Liqi, plataforma de tokenização, lança corretora de criptoativos

Contando com o Itaú Unibanco como sócio, empresa pretende conquistar market share de 5% em 2022.

Isabella Velleda
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Picture Aliiance/Getty Images
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Essa é a segunda vez que Daniel Coquieri, CEO da Liqi, lança uma exchange; a primeira foi a BitcoinTrade

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A Liqi, plataforma de tokenização que recebeu um aporte de R$ 27,5 milhões no início do ano, acaba de anunciar o lançamento de sua própria corretora de criptoativos. O objetivo da empresa é ocupar, até o final do ano, um market share de 5% no Brasil, e transacionar R$ 1,2 bilhão em volume de criptomoedas.

Segundo Daniel Coquieri, CEO da Liqi, esse é um próximo passo lógico dentro dos planos da empresa: “No final do dia, nós queremos ser uma plataforma de distribuição de ativos digitais focada em oferecer para o investidor uma gama de produtos.”

Atualmente, a Liqi conta com duas frentes: a Tokenize, que permite que empresas criem frações digitais de seus ativos; e outra, também chamada Liqi, voltada para o investidor de varejo, que funciona como uma plataforma onde pessoas físicas compram e vendem os tokens emitidos. A corretora irá integrar essa segunda frente.

Para se diferenciar da concorrência, a Liqi quer oferecer experiência do usuário otimizada, maior segurança, atendimento personalizado e taxas mais atrativas.

“Nós vamos entrar como uma plataforma muito parecida com as outras, mas vamos buscar preencher algumas lacunas para encontrar o nosso espaço”, diz o CEO. “O mercado ainda vai crescer muito, e ele não vai ser ocupado por uma única plataforma.”

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Plataforma de negociação de criptoativos da Liqi

Neste primeiro momento, a plataforma iniciará as operações com as duas principais criptomoedas do mercado: bitcoin e ethereum. Até o final do ano, o objetivo é ter mais de 50 ativos disponíveis para negociação.

A escolha desses ativos, segundo o CEO, ocorrerá de forma cuidadosa, a fim de incluir apenas criptos promissoras. Para isso, serão analisados os fundamentos do projeto por trás do ativo, o time envolvido, e a liquidez – ou seja, a demanda por negociações que esse ativo tem ao redor do mundo.

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Todos esses processos, porém, não são novidade para Coquieri, que, em 2017, fundou a corretora BitcoinTrade. A empresa se tornou a segunda maior exchange do país em volume negociado e foi comprada pela argentina Ripio no início do ano passado.

“Em 2017, não havia tantos players estabelecidos neste mercado, e eu acho que isso nos ajudou a nos posicionar como líderes”, diz o CEO. “Mas eu acho que a bagagem de quatro anos que eu tive vai nos auxiliar a conquistar espaço novamente, apesar de esta não ser a nossa única frente de atuação.”

O executivo ressalta que serão destinados cerca de R$ 6 milhões para o marketing da plataforma neste ano.

A Liqi tem outros lançamentos planejados para 2022. Em maio, a intenção é inaugurar um marketplace de NFTs (token não-fungíveis), seguindo um modelo parecido com o da OpenSea. O lançamento de uma vertical de protocolos DeFi (finanças descentralizadas) também está nos planos.

Na visão do CEO, o mercado de criptomoedas deve se distanciar um pouco em 2022 do ritmo de crescimento visto nos últimos anos. Por outro lado, a consolidação do setor deve aumentar: “Vamos ver o que realmente é ‘hype’ e o que realmente veio pra ficar”, diz ele.

O lançamento da corretora da Liqi acontecerá em 4 de abril, mas durante o evento BitSampa, neste sábado (26), no Expo Center Norte, em São Paulo (SP), a plataforma estará disponível para cadastros.

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