Ibovespa fecha no vermelho com exterior, à espera do Copom

Em sessão de volatilidade, o Ibovespa fechou hoje (16) em queda de 0,64%, aos 129.259 pontos, pressionado pelo recuo das bolsas norte-americanas após o Fed (Federal Reserve) indicar a possibilidade de elevar os juros no país em 2023, enquanto os investidores aguardam a decisão brasileira, esperada para a partir das 18h30. A expectativa do mercado é de que o Copom (Comitê de Política Monetária) eleve a taxa Selic para 4,25%. Mais cedo, os dados fracos da economia chinesa e a intensificação de medidas sobre preços de commodities por parte do país asiáticos já traziam tom de cautela.

Para Rafael Ribeiro, analista da Clear, “o tom mais hawkish (reticente a mais estímulos) do Fed em seu comunicado e a China adotando novas medidas para frear a escalada das commodities metálicas ajudam explicar a queda das bolsas de valores nesta quarta-feira.”

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O dólar, que chegou a perder o patamar dos R$ 5,00, perto das 12h00, pela primeira vez em mais de um ano, terminou o dia em alta de 0,29% ante o real, a R$ 5,0562.

A medida provisória de privatização da Eletrobras, que tramita em sessão no plenário do Senado hoje, também segue no radar. No entanto, divergências sobre os chamados “jabutis”, temas inseridos no texto sem relação direta com o assunto central da medida, e temores sobre as tarifas que resultarão do processo de desestatização, atrasavam a discussão.

Lá fora, as bolsas norte-americanas fecharam em queda, reagindo à postura inesperada do Fed. O S&P 500 fechou em queda de 0,54%, o Dow Jones, 0,77% e o Nasdaq, 0,24%. O Fomc (Federal Open Market Committee, na sigla em inglês) manteve o juro entre 0,0% e 0,25%, mas trouxe novas projeções, que apontam para uma maioria das 11 autoridades programando um aumento nos juros para 2023, mesmo com a promessa de manutenção do apoio por enquanto para encorajar uma recuperação contínua dos empregos.

Conforme João Beck, economista e sócio da BRA, “é uma alta antecipada. Na ocasião da última reunião, não havia expectativa de qualquer aumento em 2023. Esse aumento é resultado do crescimento acelerado combinado com inflação. Parte relevante disso foi o ritmo das vacinas que se manteve e ajudou na geração de empregos”. (Com Reuters)

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