Carteira recomendada: Vale segue invicta nas recomendações dos analistas para agosto

Pelo 9º mês consecutivo, os papéis da mineradora lideram as sugestões de investimentos em ações do mercado.

Iasmin Paiva e Artur Nicoceli
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A Forbes analisou 24 carteiras de ações de bancos e corretoras; B3, Petrobras e BTG estão entre ativos mais recomendados

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A Vale (VALE3) segue no topo das ações mais recomendadas entre os analistas para o mês de agosto, marcando o 9º consecutivo na posição. Especialistas da XP Investimentos e da Órama atribuem a recomendação à performance da companhia no período: o lucro líquido da mineradora foi de US$ 7,6 bilhões entre abril e junho, 662,4% maior que o mesmo período de 2020. Já o Safra diminuiu o peso da Vale em sua carteira devido ao nível do preço do minério de ferro “que continua em patamares altíssimos.

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Na segunda posição entre as 24 carteiras analisadas pela Forbes estão os papéis da B3 (B3SA3), da Petrobras (PETR4) e do BTG Pactual (BPAC11), empatados com dez recomendações cada. Para os especialistas, a B3 segue como destaque porque ainda detém o monopólio nacional na negociação de ativos de renda variável. Já a petroleira ganhou vantagem por apresentar ações bastante descontadas em relação ao preço-alvo estimado. O BTG, por fim, é avaliado pelos especialistas como um excelente case de crescimento na Bolsa, com expectativas de “desempenho forte nas linhas de receita do banco ligadas ao Banco de Investimento e Trading”, segundo análise do Safra.

O terceiro lugar das recomendações é ocupado por outros dois grandes bancos brasileiros: Bradesco (BBDC4) e Itaú (ITUB4), ambos com oito recomendações. De acordo com analistas, a adoção de estratégias para maior eficiência, com digitalização e expansão dos canais digitais é um dos pontos favoráveis ao Itaú Unibanco.

Listamos abaixo os ativos mais recomendados pelas corretoras e bancos, bem como os comentários de alguns analistas sobre os papéis de maior destaque no mês:

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Ações mais recomendadas entre as 24 carteiras analisadas pela Forbes

  • Brendan McDermid/Reuters

    Vale (VALE3) – 16 recomendações

    XP Investimentos: “atribuímos a performance positiva das ações da Vale em relação ao Ibovespa aos fortes resultados apresentados referentes ao segundo trimestre, mais do que compensando a considerável queda nos preços de minério de ferro (-15% na comparação mensal). Com relação aos números do segundo trimestre, a Vale reportou resultados novamente muito positivos. O EBITDA ajustado de US$ 11,2 bilhões (exclui despesas de Brumadinho e doações relacionadas à Covid-19 de US$ 201 milhões), representou uma alta de 33% na comparação trimestral. Esses números mais fortes foram resultado de preços realizados mais fortes compensando os custos de produção e frete mais elevados. Adicionalmente, a companhia anunciou distribuição mínima de US$ 5,3 bilhões em dividendos (yield de 4,5%) a serem pagos em setembro. Reiteramos nossa recomendação de compra (preço-alvo de R$ 122/ação).”

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    B3 (B3SA3) – 10 recomendações

    Ativa Investimentos: “a B3 detém o monopólio nacional na negociação de ativos de renda variável no mercado brasileiro e é uma das maiores empresas de infraestrutura de mercado financeiro do mundo. A empresa se mostra resiliente a momentos desafiadores – beneficiando-se da alta volatilidade e volumes de negociação destes cenários – e em viés de crescimento, ampliando os sistemas de negociação e, por conseguinte, o horizonte de negócios. O ambiente de juros estruturalmente baixo fomentará o crescimento do mercado de capitais, de modo que veremos aumento tanto no número de novos investidores, como também de IPOs e demais ofertas. A empresa possui suas receitas diversificadas em cinco frentes, com exposição em diferentes dinâmicas de mercado, o que garante resiliência à sua operação. A B3 possui posição sólida de caixa e baixa alavancagem, e está capitalizada para realizar novos investimentos ou pagar proventos.”

