Filho do fundador critica aumento dos salários da diretoria da Via

Klein afirmou que a remuneração teve aumento injustificado e que "o robusto pacote" não condiz com a rentabilidade da companhia nos últimos anos.

Reuters
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Foto: Divulgação/Via
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Loja das Casas Bahia, marca da Via.

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O principal acionista e filho do fundador da varejista Via (VIIA3), Michael Klein criticou duramente a administração da empresa pelo aumento da remuneração da diretoria em 2022.

Numa carta à assembleia de acionistas que aprovou a proposta, Klein diz que a remuneração de R$ 105 milhões teve aumento injustificado e que “o robusto pacote” não guarda correlação direta com a rentabilidade da companhia nos últimos anos, especialmente se comparada a concorrentes como Magazine Luiza (MGLU3) e Americanas (AMER3).

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Apesar da abstenção de Klein e seus veículos de investimento, que detêm 10,2% do capital da companhia, a proposta de remuneração acabou sendo aprovada em assembleia no dia 8 de julho, mostra ata divulgada nesta quinta-feira (14).

Em documento também presente na ata, a Via chamou de “visões infundadas” as manifestações de Klein, com “equívocos” de ordem técnica, fática e lógica.

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A Via teve prejuízo contábil de R$ 297 milhões em 2021, enquanto o resultado operacional ficou positivo em R$ 538 milhões.

No ano passado, os papéis da Via acumularam um declínio em torno de 67,5%, contra 71% de Magazine Luiza e 58% de Americanas. Em 2022, contabilizam perdas de cerca de 52%, 60,5% e 46%, respectivamente.

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