Karoon busca crescer no Brasil com campos de petróleo próprios e aquisições

A companhia produziu uma média de pouco mais de 13.000 barris por dia nos oito meses até 30 de junho após comprar o campo de petróleo da Petrobras.

Redação
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Pilar Olivares/Reuters
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Karoon registrou receita de vendas de petróleo de US$ 170,8 milhões após adquirir antiga plataforma da Petrobras

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A Karoon Energy vê fortes perspectivas de crescimento no Brasil, onde começou a produzir petróleo no ano passado, trabalhando para mais do que dobrar a produção até 2023 e considerando duas opções para desenvolver outro campo até meados da década, disse o presidente-executivo da empresa hoje (20).

A Karoon produziu uma média de pouco mais de 13.000 barris por dia (bpd) nos oito meses até 30 de junho após comprar o campo de petróleo Baúna, da Petrobras, por US$ 665 milhões, e registrou receita de vendas de petróleo de US$ 170,8 milhões e um pequeno lucro líquido.

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“O resultado reflete uma grande transformação para a Karoon ao longo do ano”, disse o presidente-executivo Julian Fowles, que assumiu o comando há 10 meses e nomeou um novo diretor financeiro e um novo chefe para administrar as operações no Brasil.

A Karoon pretende adicionar entre 15.000 e 20.000 bpd até o início de 2023, aumentando a produção dos poços existentes em Baúna, na Bacia de Santos, e conectando o campo de Patola, um projeto que deve custar cerca de US$ 185 milhões.

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Isso será financiado principalmente por uma linha de crédito de US$ 160 milhões, a primeira da empresa, alinhada com Deutsche Bank, ING, Macquarie e Royal Dutch Shell, e a posiciona para garantir mais dívidas para aquisições.

“Agora realmente temos um pouco de presença no mercado de dívida. E pensamos que qualquer coisa que fizermos no futuro inorganicamente terá um grande componente de dívida envolvido nisso”, disse Fowles à “Reuters”.

Ele não quis comentar se a Karoon fará uma oferta para os campos de Albacora e Albacora Leste que a Petrobras colocou à venda.

A Karoon busca desenvolver o campo Neon, seja construindo um duto submarino de 50 km a 60 km para ligá-lo ao navio flutuante de produção e armazenamento e descarregamento (FPSO) de Baúna ou instalando um FPSO no topo do campo Neon.

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Fowles afirmou que ligar o Neon ao FPSO de Baúna está parecendo cada vez mais atraente, pois vai economizar em custos de capital e custos operacionais e pode ajudar a estender a vida útil do campo de Baúna ao distribuir os custos fixos pelos dois campos.

Se a empresa prosseguir com o desenvolvimento do Neon, a primeira produção seria por volta de 2025 ou 2026, disse Fowles.

A Karoon está trabalhando em uma estratégia para ajudar a reduzir as emissões de suas operações e buscar compensações, o que planeja delinear em outubro, à medida que busca atrair credores e investidores ambientalmente mais conscientes.

(Com Reuters)

 

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