Jeff Bezos processa Nasa por contrato com SpaceX, de Elon Musk

A agência afirmou inicialmente que contrataria vários fornecedores para programa de exploração lunar, mas a SpaceX foi a única escolhida.

Kimberlee Speakman
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THE WASHINGTON POST / GETTY IMAGES
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A empresa de Bezos argumenta no processo que a agência espacial norte-americana não avaliou as propostas recebidas de forma satisfatória

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A Blue Origin, empresa de exploração espacial de Jeff Bezos, entrou com um processo federal contra o governo dos Estados Unidos sobre a decisão da Nasa de conceder um contrato exclusivo de US$ 2,89 bilhões à SpaceX, empresa de Elon Musk. A ação foi confirmada pela Forbes.

O contrato exclusivo da Nasa com a SpaceX prevê a construção de uma sonda lunar como parte do programa Artemis, do governo norte-americano. O processo judicial é o último episódio da disputa dos bilionários pela conquista do espaço sideral.

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Em comunicado à Forbes, a Blue Origin afirma que entrou com a ação para “remediar as falhas encontradas no processo de concessão” dos contratos da agência para o programa de sonda lunar.

A Nasa anunciou, no ano passado, que contrataria diversos fornecedores para o programa, mas fechou um único contrato, com a SpaceX, em abril, alegando restrições de financiamento – a agência recusou propostas da Dynetics e da Blue Origin.

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A Blue Origin contestou a decisão, argumentando que a Nasa “não avaliou de forma satisfatória as três propostas”. Porém, em julho, o Government Accountability Office, órgão ligado ao Legislativo federal e responsável por auditar e investigar as contas públicas dos EUA, rejeitou a queixa da empresa afirmando que a avaliação das propostas foi “justa” e que a Nasa tinha o direito conceder apenas um contrato.

O processo corre sob segredo de justiça, pois a Blue Origin argumentou que os documentos poderiam revelar segredos comerciais e informações financeiras confidenciais. Os detalhes da ação não estão disponíveis no momento e a empresa não quis revelar qual seu objetivo ao questionar a conduta da Nasa na Justiça.

A agência espacial norte-americana disse que está ciente do processo e que os oficiais estão “atualmente revisando os detalhes do caso”. A Nasa também informou que fornecerá uma atualização sobre os planos de retornar à Lua com o projeto Artemis. O órgão tem até 12 de outubro para apresentar em juízo uma contestação às alegações da Blue Origin.

“Acreditamos firmemente que as questões identificadas nesta contratação e os resultados dela devem ser resolvidos para restaurar a Justiça, preservar a concorrência e garantir aos Estados Unidos um retorno seguro à Lua”, disse um porta-voz da Blue Origin em um comunicado.

O módulo lunar faz parte do plano da Nasa de enviar mais astronautas à Lua para exploração. O contrato da agência com a SpaceX exigirá que a empresa crie um “módulo comercial de pouso humano” que será capaz de transportar astronautas com segurança da espaçonave Orion para a superfície lunar.

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O investimento de US$ 2,89 bilhões permitirá que a SpaceX desenvolva, teste e envie duas missões à Lua. Em uma carta à administração da Nasa no mês passado, Bezos disse que a Blue Origin estava disposta a “cobrir o déficit orçamentário” e propôs renunciar a todos os pagamentos neste e nos próximos dois anos fiscais em até US$ 2 bilhões para colocar o programa de volta nos trilhos. Ele disse ainda que a empresa desenvolveria e lançaria seu próprio módulo de pouso lunar, citando um “forte apoio bipartidário no Congresso para um segundo módulo”.

No dia 15 de agosto, Elon Musk tuitou que espera que o módulo lunar da SpaceX esteja pronto para para levar humanos à Lua “provavelmente antes” de 2024, data estipulada pela NASA, embora o Inspetor Geral da agência tenha dito em um relatório recente que a criação os trajes espaciais para a missão estava atrasada.

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