Ibovespa fecha em alta após Fed e recuperação de commodities

Banco Central dos EUA indicou que pode reduzir seu programa de compra de títulos em novembro diante da recuperação econômica.

Diana Lott
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O Ibovespa fechou hoje (22) em alta de 1,84%, a 112.282 pontos, impulsionado pela indicação do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, de que pode reduzir seu programa de compra de títulos em novembro para apoiar a economia norte-americana.

O índice já avançava antes do comunicado do Fed, estendendo ganhos da véspera após quedas acentuadas nos últimos dias. A decisão do governo da China de agir para evitar uma crise no setor imobiliário chinês, na esteira do caso da incorporadora Evergrande, abriu espaço para recuperação de ações de siderúrgicas e mineradoras brasileiras que exportam para o país asiático. Usiminas (USIM5) e Gerdau (GOAU4) estão entre as maiores altas do dia, com 8,70% e 5,90%, respectivamente.

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Os investidores aguardam com atenção o desfecho da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que divulgará ainda na noite de hoje a nova taxa Selic. A expectativa do mercado é que o reajuste seja de um ponto percentual, elevando os juros a 6,25% ao ano.

Entre as baixas do dia estão companhias do setor de consumo, que sofreram o impacto da expectativa de aumento da Selic. A Via (VIIA3), ex-Via Varejo, recuou 2,85%. A Sendas Distribuidora (ASAI3), do segmento de atacarejo, também fechou em queda, de 1,33%.

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As bolsas de Nova York encerraram o dia em alta, com os investidores reagindo favoravelmente às mais recentes sinalizações do Federal Reserve. O Dow Jones subiu 1,00%, a 34.258 pontos; o S&P 500 avançou 0,95%, a 4.395 pontos; e o Nasdaq registrou aumento de 1,02% a 14.896 pontos.

As negociações ficaram voláteis, no entanto, após o comunicado do banco central dos EUA, em que ele também sugeriu que os aumentos das taxas de juros podem ocorrer mais rapidamente do que o esperado.

O dólar fechou em alta de 0,33%, a R$ 5,3026 na venda, com uma arrancada nas horas finais do pregão impulsionada pela indicação do Fed de que reduzirá as compras de títulos “em breve”. (Com Reuters)

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