Sem pregão em NY, Ibovespa abre em queda com negociações da Opep+

O Ibovespa opera em queda no início do pregão de hoje (5), com recuo de 0,15% aos 127.434 pontos perto das 10h10 no horário de Brasília. O mercado internacional acompanha de perto o terceiro dia de reunião da Opep+, que busca definir o futuro da oferta de petróleo global nos próximos meses. No cenário doméstico, por sua vez, a crise política segue no centro das discussões, com foco para a reforma tributária. A virada do semestre também trouxe ao debate o Orçamento para o restante do ano, que tem como foco os programas de governo.

Nos indicadores, o Boletim Focus divulgado nesta manhã pelo Banco Central elevou a projeção para a inflação este ano, chegando a 6,07% de 5,97% antes, ao ultrapassar a marca de 6%, a pesquisa assume enxergar maior aperto monetário em 2022. A expectativa do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro melhorou para expansão em 5,18% neste ano, ante 5,05% na semana anterior.

A projeção para a taxa Selic a 6,50% ao ano foi mantida para o fim de 2021, no entanto, com a inflação elevada, os economistas passaram a ver a taxa básica de juros em 6,75% no ano que vem. Com relação à taxa de câmbio, a expectativa de negociação da moeda recuou a R$ 5,04 para o fim do ano, frente ao cálculo de R$ 5,10 na semana anterior.

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O dólar é negociado em leve alta frente ao real, enquanto temores sobre a disseminação global da variante Delta da Covid-19 e os ruídos políticos domésticos dominam o radar dos investidores. Às 10h10, a divisa avançava 0,14%, negociada a R$ 5,0601 na venda.

Os mercados norte-americanos não abrem nesta segunda-feira devido ao feriado da Independência dos Estados Unidos, celebrado ontem (4). Sem negociações em Wall Street, a liquidez global deverá ser reduzida na sessão de hoje.

Enquanto isso, o petróleo é foco dos mercados internacionais, já que os Ministros da Opep+ retomam as negociações do grupo sobre sua política de produção de petróleo nesta segunda-feira, após um impasse na semana passada quando os Emirados Árabes Unidos se opuseram a uma extensão de oito meses às restrições de oferta. Por volta das 9h45, a commodity era negociada em alta, os futuros do petróleo Brent subiam 0,20%, a US$ 76,32 o barril, enquanto o WTI avançava 0,32%, a US$ 75,40.

Filipe Villegas, estrategista de ações da Genial Investimentos, comenta sobre as expectativas acerca do evento. “Se o grupo falhar em aumentar a oferta, de um lado, você tem um mercado ainda mais pressionado, o que aumenta os preços do petróleo em um movimento positivo para a commodity, o que [por outro lado] poderia gerar preocupações com a inflação”

As Bolsas europeias operam em alta, enquanto os investidores monitoram o petróleo antes de mais uma reunião da Opep+ e seguem com a disseminação global da variante Delta da Covid-19 no radar. Na zona do Euro, o PMI (Índice Gerente de Compras) Composto final do IHS Markit saltou a 59,6 no mês passado de 57,1 em maio, chegando ao patamar mais elevado desde junho de 2006. O resultado ficou acima da preliminar de 59,2, e mostrou que o afrouxamento de mais restrições pelo coronavírus levou vida de volta ao setor de serviços do bloco.

O Stoxx 600 sobe a 0,37%; na Alemanha, o DAX cresce 0,09%; o CAC 40 valoriza 0,40%, na França; na Itália, o FTSE MIB é negociado em alta de 0,89%. Enquanto isso, no Reino Unido, o FTSE 100 avança 0,55%, em dia em que o primeiro-ministro, Boris Johnson, deve sinalizar planos para a fase final de reabertura da economia no país. Ainda no Reino Unido, o PMI Composto marcou 62,2 pontos em junho, 0,5 ponto acima da projeção do mercado, mas 0,7 ponto abaixo dos dados de maio; enquanto o índice de Serviços registrou 62,4 pontos no mês, acima da projeção de 61,7, mas abaixo dos 62,9 de maio.

Enquanto isso, os mercados asiáticos fecharam o dia mistos. O Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,59%; o BSE Sensex, de Mumbai, fechou em alta de 0,75%; enquanto no Japão, o índice Nikkei desvalorizou 0,64%. Na China, o índice Shanghai, cresceu 0,44%, após o PMI de serviços do Caixin/Markit cair para 50,3 em junho de 55,1 em maio, uma mínima de 14 meses que aumentou as preocupações de que a segunda maior economia do mundo pode estar perdendo força.

Os contratos futuros do minério de ferro na China saltaram mais de 5% nesta segunda-feira, impulsionados pela crescente demanda, à medida que usinas na região siderúrgica de Tangshan retomam produção após o centenário do Partido Comunista Chinês. Os contratos futuros mais negociados do minério de ferro na Bolsa de Commodities de Dalian, para entrega em setembro, chegaram a subir 5,6%, para 1.226 iuanes (US$ 189,80 dólares) por tonelada, e fecharam em alta de 5,5%, a 1.225 iuanes. (com Reuters)

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