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    Petrobras (PETR4) – 10 recomendações

    Investmind: “enxergamos o investimento em Petrobras com otimismo. Acreditamos que as ações estejam bastante descontadas em relação ao preço-alvo que encontramos em nosso modelo. Porém, é importante ressaltar que a tese de investimentos da Petrobras possui diversos riscos, como já mencionamos anteriormente. Nosso cenário base é de manutenção dos três pilares que sustentam a tese: (i) foco no segmento de E&P no Pré-Sal; (ii) venda de ativos não essenciais; (iii) manutenção da política de preço de combustíveis. A companhia segue no ritmo de redução do endividamento, com indicador Dívida Líquida/EBITDA saindo de 5,11x em 2015 para 2x em 2020 e que deve alcançar 1,08x este ano. Vale lembrar que a redução do endividamento é um ponto muito relevante também para destravar a política de distribuição de dividendos, que pode ser um driver de geração de valor para o acionista. Chegamos a um preço alvo para as ações da Petrobras de R$ 36/ação, o que sugere um potencial de valorização de cerca de 33%. Além disso, se fizermos uma análise por múltiplo EV/EBITDA, vemos que a Petrobras está muito descontada em relação à sua média histórica, praticamente no mesmo patamar visto durante a derrocada do mercado no crash do Covid, em 2020.”

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    BTG Pactual (BPAC11) – 10 recomendações

    Safra: “estamos mantendo BTG Pactual em nossa carteira recomendada do mês. Vemos BTG como uma excelente alternativa de case de crescimento na bolsa. O BTG Pactual é um dos melhores nomes da bolsa para capturar o desenvolvimento do mercado de capitais brasileiro, por isso esperamos um desempenho forte nas linhas de receita do banco ligadas ao Banco de Investimento e Trading. Além disso, o banco está ativo em seu processo de M&A, o que vemos positivamente. Destacamos nossa recente revisão do valuation do Banco Pan, como mais um fator que agrega valor na tese de investimento do BTG.”

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    Bradesco (BBDC4) – 8 recomendações

    Singulare: “na nossa visão, o Banco Bradesco está bem preparado para se beneficiar da recuperação da economia local. O capital é saudável, a inadimplência e a cobertura de juros estão em níveis adequados, e o ROE do segmento de crédito é elevado. Logo, com volumes de crédito começando a exibir melhoras, entendemos que o banco pode retomar um ROE de 20% nos próximos 12/18 meses. Essa visão, combinada com valuations atrativos, sustentam nossa visão positiva para a ação.”

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    Itaú Unibanco (ITUB4) – 8 recomendações

    Terra Investimentos: “a rede do banco, em conjunto com empresas coligadas e controladas, atua na atividade bancária em todas as modalidades por meio de suas carteiras: comercial, de investimento, de crédito imobiliário, de crédito, financiamento e investimento e de arrendamento mercantil. Com atuação internacional, a companhia está presente em 18 países ao redor do mundo. Entre os pontos positivos do ITUB4 está a adoção de gestão estratégica de custos, buscando atingir maior eficiência com maior digitalização e expansão nos canais digitais.”

Brendan McDermid/Reuters

Vale (VALE3) – 16 recomendações

XP Investimentos: “atribuímos a performance positiva das ações da Vale em relação ao Ibovespa aos fortes resultados apresentados referentes ao segundo trimestre, mais do que compensando a considerável queda nos preços de minério de ferro (-15% na comparação mensal). Com relação aos números do segundo trimestre, a Vale reportou resultados novamente muito positivos. O EBITDA ajustado de US$ 11,2 bilhões (exclui despesas de Brumadinho e doações relacionadas à Covid-19 de US$ 201 milhões), representou uma alta de 33% na comparação trimestral. Esses números mais fortes foram resultado de preços realizados mais fortes compensando os custos de produção e frete mais elevados. Adicionalmente, a companhia anunciou distribuição mínima de US$ 5,3 bilhões em dividendos (yield de 4,5%) a serem pagos em setembro. Reiteramos nossa recomendação de compra (preço-alvo de R$ 122/ação).”

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