Mineração de criptomoeda na China é atingida por repressão em Pequim e queda de bitcoin

As restrições chinesas são tentativas do país de evitar riscos financeiros e conter o comércio especulativo das moedas digitais.

Redação
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Dado Ruvic/Reuters
Dado Ruvic/Reuters

As restrições chinesas contra as criptomoedas são tentativas do país de evitar riscos financeiros e conter o comércio especulativo das moedas digitais

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Mineiros de criptomoedas, incluindo HashCow e BTC.TOP, pararam todas ou parte de suas operações na China depois que Pequim intensificou a repressão à mineração e comércio de bitcoins, atingindo as moedas digitais em meio a um maior escrutínio regulatório global.

Um comitê do Conselho de Estado liderado pelo vice-premiê Liu He anunciou medidas na noite da última sexta-feira (21) como parte dos esforços para evitar riscos financeiros. Foi a primeira vez que o gabinete da China teve como objetivo a mineração de moeda virtual, um negócio considerável na segunda maior economia do mundo que, segundo algumas estimativas, responde por até 70% do suprimento global de criptomoedas.

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A bolsa de criptomoedas Huobi suspendeu hoje (24) a mineração a e alguns serviços comerciais para novos clientes da China continental, acrescentando que, em vez disso, se concentrará em negócios no exterior.

O BTC.TOP, um pool de mineração de criptomoedas, também anunciou a suspensão de seus negócios na China alegando riscos regulatórios, enquanto a mineradora de criptomoedas HashCow disse que iria parar de comprar novas plataformas de mineração de bitcoin.

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As criptomoedas usam computadores especialmente projetados e cada vez mais poderosos, ou plataformas, para verificar as transações de moedas virtuais em um processo que produz criptomoedas recém-cunhadas, como o bitcoin.

“A mineração de criptografia consome muita energia, o que vai contra as metas de neutralidade de carbono da China”, disse Chen Jiahe, diretor de investimentos do family office Novem Arcae Technologies, com sede em Pequim.

A repressão também faz parte do esforço da China para conter o comércio especulativo de criptomoedas, acrescentou.

O bitcoin sobre uma forte correção após a última mudança chinesa e agora está quase 50% abaixo de seu máximo histórico. Ontem (23), chegou a cair 17%. No mesmo dia, o ether atingiu uma mínima de dois meses.

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Hoje (24), por volta de 9h (horário de Brasília), o bitcoin subia 8,25%, a US$ 37.570.

A proteção ao investidor e a lavagem de dinheiro são preocupações específicas dos reguladores financeiros globais que estão tentando decidir se e como devem regular a indústria de criptomoedas.

O último abalo nas moedas digitais também decorre de um escrutínio mais rígido nos Estados Unidos. Na quinta-feira passada (20), o chair do Federal Reserve dos EUA, Jerome Powell, disse que elas representam riscos para a estabilidade financeira e indicam que uma maior regulamentação da moeda eletrônica cada vez mais popular pode ser necessária. (Com Reuters)

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