Cloud pode reduzir a emissão de CO², 5G, IA, Pix, EmbraerX, Microsoft & Muito Mais

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TENDÊNCIAS GLOBAIS

Cloud pode reduzir a emissão de CO² em quase 60 milhões de toneladas por ano

Uma redução anual de 60 milhões de toneladas de CO² equivale a 22 milhões de carros a menos nas ruas. Foi esse grande impacto que a Accenture revelou como comprovação de que a tecnologia em nuvem pode impulsionar uma diminuição de aproximadamente 5,9% nas emissões de carbono do setor de tecnologia da informação. Além do caráter sustentável, a análise da companhia, que levou em conta dados coletados junto a clientes, também mostra uma redução de gastos de até 40% na utilização de uma nuvem pública. Esse benefício financeiro é impulsionado pela maior flexibilidade da força de trabalho, melhor utilização do servidor e uma infraestrutura com maior eficiência energética. “Ter cloud sustentável pode beneficiar tanto os acionistas quanto os stakeholders das empresas por meio da redução dos custos e das emissões de carbono”, afirma Peter Lacy, diretor geral e líder de Global Sustainability da Accenture.

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Cai número de clientes que acham que empresas são transparentes no uso da IA

A inteligência artificial (IA) tem o poder de transformar positivamente a sociedade e o meio ambiente, e para aproveitar esse poder em todo o seu potencial, as organizações precisam se concentrar em enfrentar os desafios éticos. De acordo com o novo relatório do Capgemini Research Institute, “IA e o Enigma Ético: Como as Organizações Podem Construir Sistemas de IA Eticamente Robustos e Ganhar Confiança”, a parcela de clientes que acreditam que as organizações estão sendo totalmente transparentes sobre como é feito o uso de seus dados pessoais caiu de 76% em 2019 para 62% hoje. O estudo também descobriu que apenas 53% das organizações têm um líder responsável pela ética dos sistemas de IA, e que a governança e a responsabilidade pela tecnologia e a implementação de ferramentas e estruturas pragmáticas para seus sistemas têm um alto custo para as organizações.

O relatório observa que, embora as organizações estejam mais conscientes do ponto de vista ético, o progresso na implementação de IA ética tem sido inconsistente. Um exemplo é que quase a mesma proporção de executivos em 2019 disse que tomou medidas para construir “equidade” (65% em 2020 vs. 66% em 2019) e “auditabilidade” (45% em 2020 vs. 46% em 2019) nas dimensões de seus sistemas de IA. Além disso, a transparência caiu de 73% para 59%, apesar do fato de 58% das empresas afirmarem que estão conscientizando os funcionários sobre os problemas que podem resultar do uso da tecnologia. A pesquisa também revelou que 70% dos clientes desejam uma explicação clara dos resultados e esperam que as organizações forneçam interações de IA transparentes e justas.

Como as organizações públicas e privadas continuam a implementar várias tecnologias de IA, é fundamental que elas mantenham a confiança do cliente promovendo relacionamentos positivos entre a IA e os consumidores. No entanto, os relatórios mostram que os conjuntos de dados coletados para a saúde e o setor público estão sujeitos a preconceitos sociais e culturais.

E isso não se limita ao setor público. A pesquisa descobriu que 65% dos executivos disseram estar cientes da questão do viés discriminatório nos sistemas de IA. Além disso, cerca de 60% das organizações atraíram o escrutínio jurídico e 22% enfrentaram uma reação negativa do cliente nos últimos dois ou três anos devido a decisões tomadas por sistemas de inteligência artificial.

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TENDÊNCIAS REGIONAIS

América Latina terá 180 milhões de assinaturas 5G até 2026

A América Latina terá 180 milhões de assinaturas 5G até 2026, com crescimento estimado de 30% no tráfego de dados, atingindo cerca de 29 GB por mês no continente neste mesmo período. Esses são os resultados do novo “Ericsson Mobility Report”, que avaliou a evolução da adoção dessa tecnologia em todo o mundo. Até dezembro deste ano, mais de 1 bilhão de pessoas já terão acesso a áreas com cobertura 5G.

