Marfrig informa que vai "brigar" por representantes no conselho da BRF

Depois de adquirir participação de cerca de 33% na BRF, a Mafrig mudou de ideia e decidiu que deve exercer direitos de influência..

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Rodolfo Buhrer/Reuters
Rodolfo Buhrer/Reuters

A Marfrig é o maior acionista da BRF, mais importante produtora de carne de aves do Brasil e líder global na exportação do produto

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A Marfrig Global Foods informou hoje (21) que pretende inserir representantes no Conselho de Administração da companhia de alimentos BRF, após ter obtido participação de cerca de 33% na dona de marcas como a Sadia.

A Marfrig, atualmente o maior acionista da BRF, disse em nota ao mercado que o seu conselho decidiu que a companhia deve exercer seus direitos de acionista para passar a influenciar na administração da maior produtora de carne de aves do Brasil, líder global na exportação do produto.

Anteriormente, a Marfrig havia indicado que não pretendia, com a compra de ações, influenciar na administração da empresa. Gigante da produção de carne bovina, com ativos também nos Estados Unidos, a multinacional começou a comprar ações da BRF em maio de 2021, afirmando que o movimento visava apenas diversificar investimentos.

Agora, segundo o comunicado de hoje (21), uma chapa de candidatos para o conselho será apresentada à BRF para a próxima assembleia geral ordinária.

A BRF – que também tem entre os principais acionistas os fundos de pensão Petros e Previ, além da gestora de recursos Kapitalo Investimentos – levantou recentemente R$ 5,4 bilhões em uma oferta de ações (“follow-on”), em uma operação que levou players do mercado a especularem se a Marfrig poderia adquirir uma participação controladora sem o risco de acionar um mecanismo de “poison pill”.

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“Pílulas de veneno”, na tradução literal, são as táticas criadas por empresas para desencorajar, ou ate mesmo impedir, aquisições hostis de companhias no mercado de capitais.

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O estatuto da BRF, por exemplo, exige que um investidor que atinja 33,33% de participação na empresa faça uma oferta pública de aquisição de todas as ações remanescentes.

No entanto, os acionistas da Marfrig acabaram por autorizar a participação na oferta apenas dentro do “limite de sua participação societária no capital social da BRF”, que atualmente é de 33,25%.

O último movimento da Marfrig ocorre quase três anos após fracassadas negociações de fusão entre as duas empresas.

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