Ibovespa fecha em alta com impulso de companhias aéreas e Vale

O Ibovespa encerrou o pregão de hoje (26) em alta de 0,81% aos 123.989 pontos, recuperando-se das perdas da véspera com suporte dos papéis da Azul (+11%) e da Vale (+2,9%), bem como acompanhando o sinal positivo observado em Nova York. Apesar da recente correção nos preços do minério, as ações da mineradora ainda são beneficiadas pela demanda por aço com a reabertura das economias. Em seis meses, o papel sobe mais de 54% na B3.

“Na nossa visão, o minério ainda pode cair, mas para níveis ainda fortes, dado que não houve mudança na relação entre oferta e demanda”, avalia Paula Zogbi, analista da Rico Investimentos. Os recuos no preço do minério de ferro refletem iniciativas do governo chinês contra a especulação na commodity.

O potencial de consolidação entre as aéreas impulsionou também os papéis do setor na sessão. A Azul negocia com a chilena Latam Airlines a compra de sua operação no Brasil, informou hoje a Reuters após ouvir uma fonte a par do assunto. A Latam entrou com pedido de recuperação judicial nos EUA há um ano e, embora tenha garantido nova liquidez nesse processo, ainda não apresentou um plano formal de reestruturação. Além da Azul, os ganhos fora capitaneados pela Gol, em alta de 7,1% no fechamento.

O dólar fechou em queda de 0,46% e negociado a R$ 5,3128 nesta quarta-feira, com o real chegando a figurar entre os melhores desempenhos globais na sessão beneficiado por fluxo de exportadores.

Na análise de Marcelo Coutinho, diretor-executivo de câmbio do BankRio, a tendência é queda ainda mais acentuada para o dólar frente à normalização da taxa de juros iniciada pelo Banco Central e avanço da pauta de reformas em Brasília. As oscilações no câmbio, no entanto, ainda refletem a lentidão na vacinação no país, sustentando a moeda norte-americana acima dos R$ 5,30 neste momento, alerta o especialista.

No contexto doméstico, o mercado acompanhou hoje uma agenda pesada de indicadores, com destaque para a criação de 120.935 mil vagas formais de trabalho no país em abril, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério da Economia. O resultado ficou abaixo das 172.500 mil vagas esperadas pelo mercado.

O Tesouro Nacional anunciou mudanças nos limites de referência do PAF (Plano Anual de Financiamento) de 2021, ressaltando que os novos parâmetros refletem um cenário mais benigno para os indicadores da dívida pública frente ao que se esperava no último trimestre do ano passado, quando o primeiro planejamento foi elaborado.

O Tesouro prevê agora que a dívida pública federal chegue ao final deste ano entre R$ 5,5 trilhões e R$ 5,8 trilhões. Em janeiro, esses limites eram entre R$ 5,6 e R$ 5,9 trilhões.

A participação dos títulos prefixados no final do ano caiu da faixa de 38%-42%, para 31%-35%. Já a dos títulos atrelados à taxa Selic, que ganham apelo com o ciclo de aperto monetário promovido pelo Banco Central, aumentou de 28%-32%, para 33%-37%.

Essas mudanças geraram uma redução da parcela da dívida vincenda em 12 meses no final do ano para 22%-27%, de 24%-29%. Já o prazo médio aumentou para 3,4 anos-3,8 anos, ante 3,2 anos-3,6 anos.

No exterior, o dia também foi positivo. Ainda acompanhando as perspectivas para a inflação nos Estados Unidos e postura do Federal Reserve, o mercado digeriu as falas do vice-chair do Fed, Richard Clarida, expressando confiança na capacidade do banco central norte-americano de proporcionar uma “aterrissagem suave” caso os preços continuem subindo além do esperado.

As ações da Tesla e da Alphabet, controladora do Google, estiveram entre os principais impulsos do S&P 500 depois de patinarem nas últimas semanas com o aumento dos yields dos títulos públicos. No fechamento, o S&P 500 teve alta de 0,19% aos 4.195 pontos, o Nasdaq avançou 0,59% as 13.738 pontos e o Dow Jones ganhou 0,03% aos 34.323 pontos. (com Reuters)

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