Fed prevê três aumentos de juros em 2022 em início de combate contra inflação

Banco central dos EUA antecipou para março de 2022 o fim de programa de estímulos monetários adotado durante a pandemia da Covid-19.

Da Reuters
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Kevin Lamarque/Reuters
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Fed encerrará em março suas compras de títulos, medida adotada durante a pandemia

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O Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), sinalizando que sua meta de inflação foi cumprida, anunciou hoje (15) que encerrará em março suas compras de títulos introduzidas durante a pandemia, pavimentando o caminho para três aumentos de 0,25 ponto percentual nas taxas de juros até o fim de 2022. A decisão marca o fim das políticas monetárias implementadas no início da crise sanitária.

Em novas projeções econômicas divulgadas após o término da reunião do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês), as autoridades previram que a inflação ficará em 2,6% no próximo ano, em comparação com a taxa de 2,2% projetada em setembro. Além disso, o desemprego cairia para 3,5%.

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Como resultado, a mediana das projeções dos integrantes do Fed mostra que a taxa de juros de um dia de referência do Fed precisaria ser elevada de seu nível atual, próximo de zero, para 0,90% até o fim de 2022, com aumentos contínuos em 2023 (para 1,6%) e 2024 (para 2,1%). Os reajustes permitiriam controlar a inflação e levá-la de volta à meta do banco central de 2%.

O chair do Fed, Jerome Powell, disse nesta quarta-feira em uma coletiva após o anúncio da decisão que a economia dos Estados Unidos está melhorando rapidamente e não precisa mais do “apoio crescente” fornecido pelas compras de ativos do banco central, o que torna apropriado encerrar o programa antes do anteriormente projetado.

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Powell também afirmou que não vê um fim para a pandemia de Covid-19 no curto prazo, o que torna difícil para o Fed avaliar o que constituiria um mercado de trabalho normal em tal ambiente.

Se a pandemia estivesse sob controle, os formuladores de política monetária teriam uma ideia melhor de como o mercado de trabalho “pode ​​realmente ser”, disse ele, mas “isso não acontecerá tão cedo”.

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