Em apenas seis anos, a tecnologia passará por uma grande expansão, atingindo um total de 3,5 bilhões de conexões em âmbito global, o equivalente à metade do tráfego de dados móveis previsto para esse momento. Segundo a análise, o maior crescimento será registrado na América do Norte, que deverá ter o 5G em 80% de sua base móvel até 2026. Estima-se que oChile, que acaba de anunciar o início do processo de licitação de frequências para 5G, e o Brasil, que tem o leilão previsto para meados de 2021, sejam os primeiros países a impulsionar esse avanço na América Latina.

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TENDÊNCIAS NACIONAIS

Consumidores brasileiros adotam e-commerce e priorizam sustentabilidade

A temporada de compras de fim de ano será diferente em muitos aspectos devido à pandemia e a sustentabilidade está na lista de prioridades dos brasileiros, apontou um estudo global do IBM Institute for Business Value. Segundo o levantamento, 54% dos consumidores globais pesquisados relataram que estão dispostos a mudar seus hábitos de compra nas férias e festas de fim de ano para ajudar a reduzir o impacto ambiental. Essa perspectiva foi ainda mais notada em alguns países ao redor do mundo, como Índia (74%), México (74%) e aqui no Brasil (66%).

Apesar da redução dos orçamentos e empregos de muitos consumidores causada pela Covid-19, eles estão procurando mais do que apenas um bom negócio: 66% dos brasileiros entrevistados revelaram que vão considerar a sustentabilidade em grande medida ao comprar ou escolher uma marca este ano. A pesquisa revelou, ainda, que as compras online continuam em alta. 64% dos consumidores brasileiros que participaram do levantamento indicaram que planejam comprar em lojas virtuais, enviar para casa ou outros destinos, ou comprar online e retirar na loja, porcentagem três vezes maior em relação ao ano passado. De acordo com o relatório, enquanto 80% dos consumidores brasileiros pesquisados compraram na loja física no ano passado nessa época do ano, apenas 36% planejam fazê-lo neste ano. O estudo “Home for the Holidays” foi feito em outubro e inclui insights de mais de 12.500 consumidores do Brasil, Canadá, Alemanha, Índia, México, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos.

Pix desbanca cartão de débito

O Pix, novo serviço de transferência de valores do Banco Central, já é indicado como a melhor opção de pagamento para 24% dos entrevistados em uma pesquisa realizada pelo banco BS2 com correntistas de todo o país, ficando atrás apenas do cartão de crédito (25%). Na ordem de preferência de meios de pagamento, o débito aparece em terceiro lugar (22%), seguido por dinheiro (16%), TED (10%) e DOC (3%). De acordo com o levantamento, 58% indicaram que a agilidade em fazer pagamentos está entre as principais vantagens do Pix. Outra vantagem, apontada por 57% das pessoas, é a gratuidade nas transferências. A comodidade de fazer a operação a qualquer hora do dia (54%), inclusive aos finais de semana (51%), e a praticidade do novo serviço (47%) são outros fatores que favorecem o uso do novo serviço.

O estudo, realizado entre 14 a e 26 de outubro, entrevistou 2.010 pessoas de todos os estados com 18 anos ou mais e conta aberta em alguma instituição financeira. O BC informou que nos primeiros sete dias de funcionamento, o Pix movimentou R$ 9,3 bilhões, em 12,2 milhões de transações realizadas.

WhatsApp é a ferramenta mais usada nas vendas online

Um estudo realizado pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) revelou que 54% dos shoppings do país oferecem algum tipo de canal de vendas online, sendo a modalidade Compre Online a mais comum, adotada por 91% dos empreendimentos. Esse tipo de venda reúne no site ou no perfil do Instagram dos shoppings informações sobre todas as lojas. Ao se interessar por alguma marca, o cliente acessa o canal disponibilizado pelo lojista e combina diretamente com ele a forma de entrega e o pagamento. Entre os canais de contatos oferecidos nessa modalidade, 99% utilizam WhatsApp, 53% e-commerce e 17% redes sociais.

