A importância de se reinventar

Não vamos nos espantar com cada vez mais pessoas trabalhando em formatos híbridos, ou apenas em home office

Flávio Rocha
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Modelos de trabalho vêm mudando com o tempo

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Atualmente, o ambiente de trabalho é multigeracional. Pequenas, médias e grandes corporações funcionam com colaboradores de diferentes idades, logo, distintas gerações. São pessoas com expectativas e experiências, muitas
vezes, diferentes de seus empregadores e líderes.

As diferenças de gerações não são um fenômeno novo, e existe até uma teoria na sociologia: a Lacuna Geracional, da década de 1960 do século passado, que, até hoje, é aproveitada por profissionais de marketing. A tese trata do direcionamento de produtos às mais diversas faixas etárias na esperança de torná-los obrigatórios em um dado novo momento e, assim, aumentar as vendas. Por isso, as coisas entram e saem de moda – e nós compramos a última tendência deixando de lado a moda de ontem.

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Todavia, não é tão simples assim no local de trabalho, afinal, as pessoas não são commodities. Por isso, não basta considerar apenas a idade ao planejar suas estratégias de talentos no local de trabalho, uma vez que essa complexidade exige ajustes em torno do envolvimento, comunicação, colaboração e desempenho dos funcionários.

Supor que todas as pessoas que se enquadram em faixas etárias definidas têm as mesmas atitudes, traços de personalidade e habilidades beira a discriminação no local de trabalho. Trabalha-se cada vez mais na inclusão das mais distintas gerações – e a Riachuelo não fica para trás. Evoluímos a ponto de poder construir ambientes de trabalho capazes de reunir e produzir com cabeças criadas, educadas e evoluídas em momentos diferentes da história.

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Trata-se de uma alteração com um peso simbólico inédito. Dito que era impensável, em alguns momentos da história, jovens comandando profissionais de gerações passadas ou uma mistura tão heterogênea de idades. Tal mudança criou desafios. Fomos obrigados a executar um ambiente profissional capaz de aproveitar a versatilidade – quando não velocidade – dos colaboradores da Geração Z, ou até mesmo os não tão jovens millenials, com a experiência dos mais velhos em um terreno que gere muito mais que resultados e comprima ruídos causados pela diversidade de ideias, paixões e referências. O efeito: resultados profissionais que transcendem a idade dos funcionários. Tudo porque cada geração tem experiências definidoras que ajudaram a moldar seus valores.

É importante considerar como essas diferenças culturais, temporais ou sociais podem afetar a maneira como você gerencia cada geração no ambiente organizacional, mas deve-se respeitar o fato de que independentemente da geração, uma personalidade vai surgir na sua corporação com o pioneirismo e espírito aventureiro para encarar novas maneiras de fazer as coisas – e mudar sua empresa.

Não se espante com as diferenças.

Cada um tem seus métodos e preceitos, assim como não vamos nos espantar com cada vez mais pessoas trabalhando em formatos híbridos, ou apenas em home office, pois é a evolução e a integração de novas formas de organização de trabalho batendo à sua porta. Bem-vindos ao futuro.

Flávio Rocha é presidente do conselho de administração do Grupo Guararapes.

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

Coluna publicada na edição 98, de junho de 2022.

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