Ibovespa oscila na abertura com inflação doméstica e exterior positivo

O Ibovespa opera de lado na abertura do pregão de hoje (29), ganhando 0,06%, a 126.335 pontos perto das 10h12, horário de Brasília. Os mercados globais seguem em alta após o resultado da reunião do Federal Reserve, que manteve inalterada sua política monetária. Ainda nos Estados Unidos, os investidores digerem novos números sobre o mercado de trabalho e o PIB do segundo trimestre do país.

Por aqui, a escalada da inflação aumenta a pressão sobre o mercado, enquanto os parlamentares se preparam para a volta do recesso em Brasília.

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O IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado) divulgado hoje pela FGV (Fundação Getulio Vargas) passou a subir 0,78% em julho, contra avanço de 0,60% no mês anterior, refletindo a aceleração da inflação tanto no atacado quanto no varejo. A leitura veio abaixo da pesquisa da Reuters, que esperava alta de 0,90%. Com o resultado do mês, o índice acumula, em 12 meses, alta de 33,83%.

Júlia Aquino, especialista da Rico, explica que o cenário de inflação no Brasil segue complexo, com riscos de oferta (falta de insumos, energia, geadas) e de demanda (reabertura da economia). “Esse resultado [do IGP-M] reforça que a pressão de custos deve continuar nos próximos meses.”

Além disso, o ICS (Índice de Confiança de Serviços), por sua vez, saltou 4,2 pontos em julho, para 98,0 pontos, maior nível desde março de 2014 (98,3 pontos). Os dados da FGV (Fundação Getulio Vargas) mostraram melhora tanto pelas expectativas quanto pela avaliação sobre a situação atual. Ainda hoje, o Caged divulga às 10h30 os números de postos de trabalho em junho, com projeção do mercado de criação líquida de 267.600 vagas.

Em Brasília, o deputado Celso Sabino (PSDB-PA) apresentou algumas mudanças na sua segunda versão da reforma tributária, que deve ser votada já na semana que vem, segundo o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). O relator afirmou que irá isentar da taxação sobre dividendos as empresas do Simples, conforme nota do Valor Econômico; e indicou a possibilidade de ampliação da faixa de isenção, segundo a Folha de S.Paulo.

O dólar recua frente ao real nesta quinta-feira, após o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, sinalizar que o banco central segue longe de elevar os juros. Às 10h12, ele era negociado em queda de 0,61%, a R$ 5,0777.

Os futuros dos índices de ações dos EUA apontam para abertura em alta nesta manhã, apesar da divulgação do PIB do segundo trimestre do país, e dos números de auxílio-desemprego. Segundo o Departamento do Comércio do país, o PIB dos EUA cresceu 6,5% no 2° trimestre, abaixo das expectativas de alta de 8,5%, segundo Refinitiv.

Já os pedidos de auxílio-desemprego somaram 400 mil na última semana, acima dos 380 mil esperados pelo mercado, mas abaixo dos números anteriores de 424 mil, conforme dados do Departamento do Trabalho. Os investidores norte-americanos também digerem o discurso de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, que anunciou ontem (28) a continuidade da taxa básica de juros perto de zero. Uma decisão recebida positivamente pelo mercado.

As ações europeias operam em alta, conforme os investidores acompanham grandes lucros corporativos e a reiteração do Federal Reserve dos EUA de sua postura política dovish (com manutenção de estímulos e da taxa de juros baixa).

O sentimento econômico da Zona do Euro subiu para 119 pontos em julho, uma máxima recorde desde que os dados começaram a ser coletados em 1985, frente à leitura de 117,9 pontos em junho. Apesar das estimativas da Comissão Europeia, uma queda no otimismo entre os consumidores e a taxa mais lenta de aumento pode sinalizar que o pico está se aproximando rapidamente.

Nesta manhã, o Stoxx 600 sobe 0,50%; na Alemanha, o DAX avança 0,39%; o CAC 40 valoriza 0,72% na França; na Itália, o FTSE MIB é negociado em alta de 0,89%; enquanto no Reino Unido, o FTSE 100 cresce 0,92%.

As Bolsas asiáticas fecharam em alta, após os reguladores de valores mobiliários da China afirmarem às corretoras que o país permitirá que as empresas chinesas abram o capital nos EUA, desde que atendam aos requisitos de listagem, segundo uma fonte à CNBC. O índice Shanghai, da China, subiu 1,49% no dia; o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 3,30%; o BSE Sensex, de Mumbai, fechou em alta de 0,40%; enquanto no Japão o índice Nikkei valorizou 0,73%.

Os contratos futuros do minério de ferro na Ásia recuaram nesta quinta-feira, pressionados pelas perspectivas de uma redução na demanda pela matéria-prima siderúrgica na China, apesar das expectativas moderadas de embarques da Rio Tinto, maior produtora da commodity. O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian, para entrega em setembro, fechou em queda de 1,6%, a 1.114,50 iuanes (US$ 172,37) por tonelada, engatando a terceira sessão consecutiva de perdas.

Os preços do petróleo sobem nesta quinta-feira, com os estoques de petróleo bruto nos Estados Unidos, o maior consumidor de petróleo do mundo, caindo para o nível mais baixo desde janeiro de 2020. Por volta das 9h55, os futuros do petróleo Brent cresciam 0,51%, para US$ 74,25 o barril, enquanto os futuros do WTI avançavam 0,46%, para US$ 72,72 o barril. (com Reuters)

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