Líderes financeiros do G20 destacam riscos inflacionários e geopolíticos para recuperação

Situação atual apresenta riscos para o cenário econômico global e de uma recuperação "assíncrona" da pandemia.

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Mast Irham/Reuters
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Ministros das Finanças do G20 e governadores de bancos centrais estão reunidos em Jacarta, Indonésia

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Líderes financeiros do G20 disseram hoje (17) que o aumento da inflação provocado por problemas de oferta apresenta riscos para o cenário econômico global e de uma recuperação “assíncrona” da pandemia de Covid-19, de acordo com o esboço de um comunicado obtido pela Reuters.

“Continuaremos a fortalecer a resiliência das cadeias globais de oferta. Permanecemos vigilantes aos impactos desses desafios em nossas economias”, disseram ministros de Finanças e banqueiros centrais do G20 no documento, que será finalizado amanhã (18), quando sua reunião parcialmente virtual organizada pela Indonésia for concluída.

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“Continuaremos também a monitorar os principais riscos globais, incluindo aqueles que surgem das (atuais) tensões geopolíticas e das vulnerabilidades macroeconômicas e financeiras”, disseram os ministros.

A declaração não tem nenhuma referência direta à crise na fronteira entre Ucrânia e Rússia, e a palavra “atuais” entre parênteses indica que ela pode ser apagada. A Rússia é membro do G20.

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Os líderes das Finanças disseram que as taxas de inflação estão atualmente elevadas em muitos países, devido em parte a “problemas de oferta, desencontros de demanda e preços elevados de commodities, incluindo de energia”.

“Os bancos centrais vão agir quando necessário para garantir a estabilidade de preços em linha com seus respectivos mandatos, enquanto permanecem comprometidos com a comunicação clara de suas posturas de política monetária”, disseram as autoridades, acrescentando que a independência dos bancos centrais é crucial para a credibilidade.

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Os líderes afirmaram seu comprometimento com o desenvolvimento de regras e outros instrumentos para implementar um acordo tributário global alcançado ano passado para que os novos regulamentos entrem em vigor em 2023.

Eles também prometem “fazer mais para garantir o sucesso a longo prazo” da reestruturação da dívida comum do G20 para países pobres, embora essa linguagem também esteja entre parênteses.

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