Estudo da Fitbit indica que relógio pode detectar Covid-19 um dia antes do surgimento dos sintomas

Pesquisa leva em consideração frequência respiratória e cardíaca para identificar infecções precocemente .

Andrew Williams
Compartilhe esta publicação:
Getty Images
Getty Images

Fitbit anunciou uma das primeiras descobertas de seus estudos sobre a Covid-19

Acessibilidade


A Fitbit, empresa norte-americana de relógios inteligentes e dispositivos “vestíveis”, anunciou uma das primeiras e mais fascinantes descobertas de seus estudos sobre a Covid-19, que têm como objetivo encontrar um algoritmo capaz de identificar infecções precocemente.

Segundo a pesquisa, o dispositivo pode detectar metade das infecções por coronavírus um dia antes do aparecimento de sintomas, com 70% de precisão.

LEIA MAIS: As 10 maiores transformações digitais de 2020: conclusões do pós-pandemia

O diretor de pesquisa da companhia, Conor Heneghan, fez uma postagem sobre o estudo no blog da Fitbit com algumas conclusões importantes. Uma delas é que a fadiga é um dos sintomas mais comuns relatados pelos infectados. E apenas 55% dos infectados, registraram febre, sugerindo que “a triagem de temperatura por si só pode não ser suficiente para comprovar a doença”.

A frequência respiratória, a variação da frequência cardíaca (VFC) e a frequência cardíaca em repouso são as métricas que o Fitbit usa para localizar uma infecção precocemente. A VFC diminui, enquanto a frequência respiratória e cardíaca aumentam à medida que o sistema imunológico responde ao vírus.

Inscreva-se para receber a nossa newsletter
Ao fornecer seu e-mail, você concorda com a Política de Privacidade da Forbes Brasil.

“Essas métricas começam a sinalizar mudanças quase uma semana antes dos pacientes relatarem sintomas”, escreveu Heneghan.

Uma questão óbvia é se outras doenças também podem causar alterações semelhantes na respiração, na frequência cardíaca e na VFC. No entanto, o estudo Fitbit continua: essas são observações iniciais, não conclusões finais.

Até o momento, mais de 100.000 usuários do Fitbit nos Estados Unidos e no Canadá se inscreveram para o estudo. Os 1.000 casos de Covid-19 relatados deste grupo são a base para os resultados.

O estudo da empresa é apenas um dos vários que usam tecnologia “vestível” para tentar identificar o coronavírus e analisar a recuperação dos pacientes. King’s College, em Londres, e a Universidade da Califórnia também lançaram programas para avaliar como os “wearables” podem ajudar na pandemia.

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Compartilhe esta publicação: