Preços dos alimentos no mundo caem pelo segundo mês em julho, diz FAO

Quedas nos preços refletiram-se em cereais, óleos vegetais e laticínios

Redação
Compartilhe esta publicação:
Alessandro Bianchi/Reuters
Alessandro Bianchi/Reuters

Quedas nos preços refletiram-se em cereais, óleos vegetais e laticínios segundo a FAO

Acessibilidade


Os preços dos alimentos no mundo diminuíram pelo segundo mês consecutivo em julho, refletindo quedas nos cereais, óleos vegetais e laticínios, mas permaneceram em alta de cerca de 30% ante o ano passado, disse a agência de alimentos das Nações Unidas hoje (5).

O índice de preços dos alimentos da Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO), que monitora os preços internacionais das commodities alimentícias mais negociadas globalmente, registrou média de 123,0 pontos no mês passado, em comparação com 124,6 em junho.

LEIA TAMBÉM: Rapyd recebe aporte de US$ 300 milhões

Na comparação anual, os preços aumentaram 31,0% em julho.

O índice da FAO, com sede em Roma, havia caído em junho pela primeira vez em um ano, marcando uma pausa nas altas em commodities agrícolas alimentadas por quedas nas colheitas e pela demanda alimentada pela China.

Inscreva-se para receber a nossa newsletter
Ao fornecer seu e-mail, você concorda com a Política de Privacidade da Forbes Brasil.

O índice de preços dos cereais da FAO caiu 3,0% em julho em relação ao mês anterior, devido a uma queda de 6% nos preços do milho.

Os preços do milho foram pressionados pelas melhores perspectivas de produção da Argentina e dos Estados Unidos e pedidos de importação cancelados pela China, o que superou as preocupações com a colheita no Brasil, disse a FAO.

Os preços internacionais do arroz também caíram em julho, atingindo uma mínima de dois anos com a oferta de novas safras e movimentos cambiais contribuindo para um ritmo lento de vendas, disse a agência.

VEJA MAIS: Brasil poderia ter mais 70 frigoríficos habilitados a exportar carne bovina para a China

No entanto, os preços do trigo subiram 1,8% para o seu nível mais alto desde meados de 2014, impulsionados por preocupações com as condições de seca na América do Norte, fortes chuvas na Europa e rendimentos iniciais abaixo do esperado na Rússia.

Os preços do óleo vegetal caíram 1,4% em relação a junho, para uma mínima de cinco meses, uma vez que uma recuperação nas cotações do óleo de palma foi compensada por níveis mais baixos para outros óleos.

O índice de preços dos lácteos caiu 2,8%.

Em contraste, o índice de açúcar da FAO aumentou 1,7%, registrando um quarto aumento mensal consecutivo com o apoio dos preços do petróleo mais firmes e da incerteza sobre o impacto da geada nas safras do principal exportador, o Brasil.

O índice de carnes aumentou ligeiramente no geral. Os preços das aves aumentaram de forma mais acentuada devido às fortes importações no Leste Asiático, enquanto os preços da carne suína diminuíram em meio a um declínio nas importações chinesas, disse a FAO.

LEIA TAMBÉM: Brasil fecha 1º semestre com alta de 9,4% na área tratada com defensivo agrícola

A agência não atualizou suas previsões de oferta e demanda mundial de cereais. No mês passado, ele projetou que os estoques globais de cereais em 2021/22 subiriam pela primeira vez desde 2017/18. (Com Reuters)

 

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Siga Forbes Money no Telegram e tenha acesso a notícias do mercado financeiro em primeira mão

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Compartilhe esta publicação: