Custos elevados de insumos desaceleram crescimento dos serviços no Brasil, mostra PMI

Apesar do recuo, o índice permaneceu acima do nível de 50, que separa crescimento de contração.

Redação
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Amanda Perobelli/Reuters
Amanda Perobelli/Reuters

Expansão do setor de serviços foi favorecida pelo afrouxamento das restrições da pandemia, mas inflação alta atrapalha, mostrou o PMI

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A expansão da atividade de serviços brasileira perdeu força em setembro, uma vez que um recorde nos custos de insumos sobrecarregou empresas e levou a novas altas nos preços cobrados, segundo a pesquisa PMI (Índice de Gerentes de Compras, na sigla em português).

O índice divulgado hoje (5) pela IHS Markit caiu a 54,6 em setembro, de 55,1 em agosto. Apesar do recuo, o PMI permaneceu acima do nível de 50, que separa crescimento de contração, e o resultado foi o segundo mais alto em mais de nove anos e meio.

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De acordo com as empresas consultadas, a expansão do setor foi favorecida pelo abrandamento das restrições relativas à Covid-19 e pela melhora da demanda. A pesquisa indica que, com a pandemia recuando e o acesso às vacinas melhorando, os consumidores ficaram mais confiantes em sair de casa.

Assim, as encomendas para os fornecedores de serviços aumentaram. Entretanto, embora a demanda doméstica tenha crescido, as vendas internacionais contraíram no fim do terceiro trimestre pela primeira vez em cinco meses.

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Apesar das condições de negócios ainda positivas, os fornecedores de serviços sofreram em setembro com a elevação dos preços de alimentos, combustíveis, EPI (equipamentos de proteção individual) e materiais. Esses custos levaram a taxa de inflação dos preços de insumos para um novo recorde.

Todas as cinco grandes áreas do setor de serviços registraram aumentos acelerados nas despesas, sendo os mais acentuados em Serviços ao Consumidor e Transporte e Armazenamento.

“Embora a expansão do setor de serviços continue evoluindo, as evidências de que a inflação aumentou ainda mais incomodarão os elaboradores de políticas públicas e prejudicarão os lucros das empresas”, destacou em nota a diretora associada de economia da IHS Markit, Pollyanna De Lima.

Essas elevações de custos foram repassadas aos consumidores, e o índice de preço de bens finais aumentou também a uma taxa sem precedentes.

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“No entanto, os preços de venda aumentaram a um ritmo muito mais lento do que os custos de insumos — apesar de ambos terem atingido níveis recordes —, sugerindo que as empresas absorveram a maior parte das despesas adicionais”, completou De Lima.

Ainda assim, as empresas continuaram aumentando o número de funcionários, com o índice de emprego em alta pelo quarto mês consecutivo e à segunda taxa mais rápida em nove anos.

Os fornecedores de serviços também se mostraram otimistas para próximos 12 meses, com o grau geral de otimismo nos negócios aumentando para uma máxima de 26 meses em setembro.

O crescimento dos serviços somou-se ao da indústria, e o PMI Composto do Brasil – que mede o ritmo de atividade no setor privado como um todo – registrou ligeiro aumento para 54,7 em setembro, de 54,6 em agosto, num ritmo “acentuado” de expansão, segundo a IHS Markit. (Com Reuters)

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