Gastos do consumidor dos EUA caem e inflação fica moderada em julho

Demanda tem voltado para serviços de viagens e lazer, mas gastos não têm sido suficientes para compensar a queda de bens.

Redação
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Mark Makela/Reuters
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Demanda para serviços de viagens e lazer nos EUA tem voltado, mas gastos não têm sido suficientes para compensar a queda de bens

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Os gastos do consumidor dos Estados Unidos desaceleraram em julho, uma vez que a escassez de veículos conteve um aumento nas despesas com serviços presenciais, sustentando visões de que o crescimento econômico será moderado no terceiro trimestre em meio a um ressurgimento das infecções por Covid-19.

Os gastos do consumidor, que respondem por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, aumentaram 0,3% no mês passado, informou o Departamento do Comércio hoje (27). Os dados de junho foram revisados para cima para mostrar alta de 1,1%, em vez de 1,0%, conforme divulgado anteriormente.

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Economistas consultados pela Reuters projetavam um avanço de 0,3% nos gastos do consumidor. A demanda está voltando para serviços como viagens e lazer, mas os gastos não têm sido suficientes para compensar a queda de bens, cujas compras também estão sendo impactadas pela escassez, principalmente de veículos.

O governo dos EUA informou ontem (26) que os gastos do consumidor subiram 11,9% em taxa anualizada no segundo trimestre, um avanço robusto, respondendo por grande parte do ritmo de crescimento de 6,6% da economia, o que elevou o nível do Produto Interno Bruto acima do seu pico no quarto trimestre de 2019.

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A inflação continuou subindo em julho, estimulada pelas constantes restrições de oferta e pela trajetória da economia em direção à normalidade após a turbulência causada pela pandemia.

Há sinais, no entanto, de que a inflação atingiu seu pico ou está perto de atingir.

O índice de inflação PCE, excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, subiu 0,3% em julho, após avançar 0,5% em junho. Nos 12 meses até julho, o chamado núcleo do PCE avançou 3,6%, após alta semelhante em junho.

O núcleo do PCE é a medida de inflação preferida para a meta flexível de 2% do Federal Reserve.

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O discurso amplamente aguardado do chair do Fed, Jerome Powell, na conferência econômica de Jackson Hole, hoje (27), será observado por investidores em busca de pistas sobre quando o banco central dos EUA começará a reduzir seus US$ 120 bilhões em compras mensais de títulos.

Powell afirmou que a inflação alta, que está afetando os gastos, será transitória. (Com Reuters)

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