Valorização recente do dólar ante real é "desvio temporário", diz estrategista do BNP Paribas

Em 24 de junho deste ano, a moeda norte-americana fechou o pregão cotada a R$ 4,9062.

Redação
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Rick Wilking/Reuters
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Em 24 de junho deste ano, a moeda norte-americana fechou o pregão cotada a R$ 4,9062

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A alta recente do dólar ante mínimas em um ano abaixo de R$ 5 atingidas no mês passado é apenas um “desvio temporário” e não compromete uma tendência mais ampla de desvalorização, disse à Reuters o estrategista de juros e moedas para a América Latina do BNP Paribas, André Digiacomo.

Em 24 de junho deste ano, a moeda norte-americana fechou o pregão cotada a R$ 4,9062, seu menor patamar em pouco mais de um ano. No entanto, o dólar não encerra uma sessão abaixo da marca psicológica de R$ 5 desde o dia 29 do mês passado, e terminou a última semana acima dos R$ 5,25, alta de mais de 7% em relação à mínima do dia 24.

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“Voltamos a ver números consistentemente mais altos do dólar nas últimas semanas em meio a medidas de inflação cada vez mais elevadas nos Estados Unidos e a problemas idiossincráticos no Brasil, com momentos de turbulência política”, explicou Digiacomo. “Isso afastou o investidor estrangeiro e gerou muita volatilidade para nossa moeda.”

Ainda assim, disse ele, esse não é, necessariamente, o início de uma tendência persistente de alta. “Acreditamos que esse foi só um desvio temporário, com mais volatilidade e distúrbios políticos, e agora estamos voltando ao caminho natural das coisas, que é a gente ver um real mais forte”, afirmou.

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Segundo Digiacomo, o aumento da taxa Selic pelo Banco Central tem ajudado muito o desempenho do real, levando os juros para níveis em que a moeda brasileira fica mais competitiva em termos de carrego.

Custos mais altos dos empréstimos no Brasil tornam o real mais atrativo para estratégias de “carry trade”, que consistem na tomada de empréstimos em moeda de país de juro baixo e compra de contratos futuros de uma divisa de juro maior, como a divisa brasileira. O investidor, assim, ganha com a diferença de taxas.

Embora as eleições presidenciais de 2022 devam trazer um “cenário mais desafiador para o real”, elas não devem afetar a tendência de prazo mais longo de fortalecimento da moeda doméstica, afirmou Digiacomo.

O BNP Paribas projeta que o dólar encerrará o ano de 2021 em R$ 4,75.

Hoje (14), o dólar era negociado em torno dos R$ 5,08 na venda. (Com Reuters)

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