“O setor de shopping center já estava atento ao movimento de transformação digital, principalmente no que diz respeito aos modelos de compra oferecidos aos consumidores. Com o fechamento de todos os shoppings do Brasil e restrições de horário de funcionamento em decorrência da pandemia, observou-se uma aceleração digital no segmento, trazendo uma maior utilização dos canais de vendas online”, afirma Glauco Humai, presidente da Abrasce.

Em segundo lugar, aparece o tipo de venda chamado Vitrine Virtual, adotado por 23% dos shoppings. Seu conceito é análogo à vitrine física, ao possibilitar que o consumidor visualize produtos selecionados das lojas do shopping com seus respectivos preços. Alguns empreendimentos apresentam uma vitrine completa, pois além de exibir produtos e valores, direcionam o cliente para a conclusão da compra, utilizando para isso algum canal de contato online. Na terceira posição estão os marketplaces, a plataforma mais completa de vendas online, já que o cliente pode visualizar produtos e preços, realizar a compra, decidir a forma de pagamento e a modalidade de entrega em uma única página virtual. Atualmente, 15% dos shoppings possuem uma plataforma do tipo.

Nas vendas online, quatro modalidades de entrega são adotadas. A retirada pelo Drive-Thru é a mais utilizada (81%), seguida pelo tradicional Receba em Casa (80%). Outras formas, como disponibilização do produto pelo Locker (armários inteligentes de autoatendimento) e Retirada na Loja têm representação menor, com 8% e 7%, respectivamente.

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62% dos internautas no Brasil aderem aos jogos eletrônicos

Conectados em múltiplas plataformas, seja no celular, computador ou no console de videogame, os jogos online vêm se tornando uma paixão nacional. Eles evoluíram e hoje são considerados uma modalidade esportiva profissional. No Brasil, 62% dos usuários de internet jogam games e 30% deles passam entre uma e duas horas jogando videogames diariamente, revelam dados da quarta edição do “Data Stories”, levantamento mensal da Kantar IBOPE Media. O smartphone é o principal device usado para jogar games no Brasil e concentra a preferência de 74% dos jogadores. A maioria dos gamers opta por suas versões gratuitas, mas há um público considerável que compra features adicionais dentro dos jogos – 32% deles fizeram aquisição de algum tipo de conteúdo dentro do ecossistema dos jogos. Segundo o levantamento, os países da Ásia e do Pacífico dominam o cenário, mas o Brasil aparece à frente de países como Estados Unidos e Canadá, ocupando o 12º lugar. Indonésia, Taiwan, Índia, China e México alcançam o topo do ranking respectivamente. “A quantidade de fãs engajados em jogar e em assistir campeonatos ou jogos amadores revela um alto potencial de mídia para essa categoria, que pode variar tanto em inserção comercial quanto em patrocínios e diversas ações criativas das marcas”, explica José Colagrossi, diretor executivo do IBOPE Repucom e COO global de esportes da Kantar.

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O QUE MAIS ESTÁ ACONTECENDO NO ECOSSISTEMA

Startup mineira revela benefícios de jornada de trabalho de quatro dias

A pandemia de Covid-19 fez com que empresas e funcionários começassem a imaginar um modelo de trabalho cada vez mais híbrido – e muitas delas estão anunciando modelos de quatro dias por semana. Um exemplo é a Microsoft Japão, que adotou a medida e viu a produtividade de seus colaboradores aumentar em 40%. Mais de 90% dos 2.280 trabalhadores da gigante de tecnologia no país afirmaram ter sido beneficiados. Por aqui, esse é um formato ainda pouco adotado. Na startup mineira Crawly, grande parte dos funcionários trabalha quatro dias por semana desde 2018, além de 100% da equipe atuar home office. Para Pedro Naroga, cofundador e CTO da Crawly, ainda não são todas as áreas contempladas com jornada semanal menor, por uma questão de estrutura, mas a ideia é que no futuro 100% da empresa possa trabalhar apenas quatro dias. Assim como na Microsoft Japão, mais de 90% dos funcionários da startup já atuam nesse formato. “Acreditamos que um dia a mais de descanso por semana e a adoção home office pode contribuir para deixar as pessoas mais felizes, mais saudáveis, gerando assim um ambiente de trabalho mais agradável. E é comprovado que pessoas mais felizes, descansadas e saudáveis produzem mais. Além disso, é um excelente diferencial de mercado para apresentarmos durante os processos de recrutamento”, diz o executivo.

