Ibovespa fecha em alta puxado por exterior e expectativa de alta da Selic

O Ibovespa fechou hoje (2) com alta de 0,59%, a 122.515 pontos, puxado pela valorização das ações de bancos, que reagem à perspectiva de aumento da taxa Selic na reunião do Copom de quarta-feira (4) e à proximidade da divulgação dos balanços do Itaú Unibanco e Bradesco. Também impulsiona o índice a alta dos papéis da Vale, que se beneficiam do avanço do preço do minério de ferro no exterior.

A expectativa do mercado para a inflação neste ano aproximou-se ainda mais de 7% na pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central. O levantamento apontou que a expectativa para a alta do IPCA em 2021 agora é de 6,79%, contra 6,56% na semana anterior, superando ainda mais o teto da meta, de 5,25%. Para 2022, a projeção aumentou em 0,01 ponto-percentual, indo a 3,81%.

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Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento passou a 5,30% este ano, também 0,01 ponto a mais, enquanto a projeção para o ano que vem permaneceu em 2,10%. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que a Selic deve terminar tanto 2021 quanto 2022 em 7,0%, nos cálculos dos especialistas consultados.

Em Wall Street, o otimismo do início do dia deu lugar à cautela após a cidade de Nova York retomar a recomendação de uso de máscaras em ambientes fechados. A notícia voltou a abalar o humor dos investidores, que observam o crescimento das contaminações no país, enquanto aguardam a votação do pacote de infraestrutura de US$ 1 trilhão proposto pela Casa Branca. No fim de semana, senadores norte-americanos chegaram a um acordo sobre o projeto.

“A aprovação do pacote de infraestrutura dos EUA daria mais impulsionamento para a Bolsa brasileira, uma vez que o setor de materiais básicos tem um peso importante no Ibovespa”, afirma Jansen Costa, sócio da Fatorial Investimentos.

O Dow Jones encerrou o dia com queda de 0,28%, a 34.838 pontos. O S&P 500 recuou 0,18%, a 4.387 pontos. O Nasdaq subiu 0,06%, a 14.681 pontos.

A indústria dos Estados Unidos continuou a crescer em julho, embora o ritmo tenha desacelerado pelo segundo mês seguido, com a persistência da escassez de matérias-primas. O Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) informou nesta segunda-feira que seu índice para a atividade industrial do país caiu a 59,5 no mês passado, leitura mais baixa desde janeiro, ante 60,6 em junho.

No Brasil, o mesmo índice subiu para 56,7 em julho, de 56,4 em junho, maior patamar em cinco meses e acima da média de longo prazo, com todas as três áreas monitoradas registrando crescimento. Com o aumento da demanda no ritmo mais rápido do ano, os fabricantes de produtos se concentraram em recompor seus estoques, com o subíndice de estoque de bens finais aumentando pelo quarto mês consecutivo e no ritmo mais rápido em quinze anos e meio de história da pesquisa.

O dólar fechou em baixa de 0,85%, negociado a R$ 5,1652 na venda. A cotação da moeda cai diante da expectativa de um aumento da diferença de juros entre Brasil e Estados Unidos, se confirmada as expectativas do mercado, que prevê alta de 1 ponto-percentual na taxa Selic. “Vemos que o Brasil está subindo mais os juros do que outros mercados emergentes, o que deixa o real mais atrativo”, diz Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos.

Para estrategistas do Morgan Stanley, pesam contra a moeda brasileira um nível já carregado de posicionamento favorável ao real, “valuations” caros e elevada sensibilidade aos movimentos do dólar no exterior. Esse cenário tem prejudicado o risco/retorno do real mesmo com a perspectiva de que o Banco Central eleve os juros.

“Achamos que a moeda terá dificuldade em sair de uma faixa de R$ 5,00 a R$ 5,60 no curto prazo e vemos (o mercado de) opções como o mais interessante”, afirmaram eles em relatório divulgado nesta segunda. (Com Reuters)

 

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