Getty ImagesA Forbes analisou 24 carteiras de ações de bancos e corretoras; B3, Petrobras e BTG estão entre ativos mais recomendados
A Vale (VALE3) segue no topo das ações mais recomendadas entre os analistas para o mês de agosto, marcando o 9º consecutivo na posição. Especialistas da XP Investimentos e da Órama atribuem a recomendação à performance da companhia no período: o lucro líquido da mineradora foi de US$ 7,6 bilhões entre abril e junho, 662,4% maior que o mesmo período de 2020. Já o Safra diminuiu o peso da Vale em sua carteira devido ao nível do preço do minério de ferro “que continua em patamares altíssimos.”
Na segunda posição entre as 24 carteiras analisadas pela Forbes estão os papéis da B3 (B3SA3), da Petrobras (PETR4) e do BTG Pactual (BPAC11), empatados com dez recomendações cada. Para os especialistas, a B3 segue como destaque porque ainda detém o monopólio nacional na negociação de ativos de renda variável. Já a petroleira ganhou vantagem por apresentar ações bastante descontadas em relação ao preço-alvo estimado. O BTG, por fim, é avaliado pelos especialistas como um excelente case de crescimento na Bolsa, com expectativas de “desempenho forte nas linhas de receita do banco ligadas ao Banco de Investimento e Trading”, segundo análise do Safra.
O terceiro lugar das recomendações é ocupado por outros dois grandes bancos brasileiros: Bradesco (BBDC4) e Itaú (ITUB4), ambos com oito recomendações. De acordo com analistas, a adoção de estratégias para maior eficiência, com digitalização e expansão dos canais digitais é um dos pontos favoráveis ao Itaú Unibanco.
Listamos abaixo os ativos mais recomendados pelas corretoras e bancos, bem como os comentários de alguns analistas sobre os papéis de maior destaque no mês:
Ações mais recomendadas entre as 24 carteiras analisadas pela Forbes
1 / 6Brendan McDermid/Reuters
Vale (VALE3) - 16 recomendações
XP Investimentos: "atribuímos a performance positiva das ações da Vale em relação ao Ibovespa aos fortes resultados apresentados referentes ao segundo trimestre, mais do que compensando a considerável queda nos preços de minério de ferro (-15% na comparação mensal). Com relação aos números do segundo trimestre, a Vale reportou resultados novamente muito positivos. O EBITDA ajustado de US$ 11,2 bilhões (exclui despesas de Brumadinho e doações relacionadas à Covid-19 de US$ 201 milhões), representou uma alta de 33% na comparação trimestral. Esses números mais fortes foram resultado de preços realizados mais fortes compensando os custos de produção e frete mais elevados. Adicionalmente, a companhia anunciou distribuição mínima de US$ 5,3 bilhões em dividendos (yield de 4,5%) a serem pagos em setembro. Reiteramos nossa recomendação de compra (preço-alvo de R$ 122/ação)."
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B3 (B3SA3) - 10 recomendações
Ativa Investimentos: "a B3 detém o monopólio nacional na negociação de ativos de renda variável no mercado brasileiro e é uma das maiores empresas de infraestrutura de mercado financeiro do mundo. A empresa se mostra resiliente a momentos desafiadores - beneficiando-se da alta volatilidade e volumes de negociação destes cenários - e em viés de crescimento, ampliando os sistemas de negociação e, por conseguinte, o horizonte de negócios. O ambiente de juros estruturalmente baixo fomentará o crescimento do mercado de capitais, de modo que veremos aumento tanto no número de novos investidores, como também de IPOs e demais ofertas. A empresa possui suas receitas diversificadas em cinco frentes, com exposição em diferentes dinâmicas de mercado, o que garante resiliência à sua operação. A B3 possui posição sólida de caixa e baixa alavancagem, e está capitalizada para realizar novos investimentos ou pagar proventos."
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Petrobras (PETR4) - 10 recomendações
Investmind: "enxergamos o investimento em Petrobras com otimismo. Acreditamos que as ações estejam bastante descontadas em relação ao preço-alvo que encontramos em nosso modelo. Porém, é importante ressaltar que a tese de investimentos da Petrobras possui diversos riscos, como já mencionamos anteriormente. Nosso cenário base é de manutenção dos três pilares que sustentam a tese: (i) foco no segmento de E&P no Pré-Sal; (ii) venda de ativos não essenciais; (iii) manutenção da política de preço de combustíveis. A companhia segue no ritmo de redução do endividamento, com indicador Dívida Líquida/EBITDA saindo de 5,11x em 2015 para 2x em 2020 e que deve alcançar 1,08x este ano. Vale lembrar que a redução do endividamento é um ponto muito relevante também para destravar a política de distribuição de dividendos, que pode ser um driver de geração de valor para o acionista. Chegamos a um preço alvo para as ações da Petrobras de R$ 36/ação, o que sugere um potencial de valorização de cerca de 33%. Além disso, se fizermos uma análise por múltiplo EV/EBITDA, vemos que a Petrobras está muito descontada em relação à sua média histórica, praticamente no mesmo patamar visto durante a derrocada do mercado no crash do Covid, em 2020."
Participantes: 5 bilionários
André Santos Esteves - R$ 36,5 bilhões
Roberto Balls Sallouti - R$ 7,5 bilhões
Renato Monteiro dos Santos - R$ 5,6 bilhões
Antônio Carlos Canto Porto Filho - R$ 3,7 bilhões
Guilherme da Costa Paes - R$ 3,4 bilhões
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2º - Bradesco
Valor da marca em 2023: US$ 5,1 bilhões
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Itaú Unibanco (ITUB4) - 8 recomendações
Terra Investimentos: "a rede do banco, em conjunto com empresas coligadas e controladas, atua na atividade bancária em todas as modalidades por meio de suas carteiras: comercial, de investimento, de crédito imobiliário, de crédito, financiamento e investimento e de arrendamento mercantil. Com atuação internacional, a companhia está presente em 18 países ao redor do mundo. Entre os pontos positivos do ITUB4 está a adoção de gestão estratégica de custos, buscando atingir maior eficiência com maior digitalização e expansão nos canais digitais."