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EmbraerX e Airservices Austrália lançam Conceito de Operação para Mobilidade Aérea Urbana

A EmbraerX, subsidiária para negócios disruptivos da Embraer, e a Airservices, provedora de serviços de navegação aérea civil da Austrália, desenvolveram um novo conceito de operações (CONOPS) para o mercado de táxi aéreo, também conhecido como Mobilidade Aérea Urbana (UAM, em inglês). A Eve Urban Air Mobility Solutions, novo spin-off da EmbraerX, será responsável pela parceria com a Airservices e pelo desenvolvimento de soluções de Gerenciamento de Tráfego Aéreo Urbano (UATM, do inglês Urban Air Traffic Management). A Austrália é um dos países que está se beneficiando dessa inovação, atraindo o interesse e investimentos da indústria, em grande parte devido ao forte apoio do governo e ao histórico de líder mundial em segurança de voo. A criação do CONOPS auxiliará a introduzir e acelerar de forma segura o crescimento do mercado de UAM na Austrália. “A criação do ecossistema de UAM requer soluções inovadoras, que também é um pilar fundamental da estratégia de crescimento da Embraer para os próximos anos, e a EmbraerX foi criada para atender a essa necessidade”, afirma Daniel Moczydlower, Presidente & CEO da EmbraerX. “Por meio dessa parceria, estamos avançando, de forma conjunta, para que a Austrália se torne um dos primeiros mercados de Mobilidade Aérea Urbana do mundo.”

Marcopolo Next inicia implantação de laboratórios de mobilidade no país

Com o objetivo de desenvolver soluções para o futuro da mobilidade, a Marcopolo Next, divisão de inovação da Marcopolo, deu início à implantação dos Mobility Labs no país. Os laboratórios de inovação, como são chamados, foram instalados em cidades por meio de parcerias com o poder público e outras empresas. A operação piloto de Caxias do Sul (RS), por exemplo, deve entrar em operação já no primeiro semestre de 2021 e consiste no primeiro sistema de mobilidade elétrica da cidade, com a operação de um ônibus elétrico integrado à infraestrutura de carregamento e monitorado 24 horas. Batizado de “Next Mobility Lab”, esse é apenas o primeiro passo após a assinatura de um protocolo de intenções com a Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (SMTTM) da cidade gaúcha.

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Akamai inaugura o primeiro centro de proteção contra ataques cibernéticos da América Latina

A Akamai Technologies, empresa focada em serviços de segurança cibernética, já é responsável por 30% do tráfego global de internet e vem prestando serviços em São Paulo há alguns anos. Porém, a companhia finalmente firmou seu papel no cenário nacional ao inaugurar, em solo paulista, o seu primeiro Centro de Serviços de Segurança (Scrubbing Center) da América Latina. “Temos um grande número de clientes na região e a inauguração de um centro de proteção local contra ataques traz para os clientes aperfeiçoamentos de performance e conectividade, além de aumentar ainda mais a capacidade global de nossa plataforma”, explica Claudio Baumann, diretor geral da Akamai para a América Latina.

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Estrela10 investe em novo CD para avançar no mercado paulista

O e-commerce paranaense Estrela10 acaba de inaugurar um centro de distribuição em Barueri (SP), com objetivo de entregar pedidos em até 24 horas na capital paulista. A loja, que hoje conta com mais de 60 mil produtos organizados em 24 departamentos, registrou crescimento de 150% em 2020 em relação ao ano anterior e deve atingir R$ 500 milhões de faturamento até o fim de dezembro. O CD, que demandou investimentos na ordem de R$ 1,3 milhão, foi idealizado para escoar as entregas em menos tempo – já que o estado é o principal mercado da companhia. Com 3 mil metros quadrados, o espaço foi planejado para atender clientes da região Sudeste, além de possibilitar maior proximidade fornecedores estratégicos. Em 2021, a empresa espera que São Paulo corresponda a cerca de 30% de todo faturamento.

