Ibovespa recua com turbulência política ofuscando crescimento dos serviços no país

O dólar avança ante o real em dia de aversão a riscos no exterior.

Iasmin Paiva
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O Ibovespa opera em queda no início do pregão de hoje (12), com recuo de 0,44% aos 121.519 pontos perto das 10h11, horário de Brasília. Os mercados globais reagem aos dados de inflação e desemprego nos Estados Unidos, determinantes para o futuro da política monetária do país. Enquanto isso, os investidores domésticos digerem o crescimento da atividade no setor de serviços e a temporada de balanços corporativos, enquanto ainda acompanham a agenda de reformas e os ruídos políticos em Brasília.

No radar corporativo, a JBS anunciou lucro líquido recorde de R$ 4,4 bilhões no segundo trimestre, alta de 29,7% no comparativo anual, enquanto a Eletrobras teve lucro líquido de R$ 2,5 bilhões no mesmo período, crescimento de 439% ao ano.

O volume do setor de serviços do Brasil cresceu 1,7% em junho em relação a maio e teve alta de 21,1% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira. O resultado veio acima das projeções da Refinitiv, que calculava aumento de 0,2% no indicador.

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Em Brasília, seguem as discussões sobre a PEC dos Precatórios e a MP do Auxílio Brasil. Além disso, divergências em torno da reforma tributária atravancam a votação do relatório de Celso Sabino (PSDB-PA) na Câmara dos Deputados.

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Pablo Spyer, economista-sócio da XP Investimentos, explica que sem acordo, “a reforma do imposto de renda foi tirada da pauta da Câmara e não tem data para voltar”. Enquanto isso, no Senado, Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara, é ouvido pela CPI da Covid-19.

O dólar avança ante o real nesta segunda-feira, em dia de aversão a riscos e cautela nos mercados globais. Às 10h11, a moeda subia 0,17% a R$ 5,2307.

Os índices futuros norte-americanos apontam para abertura com volatilidade, após a divulgação de novos dados sobre a inflação e desemprego no país. O IPP (Índice de Preços ao Produtor) registrou alta de 1% em julho, acima das expectativas de avanço de 0,6% calculada por especialistas da Refinitiv. Com isso, o indicador acumulou alta de 7,8% na comparação anual, maior aumento do ano já registrado no país.

O Departamento do Trabalho do país divulgou 375 mil novos pedidos de auxílio-desemprego na semana encerrada em 7 de agosto, em linha com as expectativas do mercado, e abaixo dos 387 mil pedidos da semana anterior.

As ações europeias operam majoritariamente em alta, apesar das preocupações persistentes com os casos globais da Covid-19 e com a última leitura da inflação nos EUA. A agência de estatísticas da UE (União Europeia), Eurostat, informou que a produção industrial dos 19 países que compartilham o euro caiu 0,3% sobre o mês anterior, leitura acima da queda de 0,2% prevista por economistas consultados pela Reuters.

Pietra Guerra, especialista em ações da Clear, explica que “a escassez de matérias-primas está sendo um problema para a indústria há um tempo. Mas os dados vieram mistos.” O Stoxx 600 sobe 0,06%; na Alemanha, o DAX opera em alta de 0,39%; enquanto o CAC 40 valoriza 0,28% na França; na Itália, o FTSE MIB avança 0,24%.

Enquanto isso, o FTSE 100 tem recuo de 0,23%, no Reino Unido, após o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) do país. A economia cresceu 1,0% em junho no primeiro mês completo de atividade liberada para muitas empresas de hotelaria e também com a ajuda do setor de saúde devido ao aumento nos exames de rotina após a pandemia. No entanto, os dados oficiais mostraram que o PIB britânico permaneceu 2,2% menor do que antes da pandemia.

O mercado asiático fechou o dia majoritariamente em baixa, com investidores monitorando a disseminação da variante Delta, apesar dos dados positivos relativos à inflação ao consumidor nos EUA, divulgados na véspera. O índice Shanghai caiu a 0,22% ao longo do dia; o Hang Seng, de Hong Kong, desvalorizou 0,53%; e o índice Nikkei recuou 0,20%, no Japão. Enquanto o BSE Sensex, de Mumbai, fechou com alta de 0,58%.

Os contratos futuros do minério de ferro caíram nesta quinta-feira, com a referência de Dalian pairando em torno das mínimas de quatro meses, devido a preocupações com os controles da produção de aço na China e sinais de desaceleração econômica no maior consumidor de metal do mundo. O minério de ferro mais negociado na Bolsa de Commodities de Dalian da China encerrou as negociações em baixa 2%, a 839 iuanes (US$ 129,57) a tonelada.

Os preços do petróleo operam em queda nesta quinta-feira, após uma chamada dos Estados Unidos, o maior consumidor mundial de petróleo, para que os principais produtores aumentem a produção, reforçando as preocupações com a oferta, enquanto, por outro lado, as economias aliviam suas restrições ao coronavírus. Por volta das 9h55, o petróleo Brent caía 0,31%, a US$ 71,22 por barril, enquanto o WTI recuava 0,48%, para US$ 68,92. (com Reuters)

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