Ibovespa fecha em alta com exterior após três pregões negativos

O Ibovespa fechou hoje (20) com alta de 0,81%, a 125.401 pontos, depois de três pregões consecutivos de baixas. A Bolsa brasileira foi puxada pelos avanços dos índices norte-americanos, que se recuperam após a forte correção de ontem.

As ações de bancos e os papéis da Petrobras (PETR 3 e PETR 4), com grande peso no índice Bovespa, estão entre os destaques positivos do dia. O preço do petróleo voltou a subir na sessão de hoje, levando as ações da companhia brasileira a registrar crescimento de 1,64% e 1,33%, respectivamente.

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O papel que teve a maior alta do dia foi o da JBS (JBSS3), com avanço de 6,69%. “O setor de frigoríficos vem se beneficiando da alta do dólar no brasil e do recente aumento dos casos de peste suína africana na China. Houve 16 surtos só neste ano”, diz Ubirajara Silva, gestor da Galapagos Capital.

Nas últimas semanas, a saída de capital externo do segmento Bovespa prevaleceu, com o saldo no mês negativo em R$ 3,87 bilhões até dia 16. No ano, ainda é positivo em R$ 44,1 bilhões.

No Brasil, tem início hoje a temporada de balanços corporativos, com Neoenergia e Indústrias ROMI apresentando os resultados do segundo trimestre nesta terça.

Em Wall Street, os principais índices também registraram ganhos após mais um dia de divulgação de resultados positivos das grandes empresas do país. O Dow Jones subiu 1,62%, a 34.511 pontos; o S&P 500 cresceu 1,52%, a 4.323 pontos, e o Nasdaq teve alta de 1,57%, a 14.498 pontos. Segundo dados do Refinitiv, das 41 companhias listadas no S&P 500 que divulgaram seus números até agora, 90% superaram as estimativas.

O índice VIX, que mede a volatilidade futura do mercado de ações dos EUA, recuou 12,76%, mas ontem o indicador avançou mais de 20%. “Mesmo com as bolsas recuperando quase todo o movimento, o resultado do VIX mostra o medo do investidor, que segue cauteloso com a variante delta do coronavírus”, diz Silva.

O dólar fechou em baixa nesta terça-feira, numa sessão de fortes oscilações ao fim da qual a moeda acabou devolvendo apenas uma fração da expressiva alta da véspera. A moeda norte-americana caiu 0,37% e fechou o dia negociado a R$ 5,2307.

De acordo com Lucas Schroeder, diretor de operações da Câmbio Curitiba, a descompressão no câmbio refletiu tanto alguma melhora do clima no exterior quanto a percepção de que eventual aumento de impostos implícito na polêmica fase da reforma tributária recentemente enviada pelo governo ao Congresso não passará. (Com Reuters)

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