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INVESTIMENTOS

Startups brasileiras receberam mais de US$ 210 milhões em novembro

Os fundos de venture capital aportaram US$ 210 milhões em startups brasileiras no último mês segundo o “Inside Venture Capital Brasil”, levantamento mensal realizado pelo Distrito Dataminer, braço de inteligência de mercado da empresa de inovação aberta Distrito. O volume foi distribuído em um total de 35 rodadas. O acumulado do ano já soma US$ 2,87 bilhões e 426 aportes – montante superior ao realizado nos 11 primeiros meses de 2019, quando ocorreram 356 rodadas, em um total de US$ 2,78 bilhões. Apesar do bom desempenho até aqui, o mês de novembro, isoladamente, apresentou um desempenho inferior ao mesmo período dos anos anteriores. Em novembro de 2018, foram US$ 584 milhões, e em 2019 US$ 355 milhões. “Não é motivo para acreditarmos no desaquecimento do mercado, muito pelo contrário. O fato de o montante investido em novembro ser inferior ao mesmo mês dos últimos anos pode ser explicado pela alta concentração de investimentos que tivemos nos meses de setembro e outubro deste ano. Ao todo, foram US$ 1,2 bilhão investido nestes dois meses, por meio de 89 rodadas de investimento”, comenta Tiago Ávila, líder do Distrito Dataminer. “Estamos próximos do volume captado no ano passado e muito provavelmente teremos em 2020 a maior captação do mercado de capital de risco brasileiro.”

The Coffee anuncia aporte de R$ 28 milhões

A decoração com toques japoneses não é a única influência asiática da The Coffee, foodtech curitibana de cafés. Com foco em um modelo de atendimento rápido e minimalista, a rede entende que “a tecnologia é tão importante quanto o próprio grão do café”, diz Alexandre Fertonani, cofundador do empreendimento. Com uma proposta diferente do que o mercado nacional está acostumado, a foodtech já tem 30 lojas abertas no Brasil e direciona o foco para uma estratégia de expansão, anunciando um aporte série A de R$ 28 milhões liderado pela Monashees e com a participação da Norte Ventures e Shift Capital. A partir do aporte, a expectativa é aumentar o número de estabelecimentos para 100 até o final de 2021. Além disso, a rede também busca uma expansão internacional, com planos de lojas físicas em Portugal e na Espanha até o final do mesmo ano. Já para 2020, o plano é lançar o sistema de e-commerce, que pretende vender produtos da marca, como os cafés especiais, antes da virada do ano.

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Wayra investe na edtech Alicerce Educação

A Wayra, hub de inovação aberta da Vivo no Brasil e da Telefónica no mundo, anunciou que está investindo no Alicerce Educação, empreendimento social que tem como missão oferecer ensino acessível e de qualidade no contraturno escolar a crianças a partir de cinco anos e jovens de até 25 anos. Atualmente, a startup já conta com investidores como o fundo Good Karma Ventures e anjos como Luciano Huck e Jair Ribeiro. A novidade faz parte da estratégia da Wayra em realizar investimentos em startups mais maduras e escaláveis que tenham sinergia às áreas prioritárias de negócios da Vivo, como o setor de educação. Fundado em 2018, o Alicerce Educação conta com uma base de mais de 5 mil alunos e tem como objetivo ampliar e incentivar a educação de qualidade para mais de 4 milhões de jovens pelo Brasil e, consequentemente, suas famílias e redes de apoio. Além da educação, a startup conecta e apoia os jovens na obtenção de melhores oportunidades para o primeiro emprego ou no acesso a universidades públicas e programas de bolsa de estudos. O valor do investimento não foi revelado.

