Preços ao produtor no Brasil fecham 2021 com alta recorde de 28,39%

IPP teve a primeira queda mensal em dois anos, mas registrou maior aumento acumulado desde 2014.

Reuters
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Dado Ruvic/Reuters
Dado Ruvic/Reuters

O refino de petróleo e biocombustíveis foi um dos destaques da alta dos preços ao produtor em 2021

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Os preços ao produtor no Brasil tiveram em dezembro a primeira queda em mais de dois anos, mas ainda assim fecharam 2021 com avanço recorde na série histórica iniciada em 2014 pressionados por fatores como câmbio, alta de matérias-primas e o clima.

Em dezembro, o IPP (Índice de Preços ao Produtor) registrou recuo de 0,12% na comparação com novembro, quando houve alta de 1,46%. Foi o primeiro resultado negativo depois de 28 meses, de acordo com os dados de hoje (1) do IBGE.

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Apesar disso, os preços na indústria fecharam o ano de 2021 com alta acumulada de 28,39%, taxa recorde, depois de avanço de 19,38% em 2020.

“Podemos enumerar, o câmbio (como fator para o resultado de 2021), cuja depreciação chegou a quase 10%; o comportamento do mercado ao longo do ano, com aumentos consideráveis no preço do minério de ferro, do óleo bruto de petróleo, de alimentos como açúcar e carne“, explicou o gerente do IBGE, Alexandre Brandão.

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Ele ainda destacou o impacto da pandemia nas cadeias produtivas, bem como o clima, explicando que o inverno foi rigoroso e causou problemas nas safras do açúcar e do café, por exemplo.

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Entre as 24 atividades analisadas, o IBGE apontou que as duas maiores quedas em dezembro ocorreram nas indústrias extrativas (-12,77%) e de metalurgia (-3,27%).

No ano, os destaques ficaram para refino de petróleo e biocombustíveis (69,72%), outros produtos químicos (64,09%), metalurgia (41,79%) e madeira (40,76%).

O IPP mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, isto é, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação.

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