Oli dobra aposta em live commerce e quer faturar R$ 25 milhões

Criada em 2021, plataforma atende grandes varejistas de moda, como a Riachuelo, do grupo Guararapes (GUAR3), e Malwee

Naty Falla
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Foto mostra os sócios da Oli, sendo 3 homens e 2 mulheres
Divulgação

Desde a criação, a plataforma de tecnologia já produziu 130 lives.

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O live commerce, como são chamadas as transmissões ao vivo que mostram e vendem produtos pela internet, ganhou espaço durante a pandemia. Na China, pioneira e líder no mercado de livestream, a previsão é que até o final de 2023 mais de 45% dos consumidores online irão realizar compras via transmissões ao vivo, segundo levantamento do eMarketer.

Foi de olho nesse cenário de crescimento que Bernardo Dinardi e os sócios-fundadores Isa Domingues, Rodrigo Cartacho (fundador do Sympla), Danilo Tanaka e Ludmila Tavares decidiram criar a Oli em 2021. Com menos de um ano no mercado, a plataforma de live commerce projeta faturar R$ 25 milhões até o final de 2022.

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O negócio vai na contramão do setor de varejo tradicional: enquanto este foi duramente afetado pelas medidas de combate ao coronavírus, os livestreams da Oli prosperaram junto com o boom do e-commerce.

Bernardo Dinardi, CEO da Oli, diz à Forbes Brasil que a reabertura do comércio não afetou negativamente a empresa, mas sim complementou o negócio: “O live commerce se tornou mais um canal de vendas das grandes marcas”, resume ele.

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Hoje, a plataforma tem como principais clientes varejistas de moda, como a Riachuelo, do grupo Guararapes (GUAR3), a Malwee, a AnaCapri e a Ginger, marca da atriz Marina Ruy Barbosa. Por mais que a Oli esteja focada neste setor, Dinardi afirma que a empresa está abrindo o leque para outros mercados, como o de eletrônicos, skincare e real estate (mercado imobiliário).

Além das transmissões ao vivo, a empresa tem estrutura própria para a produção do também chamado live shopping, o que inclui o desenvolvimento da estratégia da campanha e do conteúdo, a seleção e o treinamento de influenciadores e o fornecimento de estúdios próprios para as gravações.

De acordo com o executivo, o sucesso das compras ao vivo é um reflexo dos novos hábitos de consumo. Para ele, o ponto mais importante do live commerce é o alcance, que permite que as marcas cheguem a todas as regiões do Brasil e ao mundo todo, diferentemente da estrutura presencial, que traz limitações.

Embora pareça uma competição entre o mundo físico e virtual, o CEO da Oli diz que a ideia não é uma disputa: “A plataforma de live commerce veio para complementar a organização das lojas físicas, e não para acabar com o sistema presencial”.

Estratégias em meio à aceleração da internet

Os vídeos curtos predominam como tendência nas redes sociais. O TikTok, por exemplo, foi o aplicativo mais baixado em todo o mundo no primeiro trimestre de 2022, de acordo com dados do Sensor Tower. Seguindo os mesmos passos, Instagram e YouTube também lançaram ferramentas parecidas – Reels e Shorts, respectivamente.

Dinardi, no entanto, afirma que a preferência por conteúdos rápidos não é um problema para a Oli, já que a plataforma vai além das transmissões ao vivo, que normalmente duram entre 30 a 50 minutos.

“Temos sim um conteúdo mais extenso, mas desdobramos o material em mini cápsulas para a criação do pós-live. Com isso, a pessoa também pode consumir esse conteúdo de forma mais rápida”, explica.

“As novas gerações já aprenderam que não precisam estar de forma 100% presencial dentro de um ambiente. As empresas precisam se posicionar dentro desse mercado óbvio para os próximos anos. Países que representam tendências já mostram uma curva de crescimento forte, principalmente para o varejo. É importante abraçar esse caminho para que lá na frente elas não precisem voltar atrás”, ressalta Dinardi.

R$ 15 Milhões em menos de um ano

Desde a criação, a plataforma de tecnologia já produziu 130 lives que movimentaram cerca de R$ 15 milhões em vendas. O faturamento de R$ 25 milhões para este ano tem um porquê, segundo o CEO: “A Oli nasceu com uma estrutura avançada, o que é fundamental para conseguirmos alcançar desafios financeiros em um curto espaço de tempo”.

“Nascemos com investimentos próprios, então todo o faturamento será reinvestido. A gente quer alcançar outros objetivos, como ir para o mercado internacional e trazer lançamentos de novos produtos. Além disso, estamos atentos às novas tecnologias”, diz Dinardi.

O metaverso é uma das inovações que está no radar da Oli. “É a tendência normal do mercado, então sempre vamos dar um passo à frente da conversão dentro de novos ambientes. Se o mercado está indo para a realidade virtual, então também estaremos lá”, diz o CEO.

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