Queda do bitcoin e de outras criptomoedas causa temores sobre ‘crash’ ainda maior

Mercado de criptomoedas como um todo perdeu quase R$ 1,8 trilhão desde o início de abril.

Billy Bambrough
Compartilhe esta publicação:
Imagem/Unsplash
Imagem/Unsplash

Analistas alertam que um “desastre nos mercados financeiros” poderia empurrar o preço do bitcoin para menos de US$ 30 mil (R$ 141 mil)

Acessibilidade


Bitcoin, ethereum e outras grandes criptomoedas têm registrado fortes quedas. O preço do bitcoin, a criptomoeda mais valorizada do mercado, voltou ao patamar de US$ 40 mil (R$ 188 mil).

O bitcoin foi negociado em torno de US$ 40 mil por boa parte de 2022, oscilando com as altas e baixas do mercado como um todo. Enquanto isso, o preço do ethereum caiu abaixo de US$ 3 mil (R$ 14,1 mil) pela primeira vez desde meados de março.

LEIA TAMBÉM: O que é DeFi? Conheça as finanças descentralizadas

O mercado de criptomoedas como um todo perdeu quase US$ 400 bilhões (R$ 1,8 trilhão) desde o início de abril, levando consigo as dez principais criptomoedas, incluindo a BNB, da Binance, a XRP, da Ripple, solana, cardano, luna e avalanche. Analistas alertam que um “desastre nos mercados financeiros” poderia empurrar o bitcoin para menos de US$ 30 mil (R$ 141 mil).

“O sinal para uma quebra da tendência de leve alta seria uma consolidação abaixo dos US$ 38 mil (R$ 178,3 mil)”, escreveu Alex Kuptsikevich, analista sênior de mercado da FxPro, em comentários por email. “Se os investidores cederem à pressão, a moeda poderá ser empurrada para a faixa entre US$ 32 mil (R$ 150,4 mil) e US$ 35 mil (R$ 164,5 mil) sem muita resistência”.

Inscreva-se para receber a nossa newsletter
Ao fornecer seu e-mail, você concorda com a Política de Privacidade da Forbes Brasil.

A queda do bitcoin e das demais criptomoedas ocorreu antes da abertura do pregão de hoje (18), após um longo fim de semana de feriado nos Estados Unidos. Os investidores se preparam para uma semana de balanços financeiros e discursos dos membros do Federal Reserve, o banco central norte-americano.

Na semana passada, dados mostraram que a inflação dos Estados Unidos em março subiu 8,5% na base anual, o maior avanço desde dezembro de 1981, e autoridades do Fed prometeram fazer o que for preciso para controlar os preços. 

No entanto, analistas do Goldman Sachs alertaram que o Banco Central dos EUA enfrentará desafios para esfriar a inflação sem causar uma recessão, colocando as chances de a economia contrair em cerca de 35% nos próximos dois anos.

“Estamos cada vez mais preocupados com um verão [no hemisfério norte] de turbulência e volatilidade”, escreveu Eric Robertsen, estrategista-chefe do Standard Chartered, em nota divulgada pela Bloomberg. 

Art Hogan, estrategista-chefe de mercado da National Securities, coloca a chance de recessão este ano em 35%, “mas não é o nosso caso base”, informou a Reuters. “À medida que as preocupações com uma recessão iminente diminuem, acho que a procura por ativos mais seguros também diminui”, disse Hogan à agência de notícias.

“Um cenário de consolidação abaixo de US$ 30 mil exigiria um desastre absoluto nos mercados financeiros“, acrescentou Kuptsikevich.

Na semana passada, Arthur Hayes, cofundador da exchange de criptomoedas BitMEX, revelou que teme que os preços do bitcoin e do ethereum possam ceder muito mais nos próximos meses. Hayes espera que o preço do bitcoin caia para US$ 30 mil nos próximos dois meses e que o preço do ethereum chegue a US$ 2.500 (R$ 11,7 mil).

“Bitcoin e ethereum chegarão ao fundo bem antes que o Fed afrouxe sua política monetária”, escreveu ele em seu blog, acrescentando que aposta em um “crash” nos preços das criptomoedas até, no máximo, junho.

Compartilhe esta publicação: