Ibovespa opera em queda às vésperas de decisão do Copom

O Ibovespa opera em queda na abertura do pregão de hoje (3), perdendo 0,29%, a 122.155 pontos perto das 10h10, horário de Brasília, com o foco voltado para a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, que inicia hoje e encerra amanhã (4). No exterior, os investidores globais seguem atentos ao avanço da variante Delta e seus impactos sobre as economias.

A produção industrial brasileira registrou estabilidade em junho (variação nula 0,0%) na comparação mensal, após crescer 1,4% no mês de maio, informou hoje o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O mercado previa uma variação positiva de 0,2% no período. Na comparação anual, a produção subiu 12,0%. As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de estabilidade na variação mensal e de alta de 11,8% na base anual.

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Em Brasília, o Legislativo retoma hoje as discussões em torno da reforma tributária. Segundo o Valor Econômico, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) pautou um requerimento de urgência do projeto, que ainda enfrenta resistência. Além disso, o governo apresentou ao Congresso uma proposta de parcelar o pagamento dos precatórios, com o intuito de driblar o teto do Orçamento e usar os recursos para ampliar o Bolsa Família.

O dólar avança ante o real, com os investidores tomando cautela frente ao clima político em Brasília, de olho também na reunião de política monetária do Banco Central. Às 10h10, o dólar subia 1,39%, a R$ 5,2372.

As Bolsas dos Estados Unidos ensaiam abertura em alta nesta terça-feira, monitorando a disseminação da variante Delta da Covid-19 e os resultados corporativos do 2° trimestre. As Bolsas norte-americanas se recuperam também na expectativa dos números do payroll (relatório de emprego) e de olho na aprovação do pacote de infraestrutura de Joe Biden, com votação prevista para o próximo domingo (8).

Os índices da Europa operam no azul, apesar das preocupações com o aumento de casos da Covid-19, a regulamentação chinesa e o crescimento dos EUA. Além disso, a agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat, informou hoje que os preços ao produtor na Zona do Euro subiram 1,4% na comparação mensal, e 10,2% na base anual. O dado ficou em linha com as expectativas do mercado e marcou o sétimo mês de aceleração. A alta foi pressionada por mais um salto nos preços de energia e destacou a visão de que a inflação na região ainda tem mais espaço para subir.

O Stoxx 600 cresce 0,11%; na Alemanha, o DAX cai 0,13%; o CAC 40 valoriza 0,74% na França; na Itália, o FTSE MIB é negociado em alta de 0,08%. Enquanto no Reino Unido, o FTSE 100 avança 0,13%.

Os mercados asiáticos, por sua vez, fecharam majoritariamente em queda, após afirmação na mídia estatal da China de que jogos online são como “ópio espiritual” para os jovens. Para Júlia Aquino, especialista de investimentos da Rico, os “investidores temem que reguladores chineses se voltem para o setor de jogos a seguir. (…) e as empresas de tecnologia chinesas sentiram o impacto: as ações da Tencent, dona de jogos como League of Legends, chegaram a cair 11% hoje na bolsa de Hong Kong.”

O Hang Seng, de Hong Kong, caiu a 0,16%; na China, o Shanghai recuou 0,47%; o BSE Sensex, de Mumbai, fechou em alta de 1,65%; enquanto no Japão, o índice Nikkei desvalorizou 0,50%.

Os contratos futuros do minério de ferro negociados na China avançaram mais de 3% nesta terça-feira, após cinco sessões consecutivas de perdas, impulsionados por especulações de uma flexibilização aos cortes de produção de aço no país asiático. O contrato mais ativo do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian, para entrega em setembro, fechou em alta de 2%, a 1.063 iuanes (US$ 164,41) por tonelada.

Enquanto isso, o petróleo recua nesta terça-feira na expectativa de um declínio contínuo nos estoques de petróleo dos EUA, recuperando algumas perdas da sessão anterior, apesar da preocupação persistente com o aumento de casos da variante Delta. Por volta das 9h45, o petróleo Brent para setembro caía 1,58% para US$ 71,74 o barril, enquanto o WTI para agosto recuava 1,73%, a US$ 70,03 o barril. (com Reuters)

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