Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA caem; PIB cresce 6,4% no 1º trimestre

REUTERS/Carlo Allegri
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Os pedidos iniciais caíram para 411 mil na semana encerrada em 19 de junho, mas especialistas previam 380 mil

Um número menor de norte-americanos entrou com novos pedidos de auxílio-desemprego na semana passada conforme a recuperação do mercado de trabalho da pandemia Covid-19 ganha força em meio à reabertura da economia, mas a escassez de trabalhadores dispostos a trabalhar ainda pode impedir o crescimento mais rápido do emprego no curto prazo.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego do país caíram 7 mil para um número com ajuste sazonal de 411 mil na semana encerrada em 19 de junho, informou o Departamento do Trabalho hoje (24). Os pedidos aumentaram na semana anterior pela primeira vez desde abril, com economistas atribuindo o aumento à volatilidade após o feriado norte-americano “Memorial Day”, em 31 de maio.

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“Fatores sazonais imprecisos em torno do fim de semana do feriado do Memorial Day provavelmente contribuíram para o aumento nos pedidos iniciais, então o aumento deve ser temporário”, escreveram economistas do Bank of America Securities em Nova York em uma nota.

Especialistas consultados pela agência Reuters previam 380 mil novos pedidos para a última semana.

Os registros caíram de um recorde de 6,149 milhões no início de abril de 2020, mas permanecem acima da faixa de 200 mil a 250 mil que é vista como consistente com condições saudáveis do mercado de trabalho.

Pelo menos 150 milhões de norte-americanos já estão totalmente vacinados contra o coronavírus, permitindo a reabertura da economia. Contudo, milhões de trabalhadores permanecem em casa, frustrando empregadores que procuram desesperadamente mão-de-obra para atender à crescente demanda, conforme as pessoas deixam suas casas após ficarem reclusas por mais de um ano.

Há um recorde de 9,8 milhões de vagas abertas. Ainda assim, falta de creches está mantendo alguns pais, principalmente as mulheres, fora da força de trabalho. Os benefícios a desempregados financiados pelo governo, incluindo um auxílio semanal de US$ 300, também são fatores que interferem no cálculo, assim como a hesitação em voltar ao trabalho por medo de contrair o vírus, aposentadorias relacionadas à pandemia e transições para novas carreiras.

Quatro estados, incluindo Iowa e Alasca, cancelaram o auxílio de US$ 300 ou todos os benefícios financiados pelo governo federal em 12 de junho. No último sábado, outros oito estados se juntaram a eles, incluindo Alabama e West Virginia.

Treze outros estados administrados por governadores republicanos, incluindo o Texas e a Flórida, encerrarão esses benefícios para residentes entre os dias 26 de junho e 10 de julho. Louisiana encerrará o auxílio semanal em 31 de julho, e se tornará o único estado com um governador democrata a encerrar os benefícios federais. Para o resto do país, os benefícios expirarão em 6 de setembro.

O chair do Federal Reserve, Jerome Powell, disse aos parlamentares na última terça-feira (22) que acredita que a economia terá uma forte criação de empregos no outono do hemisfério norte. Além de melhorar a situação da saúde pública, trilhões de dólares em auxílio do governo na pandemia também estão apoiando a economia norte-americana.

PIB do 1° trimestre

Em relatório separado hoje (24), o Departamento de Comércio confirmou a aceleração do crescimento econômico no primeiro trimestre, graças ao forte estímulo fiscal.

O PIB (Produto Interno Bruto) aumentou 6,4% em taxa anualizada no último trimestre, disse o governo em sua terceira e última estimativa de crescimento para o primeiro trimestre do ano. A leitura não revisou a estimativa publicada no mês passado. A economia cresceu a uma taxa de 4,3% no quarto trimestre. O crescimento neste segundo trimestre é projetado em torno de 10%. (com Reuters)

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