Mercado recebe com cautela follow-on da Rede D’Or

Ações da companhia fecharam em queda de 5,39% ontem e operam com recuo de 0,58% nesta quarta-feira .

Artur Nicoceli
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Reuters/Ricardo Moraes
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Ações da companhia fecharam em queda de 5,39% ontem e operam com recuo de 0,58% nesta quarta-feira

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A Rede D’Or (RDOR3) confirmou na noite de ontem (18) uma oferta restrita de ações que pode levantar até R$ 6,75 bilhões, com base na cotação do fechamento de R$ 71,90. A notícia, que havia sido antecipada pelo Pipeline do Valor durante o dia, derrubou em 5,39% os papéis da empresa no fechamento de ontem. Hoje, as ações da D’Or tinham queda mais amena, com recuo de 0,58% às 14h55, horário de Brasília. O anúncio vem menos de seis meses após a Rede D’Or levantar R$ 11,4 bilhões no maior IPO de uma companhia brasileira desde 2013.

Para Henrique Esteter, analista da Guide Investimentos, a desvalorização na esteira do anúncio revela que os “investidores estão interessados em entender o porquê [da oferta neste momento], principalmente com o escopo que a companhia tem.”

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“Se esse tivesse sido um follow-on com o objetivo de fazer novas aquisições, o mercado teria recebido a notícia de uma forma melhor e o sinal de alerta não teria sido acionado”, avalia Esteter. Apesar das dúvidas, o analista afirma que a diluição dos acionistas não é expressiva, como o observado em outros follow-ons e que a pressão de queda é momentânea.

A oferta pública terá inicialmente 62 milhões de ações ordinárias, sendo 25 milhões na distribuição primária e 37,5 milhões na distribuição secundária. E também poderá ser acrescido de 31 milhões de ativos como lote adicional.

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Já Igor Cavaca, gestor de investimentos da Warren, comenta que “no IPO da companhia existia um plano de negócios voltado ao crescimento orgânico e inorgânico, mas a oferta com poucos meses de diferença sinaliza que aquele plano não necessariamente foi concretizado, o que [a empresa] acabou precisando de mais recursos para tal.”

No prospecto registrado na CVM (Comissão de Valores Imobiliários), a rede hospitalar afirmou que a precificação dos ativos ocorrerá quando terminar o período de reserva de ações para investidores qualificados – que possuem mais de R$ 1 milhão investidos – em 26 de maio. O montante captado será usado para arcar com os custos na construção de novos hospitais e expansão de unidades existentes, além de novas aquisições.

A Rede D’Or fechou o primeiro trimestre com o lucro líquido consolidado de R$ 402,4 milhões, alta de 254,6% em relação ao mesmo período de 2020 (R$ 113,5 milhões). O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) terminou o período com R$ 1,1 bilhão, alta de 86%.

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