LEIA MAIS: Hub de inovação da Vivo completa oito anos no país com mais de 70 startups investidas

Invisto anuncia apoio da ACATE em fundo de R$ 100 milhões em venture capital

Em uma parceria inédita, a Invisto, empresa de venture capital do sul do Brasil, e a ACATE – Associação Catarinense de Tecnologia, anunciaram que vão trabalhar juntas em um fundo de R$ 100 milhões que tem o objetivo de universalizar o acesso à capital de risco, auxiliando no desenvolvimento das empresas da região, além de atrair novos investidores, parceiros locais e internacionais em oportunidades de fusões e aquisições. As startups catarinenses receberam um total de US$ 11,6 milhões em investimentos até o mês de agosto, segundo o estudo “Inside Venture Capital”, do Distrito Dataminer. O setor de tecnologia do estado cresce a cada ano, e registrou um faturamento de R$ 17,7 bilhões em 2019, segundo dados do “Tech Report 2020”. “A ACATE é hoje uma das principais referências em empreendedorismo, inovação e fomento ao crescimento de startups e scale ups. Essa combinação de esforços é essencial para ajudar a impulsionar os negócios, construir novas conexões, além de apoiar o ecossistema de empresas tecnológicas de Santa Catarina”, afirma Marcelo Wolowski, CEO da Invisto e diretor do Grupo Temático de Investimentos da entidade.

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CRESCIMENTO

InstaCasa registra crescimento de 250% no segundo semestre de 2020

Ao contrário do que muitos podem pensar, o setor imobiliário teve seu espaço de crescimento durante a crise do coronavírus. Com a digitalização de processos, as empresas puderam otimizar suas operações e transformar o modelo tradicional de vendas, o que impactou positivamente nos resultados de empreendimentos como a InstaCasa. A startup, que auxilia loteadores na venda de empreendimentos por meio digital, registrou crescimento de 250% no segundo semestre de 2020 em comparação ao mesmo período do ano passado. A empresa movimentou R$ 200 milhões entre março e novembro, ultrapassando 2 mil lotes vendidos. “Estamos inovando a forma como consumidores se relacionam com a compra de lotes, pois os ajudamos a visualizarem, por meio de realidade aumentada, diversos projetos de arquitetura em cada área”, revela Maurício Carrer, cofundador e CEO da InstaCasa.

Fintech de antecipação de recebíveis detecta 30% de aumento na demanda

A Openbox.ai, fintech de antecipação de recebíveis, registrou um crescimento de 30% na demanda entre outubro e novembro em comparação com o mesmo período de 2019. Entre os motivos, estão as pequenas e médias empresas, que tiveram dificuldades de provisionar o pagamento durante o ano e que encontram nessa modalidade de crédito uma opção para fugir dos empréstimos e fechar o ano no azul. A procura é maior nos setores de alimentos e bebidas, construção civil, artesanato e presentes, logística, alumínio e moveleiro. O tíquete médio de cada operação é de cerca de R$ 48,6 mil. E a tendência é nacional: segundo estimativa da Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs), as startups especializadas em antecipação de recebíveis tiveram um aumento em torno de 70% na procura.

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RECONHECIMENTOS & PREMIAÇÕES

Divulgados os vencedores da 3ª edição do Prêmio Ideia ABBC

A Associação Brasileira de Bancos (ABBC) divulgou os três vencedores da 3ª edição do Prêmio Ideia ABBC, iniciativa que contou com a curadoria da Fintechlab, um hub para conexão e fomento do ecossistema nacional de fintechs. Os selecionados da edição 2020 do programa foram: Acesso Digital – rebatizada de unico –, fornecedora de soluções de reconhecimento facial como ferramenta de inclusão social, Antecipa Fácil, plataforma que une financiadores e empresas que precisam de crédito através de leilão online de notas fiscais, e Blu365, plataforma de negociação online. A iniciativa tem como objetivo aproximar as mais de 90 instituições financeiras associadas a empresas inovadoras, para otimizar modelos de negócios e reduzir custos operacionais, contribuindo para a formação de um ambiente competitivo, inclusão financeira e sustentabilidade econômica do país.

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IMPACTO SOCIAL

BCG cria ferramenta para rastrear e reduzir emissões de CO² na computação

A equipe global de ciência de dados e inteligência artificial do Boston Consulting Group (BCG) anunciou o CodeCarbon, um pacote de software de código aberto para estimar a pegada de CO² da computação. A ferramenta é resultado de parceria com o Mila, líder mundial em pesquisa de inteligência artificial com sede em Montreal, Haverford College na Pensilvânia e Comet.ml, um provedor líder de soluções de operações de machine learning. O CodeCarbon é um pacote de software que se integra à base de código Python. Com base em fontes de dados disponíveis publicamente, o programa estima a quantidade de emissões de CO² produzida, referindo-se à intensidade de carbono da matriz energética da rede elétrica à qual o hardware está conectado. O rastreador registra a estimativa de CO² produzida por cada experimento e armazena as emissões em projetos e em nível organizacional. Isso dá aos desenvolvedores maior visibilidade sobre a quantidade de emissões geradas a partir do treinamento de seus modelos e torna a quantidade de emissões tangível, mostrando equivalentes em números facilmente compreendidos, como quilômetros dirigidos por um automóvel, horas de TV assistidas ou energia diária consumida por uma família de classe média. “À medida em que isso acontece, o CodeCarbon pode ajudar organizações a garantir que os índices de suas pegadas de carbono sejam os menores possíveis”, diz Sylvain Duranton, diretor executivo e líder da prática de GAMMA do BCG.

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TECNOLOGIA DO BEM

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Com ajuda da Microsoft, SOS Mata Atlântica gerencia qualidade da água dos rios

Com o objetivo de prever a qualidade da água de rios, lagos, mananciais e bacias hidrográficas, a Fundação SOS Mata Atlântica passará a usar soluções tecnológicas que vão ajudar na análise de dados e, assim, oferecer informações do estado atual dos corpos d’água, além de predições do nível de qualidade em um ou até cinco anos, dando insumos para pautas de comitês de bacias hidrográficas e para auxiliar gestores públicos na tomada de decisão quanto à sua preservação. A iniciativa é fruto de parceria da instituição com o programa Microsoft AI for Good (Inteligência Artificial para o Bem) e o parceiro EloGroup. A iniciativa Observando os Rios conta com 3.500 voluntários e faz coletas mensais em 343 pontos diferentes em 17 estados e no Distrito Federal. Nessas coletas, são analisados 16 parâmetros como temperatura, lixo flutuante, odor, oxigênio e quantidade de peixes. Os dados são, então, encaminhados para o portal do programa, onde a qualidade da água pode ser medida por estado, por bacia hidrográfica, entre outros recortes espaciais. Todos os anos, os resultados são divulgados no relatório “O Retrato da Qualidade da Água nas Bacias Hidrográficas da Mata Atlântica”. Entre as tecnologias utilizadas estão nuvem, data analytics e Azure Machine Learning (aprendizado de máquina).

VEJA TAMBÉM: Fintech ambiental enviou R$ 55 mi para projetos na Amazônia nos últimos seis meses

VAGAS.com e M. Dias Branco lançam recurso de tradução para Libras

A VAGAS.com, especializada em soluções tecnológicas de recrutamento e seleção, e a M. Dias Branco, companhia brasileira de produtos alimentícios, acabam de lançar um recurso de tradução de Libras (Linguagem Brasileira de Sinais). Com a nova funcionalidade, desenvolvida pela Hand Talk, os deficientes auditivos poderão acessar os conteúdos traduzidos pela intérprete virtual Maya. É só ativar o tradutor e passar o cursor pelas palavras e imagens para que a tradução seja feita. O recurso já está disponível na grande maioria das páginas da plataforma de empregos – e também em algumas páginas de Trabalhe Conosco dos clientes que utilizam o serviço de recrutamento e seleção, o VAGAS for business – e no site da M. Dias Branco. De acordo com a WFD (Federação Mundial dos Surdos, na sigla em inglês), 80% dos surdos de todo o mundo têm baixa escolaridade e problemas de alfabetização. No Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), 5% da população brasileira é composta por pessoas que são surdas – mais de 10 milhões.

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