O impacto social dos negócios

Uma corporação é muito mais que um CNPJ ou uma ação no mercado financeiro: é uma extensão do Estado; uma artéria importante em uma comunidade

Flávio Rocha
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Foto: Freepik
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Os grupos empresariais atingem de forma singular a dimensão socioeconômica do nosso país

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A evolução dos tempos abriu novas interpretações sobre o papel social das pequenas, médias e grandes empresas na sociedade. Hoje, podemos conjecturar que uma corporação empresarial é um bem social, antes mesmo de ser um bem que pertence ao empresário. Tal afirmação pode parecer um devaneio, mas, você empresário, já parou para pensar que suas ações são muito mais do que lucros, e que elas impactam diretamente a sociedade onde seu negócio está inserido?

Em pleno século 21, ninguém nega o pertencimento de um ativo a um empresário, com suas cotas ou ações, mas podemos afirmar, cada vez mais, que uma empresa que cumpre um trabalho comunitário transcende a ideia de uma unidade econômica agindo no mercado. Ela passa a compor uma teia de relações que repercutem de forma ampla, e salta à ideia da simples alocação de postos de trabalho e recolhimento de impostos, passando a ser vista como uma instituição que cuida do local a qual pertence: bairro, cidade ou, até mesmo, um estado.

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Se pensarmos com mais profundidade, podemos ver que nossos grupos atingem, de forma singular, a dimensão socioeconômica do nosso país – e porque não do mundo. Aos nossos consumidores oferecemos produtos de qualidade que buscam cada vez mais em seus processos mitigar os impactos ao meio ambiente. Por isso, uma corporação é muito mais que um CNPJ ou uma ação no mercado financeiro: é uma extensão do Estado; uma artéria importante em uma comunidade e no seu entorno.

No Grupo Guararapes, nós tentamos ir além, e criamos, no ano passado, o Instituto Riachuelo. Nosso objetivo era o de estimular o crescimento econômico e humanitário no sertão do Rio Grande do Norte por meio da geração de trabalho e renda. Com a missão de ampliar o empenho do Grupo Guararapes por uma sociedade mais justa, levando novas possibilidades à população, fomentando novas ideias de negócios aos moradores e apoiando seu desenvolvimento empresarial, social e cultural.

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Hoje já impactamos diretamente 250 empreendedores, beneficiamos cerca de 50 mil pessoas e comemoramos um ano de Instituto em um momento que coincidiu com o Dia das Mães. Nesta data tão especial, celebramos com 1.500 mulheres guerreiras, assistidas pela Instituição: costureiras, bordadeiras e artesãs. Como uma forma de agradecê-las por acreditar no Instituto, e para levá-las a experienciar a ida ao teatro (algo inédito para muitas), comemoramos com um show exclusivo, no Teatro Riachuelo, em Natal (RN).

O que queremos é dar apoio para que todos cheguem cada vez mais longe. Isto é a função social de uma empresa: identificar as particularidades de um território, encorajar as pessoas a irem além e darem novos passos – quando não saltos.

Por fim, gosto de lembrar o que digo a todos meus amigos: o objetivo de qualquer corporação deve ser, além de oferecer um serviço de excelência, promover o desenvolvimento, com ações integradas que promovam a garantia dos direitos dos cidadãos. E é com base nisso que o Grupo Guararapes tem criado ações e serviços, direcionado suas iniciativas para colaborar com o propósito de um mundo melhor.

Flávio Rocha é presidente do conselho de administração do Grupo Guararapes.

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

Coluna publicada na edição 97, de maio de 2022

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