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Carreira

10 executivas contam quais foram os maiores riscos que correram na carreira

Elas são a prova de que, apesar da insegurança, arriscar-se é essencial para construir uma trajetória profissional de sucesso

3 min
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DivulgaçãoGabriela Diuana é diretora de Gente, Cultura e Inovação da Cogna Educação

A necessidade de se reinventar ao longo da carreira impõe a tomada de riscos, algo que nem sempre é confortável. Uma pesquisa mundial da gigante de tecnologia HP realizada há alguns anos apontou que, quando o assunto é a candidatura à uma promoção, as mulheres precisam ter certeza de que possuem 100% das atribuições exigidas. Se tiverem “apenas” 99%, elas nem cogitam o cargo. Enquanto isso, os homens precisam de aderência a 60% das exigências para se candidatarem ao posto.

Diante da predominante liderança masculina nas organizações, a insegurança é um fator decisivo nos processos seletivos. Para além da desvantagem na concorrência de cargos por conta do gênero, a falta de representatividade feminina fragiliza ainda mais a confiança na hora de novos desafios. Em uma pesquisa feita pelo programa de liderança feminina Springboard, 65% das mulheres revelaram que evitam posições de liderança por achar que são incapazes de conciliar as tarefas de casa e do trabalho. Além disso, 58% dispensam uma promoção por achar que seria muito “estressante”.

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Esse “combo” estrutural, que faz com que as mulheres em posições seniores sejam raridade, acaba fragilizando a tomada de risco até mesmo para assumir um cargo novo, uma promoção ou um desafio maior. Na contramão dessa realidade, no entanto, o relatório “Women in Business and Management: The Business Case for Change”, realizado pela ONU, aponta que companhias com diversidade de gênero são mais produtivas, rentáveis, criativas e inovadoras. Além disso, 57% dos entrevistados disseram perceber melhorias na imagem pública da empresa quando essa proporção é mais equilibrada.

É muito difícil prever os efeitos da mudança de rumo na carreira e, para as mulheres, o peso da tomar um risco consciente significa encarar retrocessos sociais ainda vigentes. Desde a comunicação não inclusiva e o peso da maternidade até a falta de referências de liderança, muitas coisas impactam a escolha desse caminho. As executivas ainda sentem na pele a necessidade de comprovar seu valor e saber se posicionar não só como empresária, mas como mulher.

Líderes mulheres, em geral, tendem a achar que nunca estão preparadas para o desafio que lhes é apresentado. Mas a grande verdade é que, na maioria das vezes, ninguém está – incluindo os homens. Com a pandemia, muita gente percebeu que momentos de incerteza são a chave que faltava para trazer novos perfis ao mercado de trabalho e reestruturar completamente a forma como as empresas funcionam. Não se deixar levar pela dúvida – ou pelo medo – pode ser a diferença para uma carreira bem-sucedida.

Veja, na galeria de fotos a seguir, 10 executivas que encararam os desafios de frente, correram riscos e hoje ocupam posições de destaque em seus setores:

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