Ibovespa abre estável com pressão em Brasília e exterior misto

Os mercados locais operam sem direção definida na manhã de hoje (4), refletindo o cenário externo misto e as preocupações domésticas. O dia é marcado pela cautela fiscal no Brasil, em meio a discussões no Congresso e cobranças por uma solução para o fim do auxílio emergencial, que tem último pagamento previsto para entre agosto e setembro. A véspera da decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) também colabora para o sentimento na sessão, com investidores aguardando o direcionamento do Banco Central no comunicado.

O Ibovespa caía 0,17% perto das 10h16, a 119.007 pontos, caminhando para perder o patamar dos 119 mil pontos.

Ainda no contexto doméstico, o mercado monitora a agenda cheia em Brasília. Hoje, o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, inicia a série de depoimentos na CPI da Covid-19 no Senado pela manhã, seguido de Nelson Teich à tarde. A fala do ministro Paulo Guedes na Comissão de Finanças da Câmara pela manhã, e a expectativa de que o deputado Aguinaldo Ribeiro entregue o relatório da Reforma Tributária ainda hoje, também estão no radar do mercado.

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O dólar avança em relação ao real, sobe 0,99%, a R$ 5,4725, seguindo o movimento do índice DXY, que mede o desempenho da divisa norte-americana ante pares no exterior. O primeiro dia de reunião do Copom pressiona o câmbio, apesar do consenso quase unânime de alta de 0,75 ponto percentual na taxa Selic. As preocupações fiscais sobre a agenda política agravam a cautela.

O IPP (Índice de Preços ao Produtor) divulgado hoje pela manhã registrou alta de 4,78% em março na comparação com o mês anterior, o segundo maior avanço da série histórica iniciada em 2014. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou ainda que a alta recorde de fevereiro foi revisada de 5,22% para 5,16%.

O IPP agora acumula elevação de 33,52% nos últimos 12 meses, taxa também recorde. O gerente de análise e metodologia da Coordenação de Indústria, Alexandre Brandão, explicou que o resultado teve impacto da depreciação do real frente ao dólar, que afeta tanto os preços dos produtos exportados pelo Brasil quanto os preços dos produtos importados, em particular das matérias-primas.

Lá fora, os futuros das Bolsas norte-americanas recuam nesta manhã, com realização de lucros após altas recentes e a rotação de carteiras por parte dos investidores, que migram dos papéis que se saíram melhor na pandemia para os que se beneficiam das reaberturas.

O mercado aguarda também dados de bens duráveis e falas de membros do Fomc (Comitê de Política Monetária do Federal Reserve) ao longo do dia. A divulgação do Payroll, o relatório de emprego dos Estados Unidos, agendada para sexta-feira (7), também gera expectativas entre os investidores.

Os mercados europeus negociam em leve alta nesta terça-feira, com o Stoxx 600 subindo 0,23%. Na Alemanha, o DAX cai 0,43%, enquanto o CAC 40 cresce 0,55% na França, e na Itália, o FTSE MIB é negociado a 0,20%. As ações mistas refletem o monitoramento dos investidores em relação a uma perspectiva de recuperação global.

A situação de descontrole da Covid-19 na Índia segue no radar dos acionistas, pois mostra poucos sinais de desaceleração. Na semana passada, a OMS declarou que um a cada três novos casos da doença no mundo é relatado na Índia. Hoje começa a suspensão norte-americana dos voos vindos do país asiático.

Os mercados da China e Japão seguem fechados por conta dos feriados do Dia do Trabalho e Dia do Verde, respectivamente. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,70%, com investidores em busca de sinais de recuperação da pandemia, enquanto o BSE Sensex, de Mumbai, fechou em queda de 0,95%. (Com Reuters)

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