Ibovespa abre em alta descolado do exterior

O dólar recua ante o real com dados negativos do mercado de trabalho dos EUA.

Iasmin Paiva
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O Ibovespa opera em alta na abertura do pregão de hoje (3), ganhando 0,48%, a 117.233 pontos perto das 10h12, horário de Brasília. O foco do mercado nesta manhã é o resultado do payroll (relatório sobre dados do mercado de trabalho nos EUA), que registrou 235 mil novos empregos urbanos em agosto, muito abaixo das expectativas de 750 mil vagas no mês e após a criação de 943 mil empregos no mês anterior.

Pietra Guerra, especialista em ações da Clear Corretora, conta que esse cenário deve ditar o movimento das bolsas em grande parte do mundo, relembrando que “na próxima segunda-feira (6) é feriado americano, e na terça-feira (7) feriado da Independência aqui no Brasil, então deve haver menos liquidez, ainda repercutindo esses dados importantes dos EUA”.

No mercado nacional, a reforma do imposto de renda (IR) segue sendo acompanhada pelos investidores, enquanto tramita no Senado. Além disso, há atenção também à divulgação dos dados sobre o setor de serviços.

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A IHS Markit informou nesta sexta-feira que seu PMI (Índice de Gerentes de Compras) de serviços para o Brasil subiu a 55,1 em agosto, ante 54,4 em julho, nível mais elevado desde fevereiro de 2012, e acima da leitura de 50, que separa crescimento de contração. Segundo a pesquisa, a demanda maior ditou o ritmo mais forte de atividade em nove anos e meio no setor de serviços do Brasil em agosto, sustentando a criação de emprego.

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O dólar recua ante o real, após payroll vir abaixo do esperado pelo mercado. Às 10h12, o dólar caía 0,47%, a R$ 5,1593.

As Bolsas dos Estados Unidos ensaiam abertura em com volatilidade nesta sexta-feira, após os dados do payroll de agosto, um dos indicadores mais esperados pelo mercado todos os meses. O país também digere a taxa de desemprego do último mês, que caiu a 5,2%, frente 5,4% em julho, em linha com a expectativa do mercado.

Pablo Spyer, economista-sócio da XP Investimentos, conta que esse resultado pode dar pistas de quando o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) vai começar a diminuir os estímulos monetários da era da pandemia. “Se o resultado vem fraco, isso pode derrubar o dólar, mas se ele vem forte, indica que a redução dos estímulos está cada vez mais perto, e isso pode puxar o dólar e derrubar as Bolsas.”

Os índices da Europa operam majoritariamente em queda, com investidores acompanhando os EUA, apesar de resultados econômicos importantes na região. A agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat, informou que as vendas de varejo na zona do euro caíram 2,3% em julho ante junho, quando houve um aumento de 1,8% no indicador, mas ainda ficaram 3,1% acima do mesmo mês de 2020. Economistas consultados pela Reuters esperavam aumento mensal de 0,1% e anual de 4,8%.

Além disso, o PMI Composto final da IHS Markit, que mostra atividade empresarial do bloco, caiu a 59,0 no mês passado ante 60,2 em julho, ainda acima da marca de 50 que separa crescimento de contração, mas abaixo da preliminar de 59,5.

O Stoxx 600 cai 0,32%; na Alemanha, o DAX recua 0,07%; o CAC 40 desvaloriza 0,65% na França; na Itália, o FTSE MIB é negociado em queda de 0,21%. Enquanto no Reino Unido, o FTSE 100 avança 0,06%.

Os mercados asiáticos, por sua vez, também fecharam sem direção definida. Na China, o PMI de serviços do Caixin/Markit caiu a 46,7 em agosto, de 54,9 em julho, chegando ao nível mais baixo desde a primeira onda da pandemia em abril de 2020, conforme as restrições para conter a variante Delta do coronavírus ameaçam prejudicar a recuperação da economia do país.

Por outro lado, no Japão, o mercado fechou com otimismo depois que o primeiro-ministro Yoshihide Suga afirmou que não disputará a reeleição pela liderança de seu partido na próxima eleição.

O Hang Seng, de Hong Kong, caiu a 0,72%; na China, o Shanghai recuou 0,43%; o BSE Sensex, de Mumbai, fechou em alta de 0,48%; enquanto no Japão, o índice Nikkei valorizou 2,05%.

No mercado de commodities, os contratos futuros do aço negociados na China avançaram nesta sexta-feira, à medida que restrições de produção durante o período de pico de demanda geram preocupações com a oferta global. O contrato mais ativo do aço inoxidável na bolsa de futuros de Xangai, para outubro, fechou em alta de 5,9%, a 18.715 iuanes. Os preços de matérias-primas siderúrgicas também operaram em alta. A referência do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian subiu 1,4%, para 786 iuanes a tonelada.

Os preços do petróleo operam no azul, com expectativa de uma recuperação global, apesar do impacto do furacão Ida no início desta semana. Por volta das 10h00, o petróleo Brent subia 0,81% para US$ 73,61 o barril, enquanto o WTI avançava 0,61%, a US$ 70,42 o barril. (com Reuters)

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