Ibovespa fecha no vermelho impulsionado por quedas em Wall Street

Dados de emprego nos EUA aumentam apostas na alta de juros; dólar comercial recuou 0,20%, a R$ 4,77

Naty Falla
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O principal índice da Bolsa brasileira fechou o pregão desta sexta-feira (3) em queda de 1,15%, aos 111.102 pontos, acompanhando o recuo dos pares norte-americanos. Na semana, o Ibovespa teve queda de 0,75%.

Os índices dos Estados Unidos foram impulsionados pela divulgação do relatório Payroll. Os dados de emprego mostraram que a economia abriu 390 mil postos de trabalho fora do setor agrícola no mês passado, acima das previsões, enquanto a taxa de desemprego ficou em 3,6%.

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Romero de Oliveira, head de renda variável da Valor Investimentos, explica que, apesar dos dados do mercado de trabalho virem acima do esperado, eles reforçam uma perspectiva de um movimento mais forte nos juros: “Com isso, cresceu possibilidade do Federal Reserve (banco central dos EUA) aumentar em 0,75%”.

Por lá, Dow Jones perdeu 1,05%, aos 32.899 pontos; S&P 500 caiu 1,63%, aos 4.108 pontos; Nasdaq recuou 2,47%, aos 12.012 pontos. O dólar comercial teve queda de 0,20%, a R$ 4,77.

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Quem também acompanhou o mau humor dos mercados internacionais foi a Europa. Por lá, as Bolsas encerraram a sessão em queda, com o FTSE 100, do Reino Unido, fechado por conta do feriado.

STOXX 600 perdeu 0,31%; DAX 30 recuou 0,17%; CAC 40 desvalorizou 0,23%; FTSE MIB registrou baixa de 1,06%; IBEX 35 caiu 0,22%.

Brasil

No cenário doméstico, além dos dados do Payroll, a queda também foi puxada pela curva de juros brasileira que sobe, com o DI para 2023 chegando a 13,45%. “Isso acontece pelo risco fiscal, vindo pela notícia da possibilidade de subsidiar combustíveis, o que historicamente no país gera recessão”, explica Rafael Marques, especialista em finanças e CEO da Philos Invest.

Por aqui, a segunda maior alta do dia ficou para as ações ordinárias da Petrobras (PETR3), com alta de 2,55%, na esteira de mais uma alta no preço do petróleo. Segundo João Beck, economista e sócio da BRA, o mesmo efeito só não foi imitado pelas ações da Vale (VALE3), refletindo a alta também do preço do minério, por conta de uma realização de lucros frente às altas fortes recentes da empresa.

Ainda no cenário positivo, se destacaram os papéis da Natura (NTCO3), com alta de 2,75%; seguida de Petrobras ON e Petrobras PN (PETR4), com altas de 2,55% e 1,75%, respectivamente; Qualicorp (QUAL3), avançou 1,74%; Taesa (TAEE11) subiu 1,23%.

Do lado oposto, as ações de Méliuz (CASH3) ficaram no topo do ranking das maiores quedas, com desvalorização de 6,74%. Na mesma esteira, estão os papéis de Americanas (AMER3), que caiu 5,83%; Yduqs (YDUQ3) desvalorizou 5,59%; Magazine Luiza (MGLU3) perdeu 5,53% e Rede D’or (RDOR3) perdeu 4,36%.

Na agenda econômica, por aqui foi divulgada a produção industrial de abril pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostrou uma variação positiva de 0,14%, atendendo as expectativas do mercado.

No radar corporativo, a atenção ficou voltada para o início do período de reserva de ações da Eletrobras, que passa por processo de desestatização. A reserva ficará disponível até a próxima quarta-feira (8), com valor mínimo para a aplicação através do FGTS é de R$ 200. O investimento tem período mínimo de 12 meses.

Já para a pessoa física, a compra direta de ações, sem o uso do FGTS, tem um valor mínimo de R$ 1 mil e máximo de R$ 1 milhão.

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