Ações do Magazine Luiza (MGLU3) caem mais de 11% após resultados negativos

Varejista divulgou um prejuízo de R$ 99 milhões nos três primeiros meses deste ano; veja o que dizem os analistas

Naty Falla
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SOPA Images/Getty Images

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Os papéis do Magazine Luiza (MGLU3) estão entre as maiores quedas do pregão de hoje (17), perdendo apenas para Hapvida (HAPV3). As ações da varejista terminaram o dia com perdas de 11,46%, negociadas a R$ 3,94.

Ontem (16), a empresa reportou prejuízo ajustado de R$ 99 milhões no primeiro trimestre, reflexo de uma fraca performance das lojas físicas e maiores despesas financeiras. No mesmo período do ano passado, houve um lucro de R$ 81,5 milhões.

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A empresa apurou 2,8% de queda nas vendas no varejo físico , enquanto as vendas do marketplace e do comércio eletrônico tiveram alta de 16%. A receita foi de R$ 8,76 bilhões, ante os R$ 8,25 bilhões reportados no mesmo período de 2021.

O que dizem os analistas

Os resultados do Magazine Luiza ficaram em linha com as estimativas de receita e acima da projeção de rentabilidade do Itaú BBA.

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Para os analistas do banco, o trimestre foi fraco em termos de vendas. O principal destaque foi o ganho de margem bruta, resultados da capacidade da empresa de repassar a inflação, o que compensou os impactos da atividade promocional no trimestre.

“Em uma nota negativa, a empresa registrou um desembolso de caixa de R$ 3,8 bilhões no trimestre no 1T22, um pilar que os investidores devem focar nos próximos trimestres”, alertam os especialistas do Itaú BBA.

Já a Ativa Investimentos aponta que o Magazine Luiza reportou um resultado superior às expectativas de seus analistas. Os números foram impulsionados pelo marketplace, que cresceu mais que o Mercado Livre no trimestre. No entanto, a performance das lojas físicas ainda segue pressionada.

“Para os próximos trimestres, esperamos um cenário ainda desafiador para as vendas, mas o maior controle de despesas, repasse de custos e a maior participação do 3P (modalidade onde a própria loja coleta os pedidos e realiza a entrega para o cliente final) deverão proporcionar estabilidade de margens”, afirmam os analistas da corretora.

O Goldman Sachs diz esperar que os investidores se concentrem agora no futuro, especialmente no que diz respeito à recuperação das vendas nas lojas.

“O feedback antecipado do segundo trimestre parece ser um bom presságio, as perspectivas para o crescimento do GMV [volume bruto de mercadorias, na sigla em inglês], da rentabilidade e da geração de caixa”, afirmam os especialistas em relatório.

O banco acredita que há mais trabalho pela frente para que a varejista recupere a confiança dos investidores em termos de crescimento: “Ainda há espaço para uma melhoria gradual do desempenho das lojas, apoiando os resultados nos próximos trimestres. O banco manteve a classificação das ações em “comprar”.

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