Fazenda Futuro muda fórmula de hambúrguer de planta e espera ter 40% do faturamento com exportação

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O lançamento inclui mudança de ingredientes para alcançar otimização de textura e implementação de tecnologias como microencapsulamento de aroma

“Mudou tudo”, resume o fundador da foodtech Fazenda Futuro, Marcos Leta. Na última semana, a foodtech que desenvolve carnes à base de planta lançou uma nova versão do seu hambúrguer –produto carro-chefe da empresa, que tem também frango e linguiça plant-based. “Sempre tivemos a coisa do desenvolvimento e de novas bases”, falou Leta, em conversa exclusiva com a Forbes Brasil sobre o DNA da startup, que prioriza evolução contínua. “Mas, quando começamos os testes comparativos, percebemos que tinha mudado muito. Ou seja, criamos uma nova matriz.”

Para quem é consumidor da marca e do hambúrguer de planta da Fazenda Futuro, a diferença é de fato palpável –tivemos a oportunidade de provar o produto–, principalmente no quesito sal, cuja diminuição é perceptível. A última versão lançada, em 2019, tinha cerca de 300 mg por disco de carne de planta, enquanto a atual, batizada de 2030, tem 178 mg. Segundo a empresa, a quantidade de sódio no hambúrguer é hoje a menor do mundo.

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Além disso, a Fazenda Futuro investiu em tecnologia. Leta não quis revelar números, mas contou que processos industriais foram revistos e maquinário foi substituído. O resultado inclui mudança de ingredientes para alcançar otimização de textura, adição de novas variações de análise e implementação de tecnologias como microencapsulamento de aroma. “Uma das reclamações que tínhamos dos consumidores era que o hambúrguer exalava cheiro na cozinha. Com o microencapsulamento, o ambiente não fica impregnado”, diz. “Também estamos trabalhando em redução de gordura, com óleos diferentes que deixam menos resíduo, e mudança de cor. A carne ficou muito mais versátil.”

De acordo com ele, a sofisticação dos processos segue no radar, para que a empresa consiga diminuir cada vez mais o número de ingredientes impressos na embalagem. “Sempre quisemos ser uma empresa global. E não adiantaria desenvolver um produto cheio de porcarias. Mesmo o 2.0, que já é exportado, está de acordo com legislações internacionais. Mas ele tinha amido de batata para dar liga, que conseguimos tirar na nova versão. Estamos cada vez mais clean label”, fala Leta. Outro passo em direção à sofisticação dos processos foi a mudança de embalagem. A partir de uma parceria com uma startup norte-americana, foi desenvolvido um material biodegradável especialmente para aterros sanitários no Brasil –tudo isso sem consequência no preço final.

Apesar de não mencionar os impactos de tantas mudanças no faturamento da empresa, Leta tem planos ambiciosos para a nova matriz criada. “Vai ser a base tecnológica para vários produtos e subprodutos, além de ser responsável pela expansão internacional para EUA e União Eupeia”, conta. Com a novidade, a meta da Fazenda Futuro é que 40% do faturamento venha da exportação.

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