Rússia diz querer manter relações com Ocidente apesar de diplomatas expulsos

Vários países europeus, entre eles França, Bélgica, Holanda e Itália, expulsaram um grande número de diplomatas russos nos últimos dias.

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Francois Lenoir/Reuters
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Vice-chanceler russo, Alexander Grushko

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A Rússia quer manter relações diplomáticas com países ocidentais apesar de uma série de expulsões de seus diplomatas, disse o vice-chanceler russo, Alexander Grushko, hoje (6).

Vários países europeus, incluindo França, Bélgica, Holanda e Itália, expulsaram um grande número de diplomatas russos nos últimos dias.

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As medidas coincidem com a indignação em toda a Europa por relatos da descoberta de valas comuns e de assassinatos de civis na cidade ucraniana de Bucha após a saída das forças russas que conduzem o que Moscou chama de “operação especial” na Ucrânia.

Grushko disse à agência Interfax que a Rússia, que se comprometeu a responder às expulsões, está avaliando as decisões dos países europeus.

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“No entanto, nossa posição permanece absolutamente a mesma: defendemos que os canais diplomáticos permaneçam abertos.”

Grushko disse que os países europeus que interrompem o trabalho de diplomatas russos estão prejudicando seus próprios interesses e alertou contra qualquer ação potencial contra o enclave russo de Kaliningrado, entre a Polônia e a Lituânia na costa do Báltico.

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“Eu realmente espero que o bom senso na Europa não permita que nenhum jogo seja iniciado em Kaliningrado”, afirmou ele à TASS. “Acho que muitos entendem que isso seria brincar com fogo.”

Grushko disse ainda que a Rússia “não tem contato com a Otan.”

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