Conheça os 10 bilionários dos EUA que mais doaram suas fortunas

De Warren Buffett ao recém-chegado Jeff Bezos, os bilionários mais generosos do país doaram US$ 169 bilhões .

Redação
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No último ano, os 25 bilionários mais filantrópicos dos EUA doaram US$ 149 bilhões a mais do que em 2020

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As fortunas dos grandes filantropos dos Estados Unidos continuam crescendo – suas doações, também. No último ano, os 25 bilionários mais filantrópicos dos EUA doaram, juntos, US$ 169 bilhões, segundo estimativas da Forbes.

Isso representa US$ 149 bilhões a mais do que em 2020. O aumento se deve, em parte, a novas informações descobertas pela Forbes, mas a maior fatia desse montante foi resultado de mais um ano de muitas contribuições do grupo de super-ricos.

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Líderes do ranking

Além do sucesso nos investimentos, o bilionário Warren Buffett é conhecido por sua tradicional doação anual de ações da Berkshire Hathaway, que, em 2021, superou US$ 4,1 bilhões.

Os recursos foram, como de costume, para a Fundação Bill e Melinda Gates – que trabalha em iniciativas voltadas para pobreza e saúde, incluindo pesquisas e vacinas para a Covid-19. Fundações criadas por sua falecida esposa e por seus três filhos também receberam parte dos fundos.

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Não muito atrás (e talvez até à frente): MacKenzie Scott, que não tem uma fundação própria e doa sua riqueza discretamente, destinou US$ 5,8 bilhões para 500 entidades diferentes em todos os Estados Unidos em 2020.

No ano passado, ela continuou distribuindo a sua fortuna mais rápido do que qualquer bilionário na história. Em junho, ela anunciou mais US$ 2,7 bilhões em doações para 286 grupos de “alto impacto”, como o Children’s Defense Fund e o National Council of Nonprofits.

O valor elevou o montante que ela já doou em vida para mais de US$ 8,6 bilhões.

Em dezembro, Scott publicou um texto na plataforma Medium mencionando que havia feito outra rodada de doações, mas não forneceu detalhes sobre quem recebeu os subsídios ou quanto ela distribuiu.

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A filantropa rapidamente esclareceu que compartilharia detalhes sobre as atividades nos próximos meses. Enquanto isso, a Forbes está considerando neste levantamento apenas as doações públicas e conhecidas feitas pela bilionária.

Dois rostos novos se juntaram ao grupo dos bilionários mais generosos em 2021: o cofundador do Facebook Dustin Moskovitz e sua esposa, Cari Tuna, e o ex-marido de Scott, Jeff Bezos, que deixou o cargo de CEO da Amazon em julho e doou US$ 1 bilhão no ano passado.

Outras grandes doações

Alguns dos filantropos realizaram grandes doações nos últimos tempos. George Soros distribuiu US$ 500 milhões para uma pequena faculdade de artes liberais; Mark Zuckerberg anunciou que destinará US$ 3,4 bilhões ao longo de dez anos a uma iniciativa dedicada a medir e analisar processos biológicos no corpo humano.

Um grupo formado por Jeff Bezos, Michael Bloomberg e o casal Gordon e Betty Moore, se comprometeu a entregar US$ 5 bilhões nos próximos dez anos para uma série de projetos de preservação da biodiversidade.

É claro que, com os mercados em alta, é mais fácil doar bilhões de dólares. Os 25 filantropos que integram o ranking fazem parte de um seleto grupo que ficou US$ 150 bilhões mais rico do que era há um ano, um aumento médio de 18% na fortuna de cada participante. Ao todo, eles valem cerca de US$ 1,1 trilhão.

Dezessete deles assinaram o The Giving Pledge, prometendo doar pelo menos metade de sua fortuna para caridade ao longo de suas vidas ou após sua morte. Mas apenas dois, Chuck Feeney e Soros, atingiram a marca até agora. Quase dois terços ainda não doaram nem um quarto de sua riqueza, o que significa que haverá muito mais zeros destinados a instituições de caridade nos próximos anos.

As estimativas da Forbes levam em consideração o total das doações dos bilionários dos EUA feitas em vida, medidas em dólares entregues a entidades filantrópicas. Assim, não incluímos no levantamento dinheiro depositado na conta de uma fundação que ainda não ajudou ninguém.

Também não contabilizamos doações que foram prometidas, mas ainda não concluídas. Dinheiro dado a fundos aconselhados por doadores – estruturas obscuras que contam com vantagens legais e tributárias, e que não possuem regras que disponham sobre a distribuição dos valores – também não é levado em consideração, a não ser que o doador compartilhe as informações sobre o repasse feito por esses fundos a instituições filantrópicas.

Esta é uma lista de indivíduos e casais que são cidadãos dos EUA. Por isso, a Forbes excluiu famílias extensas como os Waltons, os acionistas controladores do Walmart, e grandes doadores como Hansjoerg Wyss, que mora nos EUA, mas é cidadão suíço. O levantamento do patrimônio líquido foi realizado com base no fechamento dos mercados de 18 de janeiro de 2022.

Confira a lista dos 10 doadores mais generosos dos Estados Unidos:

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Warren Buffett 

Fonte da Riqueza: Berkshire Hathaway
Patrimônio líquido: US$ 115,6 bilhões
Foco: Saúde e combate à pobreza
Valor doado até hoje: US$ 46,1 bilhões

Buffett é provavelmente o maior filantropo de todos os tempos graças a seu compromisso de doar mais de 99% de sua fortuna. Grande parte dos US$ 46 bilhões que já doou ao longo da vida, cerca de US$ 2 bilhões a US$ 3 bilhões em ações por ano, foi para a fundação de seus amigos Bill e Melinda French Gates, que aplicou os recursos em iniciativas voltadas para o combate à pobreza, para questões de saúde em países em desenvolvimento e para a educação norte-americana.

Em 2010, o lendário investidor cofundou a The Giving Pledge ao lado de Bill e Melinda. Além disso, ele doou bilhões para as quatro instituições de caridade criadas por seus três filhos e sua falecida esposa.

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Bill Gates e Melinda French Gates

Fonte da fortuna: Microsoft
Patrimônio líquido: US$ 133,3 bilhões e US$ 6,1 bilhões
Foco: Saúde e combate à pobreza
Valor doado até hoje: US$ 33,4 bilhões

Embora os Gates tenham terminado o casamento de 27 anos no ano passado, eles continuam a co-presidir a Fundação Bill & Melinda Gates, entidade que recebe quase todas as suas doações filantrópicas. A Forbes continua contabilizando as doações dos dois de forma conjunta.

A fundação recebeu US$ 5,8 bilhões em doações em 2020, incluindo recursos para pesquisas sobre a Covid-19 e o desenvolvimento de vacinas. Desde 2007, a Forbes divide os recursos destinados à fundação entre os Gates e Warren Buffet, outro grande apoiador da entidade. Além disso, Melinda fez algumas doações por meio de sua empresa de investimento e incubação, a Pivotal Ventures.

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George Soros

Fonte da fortuna: fundos de hedge
Patrimônio líquido: US$ 8,6 bilhões
Foco: Democracia, educação, combate à discriminação e saúde
Valor doado até hoje: US$ 18,1 bilhões

A Open Society Foundations, fundada por Soros, apoia causas como igualdade econômica, combate à discriminação, direitos humanos, reforma do sistema criminal e promoção do jornalismo.

Em abril de 2021, Soros prometeu doar US$ 500 milhões à Bard College, com a qual ele tem laços de longa data. A instituição de ensino superior de artes liberais tem cerca de 2.400 alunos e fica a 140 quilômetros ao norte da cidade de Nova York. Em junho de 2021, a Open Society Foundations, que opera em mais de 120 países, anunciou uma reformulação “para enfrentar os desafios do momento” – como a ascensão do autoritarismo ao redor do mundo.

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Michael Bloomberg

Fonte da fortuna: Bloomberg LP
Patrimônio líquido: US$ 70 bilhões
Foco: mudanças climáticas e saúde
Valor doado até hoje: US$ 12,7 bilhões

O ex-prefeito de Nova York e cofundador da Bloomberg LP investiu mais de US$ 12 bilhões em causas de caridade, sendo US$ 1,6 bilhão apenas em 2021, de acordo com a Bloomberg Philanthropies. As contribuições têm como foco as mudanças climáticas, segurança, controle de armas e saúde pública.

Ele gastou mais de US$ 1 bilhão para conter o uso de tabaco na última década e, em 2018, anunciou a distribuição de US$ 1,8 bilhão para a Universidade Johns Hopkins. Após a onda de protestos por causa da morte de George Floyd, em 2020, a Bloomberg Philanthropies anunciou uma doação de US$ 100 milhões para apoiar quatro faculdades de medicina ligadas a comunidades negras nos EUA.

Em dezembro de 2021, ele descreveu o sistema de educação pública dos Estados Unidos como “quebrado” em um artigo de opinião do Wall Street Journal. Naquele ano, o bilionário anunciou uma doação de US$ 750 milhões para apoiar escolas charter em 20 áreas metropolitanas nos EUA nos próximos cinco anos.

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MacKenzie Scott

Fonte da fortuna: Amazon
Patrimônio líquido: US$ 53,5 bilhões
Foco: Desigualdade racial, de gênero e econômica
Valor doado até hoje: US$ 8,61 bilhões

Quando Scott publica uma atualização no Medium, o mundo da filantropia presta atenção. A ex-mulher do fundador da Amazon, Jeff Bezos, não tem um site e não fala publicamente sobre sua filantropia, mas tem usado o blog para registrar seus esforços para doar sua enorme fortuna pós-divórcio em um ritmo mais rápido do que qualquer bilionário na história.

Até agora, Scott distribuiu pelo menos US$ 8,6 bilhões em menos de dois anos para mais de 780 organizações que atuam em causas como justiça racial, igualdade de gênero e saúde pública.
Em uma publicação de dezembro de 2021 no Medium, Scott se recusou a revelar os destinatários de sua última rodada de doações, um gesto que teve como objetivo deixar as organizações sem fins lucrativos falarem por si mesmas.

Depois de receber críticas por sua falta de transparência, Scott disse que compartilharia mais informações e anunciou que lançará um site com um banco de dados pesquisável com registros das doações já feitas.

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Charles “Chuck” Feeney

Fonte da fortuna: Duty Free Shoppers
Patrimônio líquido: menos de US$ 2 milhões
Foco: Ciência, direitos humanos e juventude
Valor doado até hoje: US$ 8 bilhões

O ex-bilionário doou praticamente toda a sua fortuna para atingir o inusitado objetivo de morrer falido. Feeney, que cofundou a cadeia de varejo Duty Free Shoppers em 1960, começou doando partes de sua fortuna anonimamente. No entanto, ele acabou tornando pública sua ideia de “doar enquanto vivo” que influenciou Gates e Buffett a lançar o The Giving Pledge em 2010.

Dos US$ 8 bilhões já doados, cerca de US$ 3,7 bilhões foram para a educação, incluindo US$ 1 bilhão para a Universidade Cornell, onde se formou. Em setembro de 2020, Feeney e sua esposa, Helga, fecharam a fundação do casal, a Atlantic Philanthropies, depois que a entidade terminou de doar todos os seus fundos.

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Gordon e Betty Moore

Fonte da fortuna: Intel
Patrimônio líquido: US$ 11,1 bilhões
Foco: Ciência, meio ambiente e serviços médicos
Valor doado até hoje: US$ 5,5 bilhões

O cofundador e ex-CEO da Intel e sua esposa lançaram sua fundação em 2000, financiando-a com doações de ações da companhia. Em setembro de 2021, a Moore Foundation juntou-se a outros oito grupos, incluindo o Bezos Earth Fund e o Bloomberg Philanthropies, para distribuir US$ 5 bilhões em dez anos a iniciativas que apoiam a preservação da biodiversidade.

Em 2021, a fundação Moore concedeu quase US$ 350 milhões em doações.

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Jim & Marilyn Simons

Fonte da fortuna: fundos de hedge
Patrimônio líquido: US$ 24,4 bilhões
Foco: pesquisa e educação nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática
Valor doado até hoje: US$ 3,3 bilhões

Simons, fundador do fundo de hedge de negociação quantitativa Renaissance Technologies e ex-professor de matemática, concentrou suas doações filantrópicas em pesquisa e educação nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

Em 1994, ele e sua esposa Marilyn estabeleceram a Simons Foundation, que tem sido a principal doadora da Math for America, uma organização sem fins lucrativos que apoia professores de matemática e de ciências do ensino médio.

A fundação de Simons também apoiou pesquisas em ciências naturais e fez contribuições ao New York Genome Center e a pesquisas sobre autismo, por meio de doações ao Autism Research Institute. Em 2011, o casal doou US$ 150 milhões para a Stony Brook University, universidade onde Simons foi professor.

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Phil Knight e família

Fonte da fortuna: Nike
Patrimônio líquido: US$ 54,8 bilhões
Foco: educação
Valor doado até hoje: US$ 3,1 bilhões

A Forbes aumentou a estimativa de vida útil do cofundador da Nike em US$ 1,9 bilhão desde janeiro de 2021, devido principalmente a novas informações sobre doações a universidades.

Knight destinou US$ 2,5 bilhões à Universidade de Oregon, onde cofundou a gigante de roupas esportivas com seu treinador de atletismo, à Universidade de Saúde e Ciências de Oregon e à Universidade Stanford, onde obteve seu MBA.

Em julho de 2021, Knight e sua esposa, Penny, anunciaram uma segunda remessa de US$ 500 milhões para expandir o campus de pesquisa científica da Universidade de Oregon, que leva o nomes dos dois.

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Mark Zuckerberg e Priscilla Chan

Fonte da fortuna: Facebook
Patrimônio líquido: US$ 112,8 bilhões
Foco: Ciência, educação e justiça criminal
Valor doado até hoje: US$ 3 bilhões

O CEO da Meta Platforms (antigo Facebook) e sua esposa, a médica Priscilla Chan, têm vários objetivos ambiciosos, incluindo curar, prevenir ou tratar todas as doenças.

A Chan Zuckerberg Initiative (CZI), sua organização filantrópica e de defesa, afirma que já doou US$ 3 bilhões desde que foi fundada em 2015. A entidade apoia pesquisas científicas e médicas, bem como a reforma da educação e do sistema de justiça criminal dos EUA.

No final de 2021, a CZI anunciou uma nova iniciativa de dez anos e orçamento de US$ 3,4 bilhões com foco na medição e análise de processos biológicos no corpo humano. O esforço inclui a criação de um instituto para imagens biomédicas avançadas e um centro em Harvard que trabalharão com o uso de inteligência artificial e machine learning em biologia e medicina.

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