trigo. O governo compra esses grãos dos agricultores a um preço mínimo quando o mercado cai abaixo desse nível.

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O movimento ocorre em momento em que o governo chinês tem priorizado a garantia de segurança alimentar para sua população de 1,4 bilhão de pessoas.

A NDRC disse que estabelecerá uma oferta sólida de grãos e estabilizará os preços.

Nos mercados de energia, o planejador estatal disse que a China adotará um novo mecanismo de preços para hidrelétricas reversíveis e promoverá reformas de preços nos setores de transmissão e distribuição de eletricidade, a fim de melhorar a flexibilidade do sistema elétrico.

“Para indústrias eletrointensivas e alta emissão, (China) implementará preços de eletricidade diferenciados e escalonados … para promover a redução de carbono”, disse o comunicado.

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Os preços das commodities na segunda maior economia do mundo tiveram grandes oscilações neste ano, impulsionadas pela recuperação da demanda pós-pandemia, pela grande liquidez global e por negociações especulativas.

As recentes medidas do governo chinês vêm após a alta dos preços dos metais ter contribuído para um aumento nos preços industriais e um crescimento mais lento na produção industrial em abril.

Reguladores estatais têm repetidamente instado empresas da indústria de metais a manterem a ordem do mercado, prometendo fiscalizações mais rígidas nos mercados físicos e de derivativos e investigando comportamentos que aumentem os preços.

Os preços futuros de commodities como minério de ferro e milho, na bolsa de Dalian, e aço e cobre na bolsa de Xangai atingiram altas históricas neste ano.

O primeiro-ministro Li Keqiang também disse ontem (24) que o governo se esforçará para evitar que o aumento dos preços das commodities seja repassado aos consumidores. (Com Reuters)

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